Hortoterapia e oficinas de panc como estratégia de promoção da saúde na APS: projeto Semeando Saúde

Você já pode imprimir seu certificado

Gabriela de Nadai Freitas

Gabriela de Nadai Freitas

Gabriela De Nadai Freitas

favor seguir os ajustes necessários abaixo:

Nenhuma recomendação da moderação

A Atenção Primária à Saúde (APS) enfrenta desafios crescentes relacionados ao sofrimento psíquico leve, insegurança alimentar, sedentarismo e baixa adesão às atividades coletivas nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF). Em Araguari-MG, evidenciou-se também a necessidade de ampliar e qualificar as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), fortalecendo estratégias de cuidado integral, promoção da saúde e prevenção de agravos.

Diante desse cenário, a equipe multiprofissional eMulti da Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (FAEPU) implantou o projeto “Semeando Saúde”, com hortoterapia Comunitária associada a oficinas educativas sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), no período de março a dezembro de 2025. A experiência envolveu usuários adultos e idosos acompanhados pelas equipes de saúde da família.

A iniciativa surgiu da necessidade de desenvolver estratégias inovadoras, sustentáveis e de baixo custo, capazes de promover saúde mental, educação alimentar e fortalecimento do vínculo comunitário. A proposta integrou hortoterapia, fitoterapia, psicoterapia comunitária e educação nutricional, valorizando saberes populares e o protagonismo dos usuários no cuidado em saúde.

OBJETIVOS

Objetivo Geral:
Implantar e desenvolver a hortoterapia comunitária associada a oficinas de PANC como estratégia de promoção da saúde integral e fortalecimento das PICS na Atenção Primária à Saúde.
Objetivos Específicos:
* Promover saúde mental, socialização e bem-estar;
* Incentivar alimentação saudável e consumo de PANC;
* Estimular autocuidado e protagonismo comunitário;
* Valorizar saberes populares sobre plantas medicinais e alimentícias;
* Integrar sustentabilidade e educação ambiental ao cuidado em saúde;
* Fortalecer a atuação multiprofissional da equipe eMulti.
METODOLOGIA
Trata-se de relato de experiência descritivo sobre a implantação do projeto de hortoterapia Comunitária nas UBSF gerenciadas pela FAEPU em Araguari-MG, desenvolvido entre março e dezembro de 2025 pela equipe multiprofissional eMulti, composta por nutricionistas, psicólogas, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, assistente social e agentes comunitários de saúde.
A estratégia baseou-se na implantação de hortas comunitárias terapêuticas utilizando pneus inservíveis como canteiros, promovendo sustentabilidade ambiental e reaproveitamento de materiais. As etapas incluíram planejamento coletivo, escolha das espécies, oficinas de arteterapia (pintura dos pneus), plantio de espécies medicinais e alimentícias, identificação botânica, manutenção contínua e colheita compartilhada.
As atividades foram ampliadas com práticas corporais ao ar livre, como alongamentos e vivências em ambiente natural, fortalecendo a dimensão da psicoterapia comunitária e promoção da saúde mental.
Paralelamente, foram realizadas oficinas de nutrição com enfoque em PANC, incluindo sensibilização teórica, demonstração culinária, preparo coletivo de receitas, degustação orientada e rodas de conversa sobre segurança alimentar e uso culinário das espécies.
A avaliação foi realizada por meio de questionário estruturado aplicado presencialmente e via formulário eletrônico, com análise descritiva dos dados.

A crescente incidência de sofrimento psíquico leve, associada à insegurança alimentar, sedentarismo e baixa adesão às atividades coletivas nas UBSF, evidenciou a necessidade de implementar estratégias inovadoras, sustentáveis e integrativas que fortalecessem o cuidado integral, a promoção da saúde e o vínculo comunitário na Atenção Primária.

Participaram da experiência 22 usuários das UBSF, com predominância do sexo feminino (63,6%) e elevada adesão às atividades. Os resultados evidenciaram impacto positivo nos campos da educação alimentar, saúde mental, autocuidado e fortalecimento das PICS.

Antes das oficinas, 50% dos participantes relataram conhecer PANC de forma superficial e 9,1% não possuíam conhecimento prévio. Após a intervenção, 72,7% referiram melhora significativa do conhecimento e 22,7% melhora parcial, sendo que 77,3% passaram a reconhecer espécies utilizadas.

Em relação ao comportamento alimentar, apenas 18,2% consumiam PANC regularmente antes da intervenção; após as oficinas, 86,4% manifestaram intenção de inclusão na alimentação e 76,7% relataram maior motivação para hábitos alimentares saudáveis.

Quanto ao cultivo, 36,4% iniciaram plantio doméstico e 22,7% demonstraram intenção futura. No campo da saúde integral, 100% relataram melhora no bem-estar e alimentação.

As atividades foram reconhecidas como espaços de acolhimento, socialização e cuidado psicossocial, contribuindo para redução do estresse, fortalecimento de vínculos e ampliação do suporte comunitário.

A totalidade dos participantes (100%) recomendaria a experiência, evidenciando alta aceitação, impacto social e potencial de replicabilidade.

Recomenda-se iniciar com diagnóstico do território para identificar demandas e potencialidades locais, envolvendo ativamente a equipe multiprofissional e a comunidade desde o planejamento. É fundamental utilizar materiais de baixo custo e reaproveitáveis, garantir apoio da gestão e organizar cronograma contínuo de atividades. Valorizar saberes populares, promover oficinas práticas e criar espaços de escuta qualificada favorecem o vínculo e a adesão. Além disso, monitorar resultados e registrar a experiência contribui para a sustentabilidade e replicabilidade da iniciativa.

autor Principal

Gabriela de Nadai Freitas

gabrielanadaienf@gmail.com

gerente

Coautores

Gabriela de Nadai Freitas, Giselle Fagundes Brazão, Apoliana Fernandes Ferreira, Débora Carolina Soares, Isabela Marques Merola, Karen Neliane Silva, Maria Eduarda Gonçalves Cardoso, Riberto de Sousa Junior e Selma Maria da Silva

A prática foi aplicada em

Araguari

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Prefeitura Municipal de Araguari - Praça Gayoso Neves - Centro, Araguari - MG, 38440-001, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Gabriela De Nadai Freitas

Conta vinculada

05 maio 2026

CADASTRO

05 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos