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Programa de exercícios físicos para mulheres com endometriose

ALEXANDRE HATCHER DA SILVA PAVIE

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ALEXANDRE HATCHER DA SILVA PAVIE

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Este programa foi elaborado para mulheres com endometriose e demais distúrbios de origem corelacionada no município de São João da Barra, RJ. O objetivo é promover o bem-estar físico, aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, através de exercícios e alongamentos guiados por um profissional de Educação Física no SUS, levando em consideração as particularidades da condição e a disponibilidade de equipamentos comuns.
Princípios Fundamentais
• Escuta Corporal: Respeito os sinais do seu corpo. Se sentir dor, pare o exercício ou modifique-o.
• Progressão Lenta: Começo com cargas e repetições mais leves e aumento gradualmente.
• Foco na Força e Estabilidade: Priorização por exercícios que fortaleçam o core (abdômen e lombar), glúteos e pernas, que podem ajudar na dor pélvica.
• Alongamento e Mobilidade: Essenciais para aliviar a tensão muscular e melhorar a flexibilidade.
• Exercícios Aeróbicos Leves a Moderados: Melhora da circulação, o humor e podem ajudar a reduzir a inflamação.
• Respeito ao Ciclo Menstrual: Em dias de maior dor ou desconforto (especialmente durante a menstruação), a opção por atividades mais leves, como alongamento.

Oportunidades e Pontos Fortes
Atenção Integral: A proposta preenche uma lacuna na assistência do SUS ao oferecer uma alternativa não farmacológica para o manejo da dor pélvica crônica.

Foco Estratégico: A priorização do fortalecimento do core e glúteos é clinicamente relevante para a estabilidade pélvica nessas pacientes.

Sensibilidade ao Ciclo: O respeito à ciclicidade menstrual e à “escuta corporal” aumenta a adesão ao programa e evita lesões ou crises de dor aguda.

Baixo Custo: A utilização de exercícios com o peso do corpo e equipamentos comuns facilita a implementação prática nas Unidades Básicas de Saúde.

Problemas e Pontos de Atenção
Complexidade da Patologia: A endometriose pode causar aderências em órgãos como o intestino ou bexiga (o que exige cuidado redobrado em exercícios de alta pressão abdominal).

Triagem e Formação: Há necessidade de uma integração estreita com ginecologistas para garantir que a prática seja segura para cada estágio da doença.

Risco de Evasão: A dor crônica pode desestimular a continuidade se o profissional de Educação Física não tiver preparo para lidar com a sensibilização central e as flutuações de humor típicas da condição.

Entre os principais resultados, citamos:
Melhora da Mobilidade: O foco em alongamentos reduz as tensões miofasciais e as aderências teciduais que frequentemente limitam a amplitude de movimento em mulheres com a condição.
Aumento do Bem-Estar Mental: A liberação de endorfinas e dopamina atua como um analgésico natural e combate os sintomas de ansiedade e depressão que costumam acompanhar doenças crônicas.
Fortalecimento do Vínculo com o SUS: A criação de grupos específicos gera um senso de comunidade e pertencimento (atenuando o isolamento social que a dor crônica impõe).

Crie um Ambiente de Escuta Ativa: O sucesso do projeto em São João da Barra parece residir no acolhimento. Sugira que outros interessados reservem os primeiros minutos da sessão para um “check-in” de sintomas. Isso humaniza o atendimento e permite ajustes em tempo real conforme a fase do ciclo menstrual de cada participante.

Evite a Padronização Rigorosa: Se o objetivo é replicar resultados, a flexibilidade deve ser o padrão ouro. O treino que funciona para uma paciente na fase folicular pode ser contraindicado para outra na fase lútea. O debate sugere que a variação de carga e volume deve ser individualizada dentro do grupo.

Foque na Educação em Saúde: Não se limite a passar exercícios. Explique para as alunas o “porquê” de cada movimento. Ensinar sobre a relação entre fortalecimento pélvico e alívio de cólicas empodera a mulher a manter a prática em casa, aumentando a eficácia do programa a longo prazo.

Utilize Recursos de Baixo Custo: Para garantir a reprodutibilidade em qualquer município, prefira exercícios que utilizem o peso corporal, faixas elásticas ou materiais recicláveis. Isso remove a barreira da falta de infraestrutura de alto custo nas academias do SUS.

autor Principal

ALEXANDRE HATCHER DA SILVA PAVIE

ahpavie5@gmail.com

PROFESSOR

Coautores

ALEXANDRE HATCHER DA SILVA PAVIE

A prática foi aplicada em

São João da Barra

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

CEMPI - CENTRO MUNICIPAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS / PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DA BARRA/RJ

R. Sr. dos Passos, 979 - Chatuba, São João da Barra - RJ, 28200-000, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

ALEXANDRE HATCHER DA SILVA PAVIE

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26 mar 2026

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26 mar 2026

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