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Primeira linha de cuidados a pessoas vivendo com HIV no município de Oiapoque (AP)

Adriane de Jesus Magno de Castro

Anny

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Adriane de Jesus Magno de Castro

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A experiência desenvolvida no município de Oiapoque, teve como foco principal promover ações de promoção, prevenção e educação em saúde relacionadas ao HIV/AIDS, priorizando populações em situação de maior vulnerabilidade. A iniciativa buscou enfrentar desafios históricos do território, como o difícil acesso a garimpos e bairros periféricos, a baixa testagem e a resistência ao uso da Prep.
O objetivo geral da experiência foi ampliar o acesso às ações de prevenção combinada e educação em saúde voltadas ao HIV e à aids em Oiapoque, priorizando populações em maior vulnerabilidade. Especificamente, buscou-se:
1- intensificar a testagem em áreas de difícil acesso, como garimpos e aldeias;
2- promover rodas de conversa e ações educativas sobre prevenção, uso da PrEP e redução de estigma;
3- distribuir insumos de prevenção (preservativos, autotestes e materiais informativos);
4- capacitar agentes comunitários e lideranças locais para atuarem como multiplicadores.

O município de Oiapoque por ser uma região de área de fronteira, existe uma população flutuante, que vem em busca de melhorias em garimpos ilegais. Isso é um problema para prevenções pois muitos desses garimpos são de difícil acesso. A logística para chegar nesses lugares de difícil acesso faz com que essas pessoas passam anos sem acesso a saúde, chegando a ficar em estado muito avançados muitos dos casos. Devido a essa problemática decidimos realizar prevenções nos lugares mais vulneráveis para alcançar essa população.

A experiência obteve resultados expressivos na ampliação do acesso à prevenção e no enfrentamento do HIV em Oiapoque. Houve aumento significativo na testagem, especialmente em áreas de difícil acesso, como aldeias indígenas e garimpos, superando 3 mil testes realizados no período. A distribuição de insumos de prevenção alcançou mais de 6 mil pessoas, garantindo acesso contínuo a preservativos, lubrificantes e autotestes. As rodas de conversa fortaleceram o debate comunitário sobre HIV e prevenção, atingindo diferentes recortes populacionais e reduzindo resistências ao uso da PrEP, com aumento da adesão relatada entre jovens e HSH. Outro resultado relevante foi a integração das questões de gênero, raça, juventude e território, reconhecendo a vulnerabilidade da população negra, LGBTQIA+, mulheres e indígenas. Essa abordagem interseccional contribuiu para maior adesão das comunidades às ações e para a diminuição do estigma e discriminação. De forma geral, a experiência ampliou a visibilidade das políticas de HIV na região Norte, fortaleceu a articulação comunitária e aproximou os serviços de saúde das populações mais vulneráveis, resultando em maior cuidado, prevenção e acesso à informação.

A experiência contribuiu diretamente para o fortalecimento do SUS, especialmente em Oiapoque. A ampliação da testagem e distribuição de insumos garantiu acesso universal às estratégias de prevenção combinada, alcançando populações em extrema vulnerabilidade. As ações realizadas em aldeias e garimpos aproximaram o SUS de territórios onde historicamente há dificuldade de cobertura, reduzindo barreiras geográficas e sociais.
Ao integrar prevenção, promoção da saúde e educação sexual em um mesmo processo, a experiência fortaleceu a articulação da Atenção Primária à Saúde (APS) com a vigilância em saúde e a rede de atenção especializada, A Primeira Linha de Cuidados. Além disso, a formação de agentes comunitários como multiplicadores criou uma rede de apoio territorial que reforça a descentralização das ações do SUS e garante maior sustentabilidade a médio e longo prazo.
O enfrentamento ao estigma e à discriminação foi outro ganho para o sistema, pois favoreceu a inclusão social de pessoas vivendo com HIV, garantindo mais acolhimento e respeito nos serviços de saúde. A perspectiva interseccional, considerando raça, gênero, juventude e territórios específicos, tornou a experiência mais eficaz e alinhada aos princípios da equidade do SUS.
Assim, a iniciativa fortalece o SUS como um sistema universal, integral e equânime, ampliando o acesso à prevenção, promovendo saúde em áreas vulneráveis e reduzindo desigualdades no cuidado às populações prioritárias

autor Principal

Adriane de Jesus Magno de Castro

enfadricastro@gmail.com

Enfermeira e Coordenadora

Coautores

Adriane de Jesus Magno de Castro, Katicilene Magno dos Santos, Maria Justina dos Passos Silva, Maine Sousa, Wallass Pires.

A prática foi aplicada em

Oiapoque

Amapá

Norte

Esta prática está vinculada a

Av. Olaria, 580, nova esperança - Oiapoque, AP, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Adriane de Jesus Magno de Castro

Conta vinculada

06 abr 2026

CADASTRO

06 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

01 abr 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos