Aumento na produção ambulatorial com redução de glosas no Hospital Municipal de Cuité PB

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POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

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O aumento da produção ambulatorial, aliado à redução de glosas, constitui uma estratégia central para a sustentabilidade financeira hospitalar, especialmente considerando que as glosas no ano de 2024 superou 40% enquanto estima-se as glosas gerenciais superior a 17% da receita em instituições brasileiras. A otimização desses dois pilares exige uma abordagem integrada que combina eficiência assistencial com rigor administrativo, visando não apenas faturar mais, mas garantir a construção de uma série histórica para aumentar a possibilidade do recebimento integral dos valores produzidos, bem como o aumento do convênio com o estado, que visa somar recursos para custeio, ampliação e qualificação dos serviços de saúde.
Na prática, o setor de contas médicas de muitos hospitais públicos brasileiros ainda atua de forma amplamente manual na codificação de itens e procedimentos. No Hospital Municipal de Cuité esse cenário não diferente e com isso a atuação da equipe requer atenção redobrada e codificação de item a item no prontuário do paciente. Embora o sistema de faturamento (como o SIH/SUS) seja digital e exija o envio eletrônico de dados, o processo de conversão do prontuário físico/eletrônico do paciente em códigos específicos (Tabela SIGTAP/SUS) frequentemente depende da digitação e conferência humana.
Com isso a digitação de itens nos sistemas do SUS por profissionais da Unidade e Processamento da Informação Assistencial revisam os prontuários e digitam manualmente os procedimentos e realizam a conferência física. A conferência de materiais, medicamentos, procedimentos, consultas, exames e taxas utilizados em procedimentos médicos (conta aberta) costuma ser feita comparando o valor de tabela do SUS. Com ausências da anotação no prontuário físico; gerando alto risco de glosas. A manualidade aumenta o risco de erros de codificação, falhas na descrição de enfermagem e, consequentemente, glosas (recusa de pagamento) por parte da auditoria do SUS.
Pensando nisso, foi proposta uma revisão na anotação de enfermagem nos prontuários, avaliação de codificação e valor na tabela; redução no tempo/hora do paciente “em observação”; automatização do processo e capacitação dos profissionais de forma prática e alinhada à realidade dos serviços. A iniciativa também reforça a importância da redução da glosa e duplo check, destacando a necessidade de revisão periódicas no processo, para atualização de conhecimentos, aprimoramento das habilidades e manutenção da qualidade do serviço executado.

OBJETIVO GERAL
Aumentar a produção ambulatorial e reduzir as glosas, aumentando o faturamento líquido; promovendo uma redução no prazo de fechamento com resposta rápida, segura e eficaz no âmbito dos serviços de saúde.
Objetivos Específicos:
• Padronização e Automatização: Substituir processos manuais por planilha de automatização e encaminhar para a implantação de sistemas de prontuário eletrônico (PEC) e de gestão integrada.
• Auditoria Interna Preventiva: Analisar as contas antes do envio (pré-faturamento) para corrigir inconsistências, como ausência de assinaturas ou laudos, falhas de cadastro e códigos TUSS incorretos.
• Treinamento da Equipe (Enfermagem e Faturamento): Capacitar os profissionais sobre a importância do registro correto de materiais, medicamentos e procedimentos, pois a maior parte das glosas advém de dados incompletos.

METODOLOGIA
A metodologia adotada foi estruturada de forma a integrar os serviços assistenciais e administrativos, considerando a anotação de enfermagem com ética e respaldo, descrevendo todo o material utilizado pelo paciente; tempo correto de permanência do paciente no serviço e diagnóstico claro, objetivo com assinatura e carimbo no prontuário por parte do corpo clinico. Para o setor de contas médicas foi a implantação de uma planilha de automação em excel com a digitação diária de todos os prontuários, codificação automática e valor (tabela SUS).
A automatização da codificação de itens hospitalares, combinada com o processo de “duplo check” (dupla checagem) se tornou uma estratégia eficaz para aumentar a produção, reduzir glosas e garantir o recebimento do valor integral do repasse financeiro. As Instituições que adotam essa abordagem podem observar ganhos de até 35% na produtividade das equipes e uma redução de até 20% nas glosas.

A problemática do setor de contas médicas em hospitais públicos, caracterizado por alta glosa e baixa produção, é um ciclo que afeta diretamente a sustentabilidade financeira da instituição e a qualidade do atendimento ao usuário. A grande maioria operacionaliza os serviços de forma manual e gera uma Inconsistência documental com prontuários incompletos, falta de assinaturas médicas, relatórios técnicos ausentes ou divergência de datas nas guias. Erros de codificação e digitação com uso de códigos TUSS/SUS incorretos ou desatualizados, resultando em glosas técnicas ou administrativas. Falhas no registro de enfermagem, nas anotações assistenciais incompletas que não comprovam o uso de materiais ou medicamentos, ausência de diagnósticos e falta de carimbo do corpo clinico. A produção/faturamento gera retrabalho e ineficiência, pois a equipe precisa gastar tempo corrigindo erros em vez de codificar novos itens; e a falta de treinamento gera uma equipe com conhecimento deficiente sobre as regras complexas do SUS. O maior impacto é a ausência de sistemas hospitalares (ERP) que de forma rápida validam regras de faturamento em tempo real.

Após a implantação da metodologia, o Hospital Municipal de Cuité obteve no ano de 2025 um aumento na produção de mais de 50 mil (itens, procedimentos, exames, consultas) codificadas, que representa um aumento de 65% na produção aprovada. E uma redução de 56% de itens glosados. Aumentando em 65% o valor de itens aprovados, totalizando uma diferença positiva em R$ 411.070,55. Essa redução se deu através da automatização de uma base de produção em Excel, cuja alimentação é diária e foi criada no mês de fevereiro de 2025 para que, de forma preventiva e ágil, as inconsistências fossem identificadas antes do faturamento.

Destaques do Resultado;
📉 Queda de 65% no volume total de itens glosados.
⚙️ Automatização via Excel com atualização diária.
🔍 Novas glosas (radiografia) sob controle, representando < 1% do valor. 🚀 Agilidade na identificação de gargalos operacionais. CONCLUSÃO A experiência demonstrou que, quando a equipe está qualificada, orientada há maior segurança nas condutas, melhor organização do processo de trabalho e mais agilidade na tomada de decisões, refletindo diretamente na qualidade do serviço executado com melhor assistência prestada à população. Com isso conseguimos ter: Foco em correção: "…para que de forma imediata os erros fossem corrigidos antes do envio das contas." Foco em monitoramento: "…para que de forma automatizada as variações de valores de itens fossem monitoradas em tempo real." Foco em assertividade: "…para que de forma precisa e planilhada o faturamento/codificação garantisse a conformidade dos itens na descrição e valor.“ Por fim, destaca-se que ações como essa não devem ocorrer de forma pontual, mas sim contínua com a revisão de processos de atividades cotidianas. Melhorias nos serviços e busca pela sistematização dos serviços públicos de saúde.

Conhecimento operacional, organização de processos de trabalho, alinhamento de funções com os colaboradores; tudo isso é fundamental para aumentar a eficiência, padronizar atividades e reduzir o retrabalho, facilitando diretamente a atuação dos profissionais. Quando os fluxos são mapeados e estruturados, o colaborador tem maior clareza sobre suas funções, o que resulta em maior produtividade e menor estresse.

autor Principal

POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

POLIANASILVA.SMS@GMAIL.COM

SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Coautores

POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

A prática foi aplicada em

Cuité

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Prefeitura Municipal de Cuité - R. Quinze de Novembro - Centro, Cuité - PB, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

POLIANA CRISTINA DANTAS DA SILVA

Conta vinculada

13 maio 2026

CADASTRO

13 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

01 fev 2025

inicio

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

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