favor seguir os ajustes necessários abaixo:
Ampliar e qualificar a oferta de diagnóstico e estratégias de vinculação relacionadas ao HIV
e à aids em todo o território nacional, priorizando as populações em situação de maior vulnerabilidade.
A transmissão vertical do HIV é um dos maiores desafios de saúde pública, pois impacta
diretamente a vida da mulher, da criança e da família. No início da década de 2000, Vitória
da Conquista registrava vulnerabilidades importantes: dificuldades de acesso a exames,
falta de integração entre serviços, barreiras relacionadas ao estigma e preconceito e
ausência de fluxos organizados entre a rede básica, a atenção especializada e as
maternidades. Esses obstáculos aumentavam o risco de falhas no pré-natal, atrasos em diagnósticos e insegurança das gestantes. Além disso, a inexistência de prontuário
eletrônico dificultava a continuidade do acompanhamento, comprometendo o registro
clínico e a comunicação entre equipes. Havia também limitações no acesso a insumos de
prevenção e insegurança alimentar para crianças expostas ao HIV. Esse cenário exigiu a
construção de uma resposta estruturada, contínua e inovadora, que unisse diferentes
setores do SUS e da rede privada em torno de um objetivo comum: eliminar a transmissão
vertical, reduzir desigualdades e assegurar que viver com HIV não impedisse o direito a
uma gestação segura e à maternidade digna.
A transmissão vertical do HIV é um dos maiores desafios de saúde pública, pois impacta
diretamente a vida da mulher, da criança e da família. No início da década de 2000, Vitória
da Conquista registrava vulnerabilidades importantes: dificuldades de acesso a exames,
falta de integração entre serviços, barreiras relacionadas ao estigma e preconceito e
ausência de fluxos organizados entre a rede básica, a atenção especializada e as
maternidades. Esses obstáculos aumentavam o risco de falhas no pré-natal, atrasos em
diagnósticos e insegurança das gestantes. Além disso, a inexistência de prontuário
eletrônico dificultava a continuidade do acompanhamento, comprometendo o registro
clínico e a comunicação entre equipes. Havia também limitações no acesso a insumos de
prevenção e insegurança alimentar para crianças expostas ao HIV. Esse cenário exigiu a
construção de uma resposta estruturada, contínua e inovadora, que unisse diferentes
setores do SUS e da rede privada em torno de um objetivo comum: eliminar a transmissão
vertical, reduzir desigualdades e assegurar que viver com HIV não impedisse o direito a
uma gestação segura e à maternidade digna.
Nos últimos 18 anos, 360 gestantes foram acompanhadas e nenhuma transmissão vertical
foi registrada em Vitória da Conquista. Em média, 20 mulheres são seguidas por ano, com
realização de aproximadamente 40 exames e 8 a 10 consultas por gestação. Todas as
crianças expostas receberam fórmula láctea por 12 meses, com centenas de unidades
distribuídas ao longo dos anos. O trabalho da enfermagem foi decisivo: além de iniciar
tratamentos e coordenar exames, as enfermeiras estruturaram o prontuário físico
padronizado, que organiza e integra o cuidado. O envolvimento da farmácia, vigilante
quanto à adesão, e do serviço social, que amplia o acesso a direitos e apoios materiais,
fortaleceu a integralidade da atenção. A equipe multiprofissional, com baixa rotatividade,
acompanha gestantes de forma longitudinal, criando vínculos e assegurando que algumas
mulheres tenham sido seguidas em mais de uma gravidez, sem rupturas no cuidado. Essa
continuidade, somada ao protagonismo da enfermagem e à rede articulada de serviços,
explica os resultados que fizeram do município o único da Bahia a alcançar o selo ouro em
2023.
A experiência fortalece o SUS ao demonstrar que é possível alcançar resultados de
excelência mesmo em municípios fora de grandes capitais. O modelo de cuidado integral
estruturado pelo CAAV contribui para a consolidação da rede de atenção, melhora a
comunicação entre os níveis de assistência e amplia a confiança da população no sistema
público. O prontuário físico padronizado é exemplo de solução prática replicável em locais
que não dispõem de prontuário eletrônico. A eliminação da transmissão vertical, mantida
por 18 anos, gera impacto positivo direto na saúde das crianças, reduzindo custos futuros
com tratamento e internações. O processo intersetorial envolvendo saúde, assistência e
educação reforça o caráter universal e integral do SUS, ampliando sua capacidade de
resposta e acolhimento. Além disso, a articulação com o setor privado evidencia a força do
SUS como referência técnica e segura, atraindo mesmo gestantes com condições de acessar
serviços particulares. O reconhecimento nacional conquistado em 2023 confirma que a
experiência pode inspirar outros municípios brasileiros, tornando-se referência para o
alcance da meta 2030.
Praça João Gonçalves - Centro, Vitória da Conquista - BA, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO