autor da pratica

Há coisas que só saem por escrito: poesia como cuidado e reabilitação no CAPS

Fabiana Castro Santos Rosa

jaquelinepms@gmail.com

Esta prática está EM MODERAÇÃO por

JAQUELINE PAULA DE SOUZA FERNANDES

favor seguir as recomendações abaixo:

Nenhuma recomendação da moderação

Objetivo Geral
Promover a reabilitação psicossocial de usuários do CAPS por meio da escrita poética como ferramenta terapêutica.
Objetivos Específicos
Estimular a expressão de sentimentos e vivências subjetivas;
Fortalecer vínculos entre usuários e equipe;
Incentivar autonomia e protagonismo;
Reduzir sofrimento psíquico por meio da elaboração simbólica;
Promover inserção social através da produção cultural;
Dar visibilidade às narrativas dos usuários por meio da publicação do livro.

Objetivo Geral
Promover a reabilitação psicossocial de usuários do CAPS por meio da escrita poética como ferramenta terapêutica.
Objetivos Específicos
Estimular a expressão de sentimentos e vivências subjetivas;
Fortalecer vínculos entre usuários e equipe;
Incentivar autonomia e protagonismo;
Reduzir sofrimento psíquico por meio da elaboração simbólica;
Promover inserção social através da produção cultural;Trata-se de uma experiência desenvolvida no âmbito da atenção psicossocial, com abordagem grupal e participativa.
A oficina foi estruturada como espaço contínuo de cuidado, com encontros quinzenais, conduzidos por profissional de referência, utilizando metodologias ativas como:
leitura de poesias;
escrita livre e dirigida;
rodas de conversa;
compartilhamento das produções;
construção coletiva de sentidos.
A participação é voluntária e integrada ao Projeto Terapêutico Singular (PTS) dos usuários.
Como culminância do processo, foi organizado o livro “Há coisas que só saem por escrito”, com seleção e revisão das produções, lançamento em espaço cultural do município, ampliando a circulação social dos usuários e suas produções.
Dar visibilidade às narrativas dos usuários por meio da publicação do livro.

A experiência apresentou resultadossignificativos no cuidado em saúde mental, destacando-se:
Ampliação da expressão emocional e elaboração de vivências;
Fortalecimento de vínculos entre usuários e equipe;
Aumento da participação nas atividades do CAPS;
Redução de isolamento social;
Melhora da autoestima e do sentimento de pertencimento;
Produção e lançamento de obra coletiva com protagonismo dos usuários;
Inserção dos participantes em espaços culturais do território.
A oficina consolidou-se como prática potente de cuidado, sendo incorporada ao calendário permanente do serviço.

A partir da experiência desenvolvida na oficina de poesias do CAPS II, os autores destacam recomendações fundamentais para serviços que desejam implementar iniciativas semelhantes no campo da saúde mental:
1. Comece com o que você tem
Não é necessário estrutura complexa. Papel, caneta e escuta qualificada são suficientes para iniciar. O mais importante é o vínculo.
2. Crie um ambiente seguro e acolhedor
A escrita exige exposição emocional. É essencial garantir um espaço de respeito, sem julgamentos, onde o usuário se sinta confortável para se expressar.
3. Valorize o processo, não o resultado
A prática não deve ter foco estético ou técnico, mas sim terapêutico. O importante é escrever, não “escrever bem”.
4. Utilize metodologias simples e flexíveis
Leituras de poesias, palavras disparadoras, músicas e temas do cotidiano ajudam a estimular a produção textual, respeitando o tempo de cada participante.
5. Incentive, mas não obrigue
A participação deve ser espontânea. Alguns usuários inicialmente preferem apenas ouvir — e isso também faz parte do cuidado.
6. Integre a oficina ao Projeto Terapêutico Singular (PTS)
A atividade deve dialogar com o cuidado individual, fortalecendo o acompanhamento clínico e psicossocial.
7. Garanta regularidade dos encontros
A continuidade (no caso desta experiência, encontros quinzenais) fortalece vínculos e consolida o grupo como espaço de pertencimento.
8. Estimule o protagonismo dos usuários
Permitir que escolham temas, leiam suas produções e participem das decisões fortalece autonomia e autoestima.
9. Dê visibilidade às produções
Exposições, saraus e publicações (como o livro “Há coisas que só saem por escrito”) ampliam a inserção social e valorizam os participantes.
10. Articule com a rede e o território
Parcerias com cultura, assistência social e espaços comunitários potencializam os efeitos da prática e ampliam seu alcance.
11. Prepare a equipe
Não é necessário ser especialista em literatura, mas é fundamental que o profissional tenha sensibilidade, escuta ativa e compreensão do cuidado em saúde mental.
12. Registre e avalie a experiência
Documentar o processo e os resultados fortalece a gestão do serviço, possibilita replicação e contribui para a produção de conhecimento no SUS.

autor Principal

Fabiana Castro Santos Rosa

jaquelinepms@gmail.com

Coordenação

Coautores

Michele de Queiroz, William Daiani, Ana Márcia Freire, Aline Vasconcelos, Eduardo Rodrigo

A prática foi aplicada em

São Pedro da Aldeia

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Centro de Atenção Psicossocial Casarão da Saúde Sebastião Antônio Fernandes - São Pedro da Aldeia

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

JAQUELINE PAULA DE SOUZA FERNANDES

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos