favor seguir as recomendações abaixo:
Objetivo Geral
Promover a reabilitação psicossocial de usuários do CAPS por meio da escrita poética como ferramenta terapêutica.
Objetivos Específicos
Estimular a expressão de sentimentos e vivências subjetivas;
Fortalecer vínculos entre usuários e equipe;
Incentivar autonomia e protagonismo;
Reduzir sofrimento psíquico por meio da elaboração simbólica;
Promover inserção social através da produção cultural;
Dar visibilidade às narrativas dos usuários por meio da publicação do livro.
Objetivo Geral
Promover a reabilitação psicossocial de usuários do CAPS por meio da escrita poética como ferramenta terapêutica.
Objetivos Específicos
Estimular a expressão de sentimentos e vivências subjetivas;
Fortalecer vínculos entre usuários e equipe;
Incentivar autonomia e protagonismo;
Reduzir sofrimento psíquico por meio da elaboração simbólica;
Promover inserção social através da produção cultural;Trata-se de uma experiência desenvolvida no âmbito da atenção psicossocial, com abordagem grupal e participativa.
A oficina foi estruturada como espaço contínuo de cuidado, com encontros quinzenais, conduzidos por profissional de referência, utilizando metodologias ativas como:
leitura de poesias;
escrita livre e dirigida;
rodas de conversa;
compartilhamento das produções;
construção coletiva de sentidos.
A participação é voluntária e integrada ao Projeto Terapêutico Singular (PTS) dos usuários.
Como culminância do processo, foi organizado o livro “Há coisas que só saem por escrito”, com seleção e revisão das produções, lançamento em espaço cultural do município, ampliando a circulação social dos usuários e suas produções.
Dar visibilidade às narrativas dos usuários por meio da publicação do livro.
A experiência apresentou resultadossignificativos no cuidado em saúde mental, destacando-se:
Ampliação da expressão emocional e elaboração de vivências;
Fortalecimento de vínculos entre usuários e equipe;
Aumento da participação nas atividades do CAPS;
Redução de isolamento social;
Melhora da autoestima e do sentimento de pertencimento;
Produção e lançamento de obra coletiva com protagonismo dos usuários;
Inserção dos participantes em espaços culturais do território.
A oficina consolidou-se como prática potente de cuidado, sendo incorporada ao calendário permanente do serviço.
A partir da experiência desenvolvida na oficina de poesias do CAPS II, os autores destacam recomendações fundamentais para serviços que desejam implementar iniciativas semelhantes no campo da saúde mental:
1. Comece com o que você tem
Não é necessário estrutura complexa. Papel, caneta e escuta qualificada são suficientes para iniciar. O mais importante é o vínculo.
2. Crie um ambiente seguro e acolhedor
A escrita exige exposição emocional. É essencial garantir um espaço de respeito, sem julgamentos, onde o usuário se sinta confortável para se expressar.
3. Valorize o processo, não o resultado
A prática não deve ter foco estético ou técnico, mas sim terapêutico. O importante é escrever, não “escrever bem”.
4. Utilize metodologias simples e flexíveis
Leituras de poesias, palavras disparadoras, músicas e temas do cotidiano ajudam a estimular a produção textual, respeitando o tempo de cada participante.
5. Incentive, mas não obrigue
A participação deve ser espontânea. Alguns usuários inicialmente preferem apenas ouvir — e isso também faz parte do cuidado.
6. Integre a oficina ao Projeto Terapêutico Singular (PTS)
A atividade deve dialogar com o cuidado individual, fortalecendo o acompanhamento clínico e psicossocial.
7. Garanta regularidade dos encontros
A continuidade (no caso desta experiência, encontros quinzenais) fortalece vínculos e consolida o grupo como espaço de pertencimento.
8. Estimule o protagonismo dos usuários
Permitir que escolham temas, leiam suas produções e participem das decisões fortalece autonomia e autoestima.
9. Dê visibilidade às produções
Exposições, saraus e publicações (como o livro “Há coisas que só saem por escrito”) ampliam a inserção social e valorizam os participantes.
10. Articule com a rede e o território
Parcerias com cultura, assistência social e espaços comunitários potencializam os efeitos da prática e ampliam seu alcance.
11. Prepare a equipe
Não é necessário ser especialista em literatura, mas é fundamental que o profissional tenha sensibilidade, escuta ativa e compreensão do cuidado em saúde mental.
12. Registre e avalie a experiência
Documentar o processo e os resultados fortalece a gestão do serviço, possibilita replicação e contribui para a produção de conhecimento no SUS.
Centro de Atenção Psicossocial Casarão da Saúde Sebastião Antônio Fernandes - São Pedro da Aldeia
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO