favor seguir as recomendações abaixo:
Vemos o planejamento enquanto uma ferramenta da gestão que pode ser sacada da valise para execução das ações enquanto uma tecnologia leve, potente e disparadora de processos participativos. Partindo dessas premissas, os principais instrumentos de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) são estruturados a partir das necessidades em saúde da população que em consonância com as políticas públicas formuladas visam desenvolver estratégias em âmbito local. Mais do que planejar é fundamental criarmos mecanismos de monitoramento/avaliação para analisarmos, de forma processual, o atingimento ou não de cada meta e de suas possíveis implicações.
Conforme prevê a legislação do SUS, o processo de monitoramento e avaliação dos instrumentos de planejamento (PMS, PAS, RDQA e RAG) ocorre de acordo com a periodicidade de cada instrumento.
Nosso monitoramento e avaliação tem como protagonista o Plano Municipal de Saúde (PMS). Para isso, construímos um processo contínuo e sistemático que visa acompanhar o alcance das metas e objetivos estabelecidos no PMS, identificando avanços, desafios e oportunidades de melhoria na gestão do sistema de saúde local.
Neste sentido, elaboramos um roteiro que indica o caminho a ser percorrido pelo nosso município, entre os anos de 2025-2029, tendo como público alvo integrantes da gestão, profissionais da saúde e do Conselho Municipal de Saúde.
Objetivo: Fomentar a prática do monitoramento/avaliação dos instrumentos de planejamento do SUS.
No processo de monitoramento/avaliação verificamos se os objetivos foram alcançados, analisamos os resultados obtidos e identificamos pontos de melhoria. É um processo contínuo que inclui a coleta de dados, comparação entre o planejado e o executado, e a tomada de decisões para otimizar as ações propostas. Temos como premissa o registro de todas as etapas da avaliação, incluindo resultados, análises e decisões tomadas, para garantir a transparência, o aprendizado e a efetividade (CONASEMS, 2025).
O monitoramento/avaliação tem dois momentos distintos, a saber: O Seminário de Gestão e Práticas Exitosas (anual) e as oficinas (quadrimestrais).
O método de Seminário foi pensado visando a estimular a participação ativa dos profissionais, que debatem e discutem o conteúdo exposto de suas práticas de forma coletiva.
Os recursos utilizados nas apresentações foram diversos (audiovisuais, slides e vídeos).
A divisão das apresentações ocorreu a partir da segmentação técnica da gestão: Gestão; NEPS; Saúde Coletiva; RUE; Especializada, Odontologia e APS. Que apresentaram trabalhos de práticas exitosas, elencando duas experiências por setor. Disseminando o conhecimento de métodos bem-sucedidos, estimulando a inovação e o aprimoramento dos processos, além de promover o reconhecimento profissional e o senso de comunidade, consequentemente fortalecendo e consolidando o trabalho da saúde do município de São Gonçalo.
As oficinas ocorrerão quadrimestralmente ao longo de 2026, serão realizadas antes dos RDQA (Relatórios Detalhados do Quadrimestre Anterior); estas foram nomeadas de Oficina 1, 2 e 3, ministradas pelas áreas técnicas, avaliando o progresso de projetos em relação aos seus objetivos e resultados esperados. Como funcionará as oficinas de avaliação:
1. Revisão do plano: análise detalhada do plano de ação, incluindo objetivos, metas, atividades, prazos e responsáveis.
2. Coleta de dados: Serão coletados dados sobre o progresso das ações, como indicadores de desempenho, resultados alcançados, feedback de participantes e outras informações relevantes.
3. Análise e discussão: os dados coletados são analisados e discutidos em conjunto, com o objetivo de identificar pontos fortes, fracos e oportunidades de melhoria.
4. Definição de ações corretivas: com base na análise, são definidas ações corretivas para ajustar as ações e viabilizar o atingimento dos objetivos.
5. Monitoramento e acompanhamento: o progresso das ações corretivas é monitorado e acompanhado para garantir que as mudanças sejam implementadas e que as ações estejam no caminho certo.
Ao final do ano, será realizado um novo Seminário de Gestão e Práticas Exitosas, contemplando todas as áreas técnicas e participação dos profissionais.
Os dados coletados dos participantes do I Seminário de Gestão e Práticas Exitosas, abordando o perfil dos participantes, seu histórico de participação e a percepção sobre a importância da divulgação de práticas deu-se através do google forms enviado previamente como inscrição. O Iº Seminário de Gestão e Práticas Exitosas ocorreu na Universidade Estácio de Sá (Alcântara-SG) no dia 11 de dezembro de 2025; e contou com a presença de 75 profissionais.
A área de atuação dos participantes é um indicador chave para entender abrangência e o foco do seminário. A maior parte dos respondentes é da Secretaria Municipal de Saúde (29%), seguida pela Atenção Primária à Saúde(17%) e Fundação Municipal de Saúde (13%).
2. Participação Prévia em Seminários de Práticas Exitosas
A questão sobre participação prévia mede a experiência dos participantes neste tipo de evento.
• Não: 61 participantes (79.5%)
• Sim: 14 participantes (20.5%)
Destaque: A grande maioria dos participantes (79.5%) está tendo seu primeiro contato com um evento com esse formato, destacando a relevância do I Seminário como uma iniciativa nova e importante para a troca de experiências
3. Importância da Divulgação de Práticas Cotidianas
A percepção da importância de divulgar as práticas cotidianas do processo de trabalho é fundamental para fomentar a cultura de compartilhamento.
• Sim: 74 participantes (98,7 %)
• Não: 1 participantes (1,3%)
Destaque: O resultado é quase unânime: 98.7% dos participantes consideram importante divulgar suas práticas. Este dado reforça o alinhamento dos objetivos do Seminário com o interesse e a necessidade percebida pelos profissionais de saúde
4. Distribuição por Função dos Participantes
A análise das funções revela um forte envolvimento de cargos de gestão, coordenação e direção no seminário.
Distribuição por Função dos Participantes
Função Principal Número de Participantes
Coordenador(a) (e variações como Coordenação Geral/Regional/do CNES) 31
Diretor(a) (e variações como Direção Técnica/de Departamento) 11
Enfermeiro(a) (Incluindo RT, Vigilância Epidemiológica) 7
Assessor(a) 4
Subsecretário(a) 7
Administrativo/Analista/Técnico 4
Outras (Médico Regulador, Assistente Social, Engenheiro, etc.) 4
O trabalho evidencia o planejamento em saúde como uma ferramenta estratégica essencial para a qualificação da gestão no SUS, especialmente quando articulado a processos contínuos de monitoramento e avaliação. A experiência desenvolvida no município de São Gonçalo, no período de 2025 a 2029, demonstra a importância de estruturar instrumentos que acompanhem o alcancem suas metas. A metodologia adotada, com seminários anuais e oficinas quadrimestrais, favorece a participação dos profissionais e fortalece a cultura avaliativa. Os resultados do I Seminário de Gestão e Práticas Exitosas revelam alta adesão e interesse dos participantes, sobretudo por se tratar de uma iniciativa inédita para a maioria. Destaca-se a quase unanimidade quanto à relevância da divulgação de práticas cotidianas, evidenciando a necessidade de espaços de troca e aprendizado coletivo. Além disso, a participação expressiva de profissionais em cargos de gestão reforça o compromisso institucional com a qualificação dos processos. A sistematização das etapas de avaliação contribui para maior transparência. O processo também possibilita a identificação de fragilidades e a implementação de ações corretivas em tempo oportuno. Assim, a experiência fortalece a gestão participativa e orientada por resultados. Conclui-se que o monitoramento contínuo é fundamental para o aprimoramento das políticas públicas de saúde. Por fim, a iniciativa consolida-se como uma prática inovadora e replicável em outros contextos do SUS.
Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo
CADASTRO
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