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Vigilância Epidemiológica: relato de experiência sobre a operacionalização do trabalho no município de Quatis

No intuito de reformulação do processo de trabalho da Vigilância em Saúde no município, percebeu-se a necessidade de reestruturação da equipe e do processo de trabalho da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), instituída pela Resolução nº588, de 12 de julho de 2018 do Conselho Nacional de Saúde, conceitua a VE como um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças, transmissíveis e não-transmissíveis, e agravos à saúde. Segundo Coelho Neto e Chioro (2021), Sistemas de Informação em Saúde (SIS) são ferramentas que, através da análise de dados provenientes de serviços de saúde auxiliam na geração de informações para uma compreensão mais ampla dos desafios e na tomada de decisões relacionadas às políticas e à assistência em saúde. Com o intuito de reorganizar o Sistema Único de Saúde (SUS) passou-se a adotar a municipalização da saúde como estratégia para descentralizar a gestão e a organização das ações e serviços. Devemos, então, transformar o fazer cotidiano da VE, articulando os saberes da clínica e da epidemiologia, na tentativa de reconstruir o modo com que pensamos e trabalhamos em saúde, tornando o processo de trabalho cada vez mais articulado utilizando-se das ferramentas tecnológicas consolidadas na saúde pública.
OBJETIVOS:
Objetivo geral: Operacionalizar os Sistemas de Informação em Saúde pertinentes à vigilância epidemiológica em âmbito municipal.
Objetivos específicos:
Descrever o processo de reestruturação da divisão de vigilância epidemiológica;
Explanar as etapas de operacionalização dos Sistemas de Informação em Saúde.

Trata-se de um relato de experiência vivenciada pela Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Quatis no ano de 2023. Iniciou-se todo o trabalho a partir da análise da situação da divisão de VE. A atividade desenvolvida durante este período foi de restruturação da equipe atuante, realizando redirecionamento de atribuições nas atividades cotidianas da divisão. Foi realizado levantamento dos Sistemas de Informações em Saúde em utilização e os não implementados no município. Segundo Coeli et al (2009) os bancos de dados gerados pelos SIS podem ser classificados em três tipos: epidemiológicos, administrativos e clínicos. No presente relato de experiência serão considerados os SIS epidemiológicos, os quais são utilizados com finalidade de vigilância, avaliação e pesquisa. Assim, a equipe adequou a divisão na utilização dos seguintes SIS: SIM, SINASC, SINAN, SIVEP Gripe, e-SUS Notifica e GAL. Foram realizadas visitas com capacitação presencial na Secretaria Estadual de Saúde (SESRJ) dos sistemas SIM, SINASC e SINAN, tanto para instalação dos SIS nas máquinas do município quanto para manuseio dos SIS no que se refere a inserção de dados, retroalimentação, exportação, análise de dados e relatórios provenientes destes SIS.

Mediante a análise situacional, foram identificados os sistemas operacionais e não operacionais na divisão, juntamente com a escassez de recursos humanos capacitados para a utilização dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) epidemiológicos. Foram agendadas visitas com equipes estaduais responsáveis por cada grupo de dados para que os sistemas fossem acessados (online) pelos atuais servidores e instalados nas máquinas municipais(softwares), aqueles que necessitavam de atualização ou primeira instalação. Embora o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) estivesse em operação no município, identificou-se a necessidade de ajustes devido a desatualização do banco de dados, este foi recuperado a partir dos lotes enviados anteriormente e foram criados perfis para os novos servidores. O Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) não estavam em uso. Foram instalados iniciado o processo de retroalimentação, pois a alimentação das declarações de óbito e nascidos vivos é centralizada na Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os sistemas SIVEP Gripe, GAL e e-SUS Notifica já estavam em uso e os perfis da equipe foram atualizados. Com o novo cenário, foram elaborados fluxogramas de fichas de notificação e o Protocolo Municipal de Vigilância Epidemiológica, embasados em manuais e guias estaduais e nacionais. Os sistemas SIVEP Gripe, GAL e e-SUS Notifica já estavam em uso e foram atualizados os perfis da equipe atual.

Ao operacionalizar adequadamente a Divisão de Vigilância Epidemiológica passamos a ter acesso aos dados de nosso território, permitindo integrar a identificação de pessoa, tempo e lugar na análise epidemiológica descritiva, assim, podemos obter uma compreensão mais abrangente dos padrões de distribuição e fatores determinantes de um agravo ou condição de saúde de nossa população. Isso, por sua vez, é crucial para construirmos medidas de prevenção, controle e intervenção em saúde pública. O processo de trabalho da vigilância epidemiológica consiste em coletar dados relevantes, analisá-los para gerar informações úteis e, finalmente, utilizar essas informações para orientar ações da gestão municipais e intervenções que visem proteger e promover a saúde da população.

Principal

Carla Monteiro de Souza Nogueira

carlamonteiro.sa@gmail.com

Enfermeira VE

Coautores

Carla Monteiro de Souza Nogueira, Lucas Santos da Silva, Carlos Alberto Silva de Souza, Priscila Duarte da Silva de Souza, Emilen de Oliveira Rocha, Juliana Campos

A prática foi aplicada em

Quatis

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Ana Ferreira de Oliveira, 40. Bondarovsky

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Carla Monteiro de Souza Nogueira

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

01 abr 2024

e atualizada em

01 abr 2024

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

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