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Cuidado compartilhado na escola: matriciamento em saúde mental como estratégia intersetorial no SUS

Isabella Costa de Resende

isabellacresende@gmail.com

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O trabalho se deu por conta do aumento das demandas de saúde mental no contexto escolar tem exigido respostas que ultrapassem o modelo tradicional de encaminhamentos individualizados. No município de Rio Claro/RJ, escolas da rede municipal passaram a identificar, de forma recorrente, sinais de sofrimento psíquico em crianças e adolescentes, associados a dificuldades no manejo dessas situações pelas equipes pedagógicas. Diante desse cenário, o matriciamento em saúde mental foi implementado como estratégia intersetorial entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Educação, por meio do CAPS Minha Vida. A experiência ocorre no território municipal e tem como foco o público infantojuvenil e a comunidade escolar, promovendo espaços de diálogo, escuta qualificada, apoio técnico-pedagógico e corresponsabilização das ações de cuidado, fortalecendo a rede de atenção psicossocial e educacional.
Ele teve como objetivo o fortalecimento e a articulação entre a rede municipal de educação e os serviços de saúde mental, por meio do matriciamento, qualificando a identificação precoce de demandas em saúde mental e a construção compartilhada de estratégias de cuidado para crianças e adolescentes. Como objetivos específicos, busca-se ampliar o diálogo intersetorial, apoiar tecnicamente as equipes pedagógicas, qualificar os fluxos de encaminhamento, promover ações de educação permanente e fomentar práticas inclusivas e de promoção da saúde mental no ambiente escolar.
Ele foi desenvolvido por meio de visitas técnicas periódicas às unidades escolares da rede municipal, realizadas por profissionais do CAPS Minha Vida, incluindo psicóloga e psicopedagoga. As ações envolvem reuniões com equipes gestoras e pedagógicas, escuta qualificada das demandas do território, discussão de casos, orientação sobre inclusão, adaptação curricular e acessibilidade, além da construção conjunta de estratégias de cuidado. Também são realizadas reuniões ampliadas entre os setores da saúde e da educação, ações de educação permanente para os profissionais da escola e fortalecimento dos fluxos de referência e contrarreferência na rede municipal. O processo é contínuo, territorializado e baseado na corresponsabilização entre os setores envolvidos.

A recorrente identificação de sinais de sofrimento psíquico no ambiente escolar, associada às dificuldades das equipes pedagógicas no manejo dessas situações e à fragmentação entre os serviços de saúde e educação, evidenciou a necessidade de construção de estratégias intersetoriais, fortalecendo o cuidado compartilhado e a atuação integrada no território.

A experiência possibilitou a identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico em crianças e adolescentes e o mapeamento das principais demandas de saúde mental no território escolar. Observou-se maior qualificação dos encaminhamentos, ampliação do acesso aos serviços de saúde mental e fortalecimento do vínculo entre saúde e educação. As equipes pedagógicas demonstraram maior segurança no manejo das situações cotidianas, além de maior apoio técnico para práticas inclusivas. O matriciamento contribuiu ainda para a ampliação das ações de prevenção de agravos e promoção da saúde mental, favorecendo a construção de uma rede de cuidado mais integrada e resolutiva.

O matriciamento em saúde mental na rede municipal de educação mostrou-se uma estratégia potente para a qualificação do cuidado integral à infância e adolescência. Ao promover o diálogo intersetorial, a educação permanente e a corresponsabilização entre saúde e educação, a experiência fortaleceu a rede de atenção psicossocial e ampliou a capacidade de resposta às demandas do território. A consolidação dessa prática como política institucional contribui para a promoção de ambientes escolares mais acolhedores, inclusivos e comprometidos com a saúde mental, reafirmando a importância do cuidado compartilhado no âmbito do SUS. Se recomenda portanto que a implementação desta modalidade de ação se dê primeiramente através da gestão municipal, tendo como iniciativa a secretaria de saúde e a secretaria de educação, através dessa parceria é possivel avançar muito no que tange o cuidado de crianças e adolescentes.

autor Principal

Isabella Costa de Resende

isabellacresende@gmail.com

Psicologa

Coautores

Isabella Costa de Resende; Rogeane da Silva Alves Portugal.

A prática foi aplicada em

Rio Claro

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Av. João Batista Portugal - Centro, Rio Claro - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Isabella Costa de Resende

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

01 fev 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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