favor seguir as recomendações abaixo:
A presente experiência descreve a implementação de uma estratégia regional de integração do atendimento ao Acidente Vascular Encefálico (AVC) hiperagudo na Baixada Fluminense, coordenada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISBAF). A iniciativa envolveu a qualificação de equipes do atendimento pré-hospitalar e da regulação, a padronização de protocolos clínicos, a reorganização dos fluxos de encaminhamento entre municípios e a implantação de rotinas de monitoramento dos tempos assistenciais, além de campanhas informativas nas redes sociais e ações formativas multiprofisionais através de curso on line para conscientização dos sintomas e reconhecimento precoce dos sinais de AVC ressaltando a importancia de buscar a emergencia em tempo oportuno. A experiência foi estruturada em quatro frentes complementares e implementada de forma progressiva, com pactuação intermunicipal e avaliação contínua.
A Baixada Fluminense apresentava fragilidades críticas na articulação entre os componentes da rede de urgência, comprometendo o acesso oportuno às terapias de reperfusão dentro da janela terapêutica para o AVC hiperagudo. Identificaram-se ausência de fluxos definidos entre o atendimento pré-hospitalar, a regulação e os hospitais de referência, além de tempos prolongados nas transferências intermunicipais e concentração da assistência em poucas unidades estratégicas. Esse cenário gerava descontinuidades no cuidado, com impacto direto nos desfechos clínicos dos pacientes. A oportunidade identificada foi a utilização da governança regional do CISBAF como eixo estruturante para reorganizar a linha de cuidado, promovendo integração efetiva entre os pontos da rede e redução do tempo-resposta.
Os resultados iniciais indicam fortalecimento da articulação regional, com maior padronização da condução assistencial, atualização da grade de urgencia e emergencia, pactuação de comite gestor intersetorial de implantação e monitoramento do Programa de Atendimento ao AVC hiperagudo regional e qualificação das equipes de urgência. As ações formativas multiprofissionais alcançaram 717 participantes, com taxa de conclusão de 52% e índice de certificação de 94% entre os concluintes. A avaliação de satisfação demonstrou alta aceitabilidade: mais de 96% dos participantes referiram utilidade prática no cotidiano profissional. A revisão dos fluxos de encaminhamento resultou em proposta mais adequada à realidade regional, ampliando a capacidade de resposta da rede. Projeta-se, com a consolidação das ações ao longo de 2026, redução dos tempos assistenciais e impacto positivo nos desfechos clínicos, contribuindo para a redução de sequelas e mortalidade associadas ao AVC. A inovação reside na articulação consorcial como mecanismo de governança regional para qualificação de urgências no SUS.
Recomenda-se iniciar o processo por um diagnóstico situacional detalhado, com uso dos sistemas de informação em saúde para identificar os principais gargalos do fluxo assistencial. O envolvimento precoce de todos os atores — gestores municipais, equipes de urgência, regulação e hospitais de referência — é fundamental para garantir pactuação e adesão. A construção coletiva dos protocolos e fluxos aumenta a legitimidade e facilita a implementação. Utilize instâncias de governança regional já existentes, como consórcios intermunicipais, como espaço de articulação. Implante rotinas de monitoramento desde o início, com indicadores de tempo e qualidade assistencial. Promova ações formativas contínuas e contextualizadas à realidade local. A progressividade na implantação, com avaliação sistemática e
ajustes ao longo do processo, é essencial para a sustentabilidade da iniciativa.
Av. Gov. Roberto Silveira, 2012 - Posse, Nova Iguaçu - RJ, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO