Considerando as alterações da conformação da Atenção Básica (AB) no cenário brasileiro e,
considerando a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/2017), as equipes, em especial
das Unidades Básicas de Saúde (UBS), necessitam reorganizar o processo de trabalho. E no
tocante dessa reorganização destaca-se o Atendimento Domiciliar (AD) na rotina do serviço da
unidade e na agenda dos profissionais. Neste sentido, o Programa de Atendimento Residencial
(PAR) foi instituído para ser referência técnica aos profissionais da Atenção Primária à Saúde
(APS), fornecendo matriciamento e apoiando estas equipes no desenvolvimento do cuidado em
AD. Considerando as alterações da conformação da Atenção Básica (AB) no cenário brasileiro e,
considerando a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/2017), as equipes, em especial
das Unidades Básicas de Saúde (UBS), necessitam reorganizar o processo de trabalho. E no
tocante dessa reorganização destaca-se o Atendimento Domiciliar (AD) na rotina do serviço da
unidade e na agenda dos profissionais. Neste sentido, o Programa de Atendimento Residencial
(PAR) foi instituído para ser referência técnica aos profissionais da Atenção Primária à Saúde
(APS), fornecendo matriciamento e apoiando estas equipes no desenvolvimento do cuidado em
AD.
OBJETIVOS:
Prestar suporte técnico às equipes de saúde da APS, fortalecendo o desenvolvimento dos cuidados
de AD nesta modalidade de atenção à saúde.
METODOLOGIA:
A equipe do PAR realiza o suporte técnico aos profissionais da APS conforme a necessidade de
cada equipe interdisciplinar e/ou de cada profissional. As demandas são de diversos seguimentos,
principalmente as relacionadas à execução de procedimentos de maior complexidade, no âmbito
domiciliar. Estes procedimentos abrangem trocas programadas e intercorrências com sonda
enteral, de gastrostomia, de jejunostomia, cânulas traqueais, cistostomia, avaliações clínicas e
condutas em lesões de pele complexas. Para assessor os profissionais da APS, o acionamento da
equipe do PAR é realizado via formulário para as demandas programadas e nos casos de
intercorrências clínicas e ou com dispositivos o contato é via telefone.
A reformulação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/2017) exige das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) uma reorganização dos processos de trabalho, sobretudo no que se refere à ampliação das ações de cuidado no território, incluindo o Atendimento Domiciliar (AD). No cotidiano das Unidades Básicas de Saúde, observa-se que muitas equipes enfrentam limitações técnicas para o manejo de procedimentos de maior complexidade no domicílio, como trocas de sondas de gastrostomias, cânulas de traqueostomias, cistostomias e cuidados com lesões de pele, especialmente aquelas complexas e de difícil cicatrização. Tais desafios tendem a reduzir a resolutividade da APS e a aumentar a demanda sobre os serviços de média e alta complexidade. A ausência de apoio matricial e de qualificação contínua reforça a necessidade de estratégias institucionais que fortaleçam o cuidado longitudinal e interdisciplinar no domicílio. Nesse contexto, o Programa de Atendimento Residencial (PAR) foi criado para oferecer suporte técnico às equipes, contribuindo para a ampliação da qualidade e da integralidade da atenção domiciliar.
No que se refere aos suportes técnicos prestados, a equipe do Programa de Atendimento Residencial (PAR) tem identificado que os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) frequentemente solicitam apoio diante de situações que envolvem procedimentos de maior complexidade, em especial no ambiente domiciliar, como o manejo dispositivos e cuidados com lesões complexas. Essas solicitações surgem, em geral, diante de dúvidas clínicas ou insegurança técnica para a realização segura das intervenções. Com o apoio qualificado da equipe do PAR, os profissionais passam a conduzir o cuidado com mais segurança, autonomia e resolutividade. As intercorrências clínicas e aquelas relacionadas a dispositivos têm sido resolvidas no domicílio, com segurança e efetividade, evitando encaminhamentos desnecessários.
A experiência do Programa de Atendimento Residencial (PAR) evidencia avanços concretos na qualificação da Atenção Domiciliar no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Essa ação conjunta, tem assegurado um cuidado mais resolutivo, humanizado e seguro, diretamente no domicílio do paciente. Tal organização evita internações desnecessárias, reduz a sobrecarga dos serviços de média e alta complexidade e otimiza o uso de recursos do sistema de saúde. Além disso, promove a autonomia das equipes locais por meio de apoio técnico continuado. Trata-se de uma estratégia consolidada, com resultados efetivos e mensuráveis, que pode ser incorporada de forma sustentável à rede de atenção à saúde. Dada sua efetividade e baixo custo, o PAR apresenta grande potencial de replicação em outros territórios do país, sendo altamente recomendável sua ampliação e institucionalização como política permanente de fortalecimento da APS e da Atenção Domiciliar no SUS.
R. Pernambuco, 1900 - Centro, Cascavel - PR, 85810-020
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