favor seguir as recomendações abaixo:
A experiência desenvolvida no município de Oiapoque, teve como foco principal promover ações de promoção, prevenção e educação em saúde relacionadas ao HIV/AIDS, priorizando populações em situação de maior vulnerabilidade. A iniciativa buscou enfrentar desafios históricos do território, como o difícil acesso a garimpos e bairros periféricos, a baixa testagem e a resistência ao uso da Prep.
O objetivo geral da experiência foi ampliar o acesso às ações de prevenção combinada e educação em saúde voltadas ao HIV e à aids em Oiapoque, priorizando populações em maior vulnerabilidade. Especificamente, buscou-se:
1- intensificar a testagem em áreas de difícil acesso, como garimpos e aldeias;
2- promover rodas de conversa e ações educativas sobre prevenção, uso da PrEP e redução de estigma;
3- distribuir insumos de prevenção (preservativos, autotestes e materiais informativos);
4- capacitar agentes comunitários e lideranças locais para atuarem como multiplicadores.
O município de Oiapoque por ser uma região de área de fronteira, existe uma população flutuante, que vem em busca de melhorias em garimpos ilegais. Isso é um problema para prevenções pois muitos desses garimpos são de difícil acesso. A logística para chegar nesses lugares de difícil acesso faz com que essas pessoas passam anos sem acesso a saúde, chegando a ficar em estado muito avançados muitos dos casos. Devido a essa problemática decidimos realizar prevenções nos lugares mais vulneráveis para alcançar essa população.
A experiência obteve resultados expressivos na ampliação do acesso à prevenção e no enfrentamento do HIV em Oiapoque. Houve aumento significativo na testagem, especialmente em áreas de difícil acesso, como aldeias indígenas e garimpos, superando 3 mil testes realizados no período. A distribuição de insumos de prevenção alcançou mais de 6 mil pessoas, garantindo acesso contínuo a preservativos, lubrificantes e autotestes. As rodas de conversa fortaleceram o debate comunitário sobre HIV e prevenção, atingindo diferentes recortes populacionais e reduzindo resistências ao uso da PrEP, com aumento da adesão relatada entre jovens e HSH. Outro resultado relevante foi a integração das questões de gênero, raça, juventude e território, reconhecendo a vulnerabilidade da população negra, LGBTQIA+, mulheres e indígenas. Essa abordagem interseccional contribuiu para maior adesão das comunidades às ações e para a diminuição do estigma e discriminação. De forma geral, a experiência ampliou a visibilidade das políticas de HIV na região Norte, fortaleceu a articulação comunitária e aproximou os serviços de saúde das populações mais vulneráveis, resultando em maior cuidado, prevenção e acesso à informação.
A experiência contribuiu diretamente para o fortalecimento do SUS, especialmente em Oiapoque. A ampliação da testagem e distribuição de insumos garantiu acesso universal às estratégias de prevenção combinada, alcançando populações em extrema vulnerabilidade. As ações realizadas em aldeias e garimpos aproximaram o SUS de territórios onde historicamente há dificuldade de cobertura, reduzindo barreiras geográficas e sociais.
Ao integrar prevenção, promoção da saúde e educação sexual em um mesmo processo, a experiência fortaleceu a articulação da Atenção Primária à Saúde (APS) com a vigilância em saúde e a rede de atenção especializada, A Primeira Linha de Cuidados. Além disso, a formação de agentes comunitários como multiplicadores criou uma rede de apoio territorial que reforça a descentralização das ações do SUS e garante maior sustentabilidade a médio e longo prazo.
O enfrentamento ao estigma e à discriminação foi outro ganho para o sistema, pois favoreceu a inclusão social de pessoas vivendo com HIV, garantindo mais acolhimento e respeito nos serviços de saúde. A perspectiva interseccional, considerando raça, gênero, juventude e territórios específicos, tornou a experiência mais eficaz e alinhada aos princípios da equidade do SUS.
Assim, a iniciativa fortalece o SUS como um sistema universal, integral e equânime, ampliando o acesso à prevenção, promovendo saúde em áreas vulneráveis e reduzindo desigualdades no cuidado às populações prioritárias
Av. Olaria, 580, nova esperança - Oiapoque, AP, Brasil
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