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Garantir acesso à saúde em territórios rurais ainda é um desafio concreto para o SUS, especialmente diante de barreiras geográficas, longas distâncias e dificuldades de deslocamento. No município de Santa Vitória (MG), usuários da zona rural, em especial pessoas com condições crônicas como hipertensão e diabetes, apresentavam dificuldades para acessar regularmente os serviços da Atenção Primária, comprometendo o acompanhamento contínuo e a adesão ao tratamento. Diante dessa realidade, a gestão municipal estruturou uma estratégia centrada no princípio da equidade, organizando o cuidado a partir do território e levando os serviços de saúde até os usuários. A proposta reposiciona a Atenção Primária como ordenadora do cuidado, adaptando suas ações às necessidades da população do campo e floresta. O objetivo central da experiência é garantir acesso equitativo aos serviços de saúde para a população rural, por meio da organização do cuidado domiciliar pela APS. Entre os objetivos específicos, destacam-se: ampliar o acompanhamento de usuários com hipertensão e diabetes, reduzir barreiras geográficas de acesso, garantir continuidade do cuidado e adesão ao tratamento, fortalecer o vínculo entre equipes e usuários, organizar o processo de trabalho com base no território e efetivar o princípio da equidade no SUS.A justificativa da iniciativa está na necessidade de superar desigualdades históricas e assegurar que o direito à saúde seja concretizado também nos territórios de difícil alcance. A experiência integra equipes de Saúde da Família, com atuação articulada entre Agentes Comunitários de Saúde e enfermeiros, promovendo atenção domiciliar sistemática, acesso à medicação e acompanhamento contínuo. Dessa forma, fortalece vínculos, amplia o acesso e qualifica o cuidado, reafirmando o papel da APS na garantia do direito à saúde.
A população rural de Santa Vitória (MG) enfrentava barreiras significativas para acessar os serviços de saúde, como longas distâncias, dificuldade de transporte e baixa adesão ao acompanhamento de condições crônicas, especialmente hipertensão e diabetes. Essa realidade comprometia a continuidade do cuidado e aumentava vulnerabilidades. A oportunidade surgiu a partir da reorganização da Atenção Primária, invertendo o modelo tradicional e levando os serviços até os usuários, com visitas domiciliares programadas, dispensação de medicamentos e fortalecimento do vínculo entre equipes e comunidade. A prática buscou reduzir desigualdades históricas e efetivar o princípio da equidade no SUS.
A implementação da estratégia promoveu ampliação significativa do acesso aos serviços de saúde para a população da zona rural, evidenciada por um aumento de aproximadamente 70% no número de visitas domiciliares realizadas pelas equipes da Atenção Primária, com base em dados extraídos do e-SUS APS (PEC). Observou-se redução de cerca de 50% nas faltas às consultas, refletindo maior adesão ao tratamento e fortalecimento do vínculo entre usuários e equipes. A oferta de cuidado no domicílio contribuiu para o acompanhamento contínuo das condições crônicas, favorecendo melhor controle clínico e maior resolutividade das ações, conforme registros assistenciais do e-SUS APS (PEC). Houve ampliação do número de usuários acompanhados, especialmente pessoas com hipertensão e diabetes, garantindo maior regularidade no cuidado e reduzindo barreiras relacionadas à distância e dificuldade de deslocamento. Mais de 998 usuários da zona rural passaram a ser acompanhados regularmente pelas equipes, conforme dados do relatório de visitas domiciliares do e-SUS APS (PEC). A dispensação de medicamentos no domicílio destacou-se como diferencial estratégico, assegurando continuidade terapêutica e ampliando o acesso ao tratamento, especialmente entre usuários em maior vulnerabilidade. No âmbito assistencial, houve fortalecimento do cuidado longitudinal e maior presença da Atenção Primária no território, com protagonismo do Agente Comunitário de Saúde. Do ponto de vista da gestão, a experiência qualificou o processo de trabalho das equipes e fortaleceu a organização das ações, concretizando o princípio da equidade ao adaptar a oferta de serviços às necessidades da população do campo e floresta.
Para replicar a prática em outros municípios, recomenda-se:
Realizar diagnóstico situacional para identificar barreiras de acesso e vulnerabilidades locais.
Garantir suporte logístico permanente (veículo e motorista) para viabilizar o deslocamento das equipes.
Integrar Agentes Comunitários de Saúde e enfermeiros na atenção domiciliar, fortalecendo vínculo e responsabilização.
Incorporar a dispensação de medicamentos no domicílio como diferencial estratégico.
Planejar visitas com base na estratificação de risco, priorizando usuários com condições crônicas.
Assegurar apoio institucional da gestão municipal para sustentabilidade da prática.
Av. Joaquim Ribeiro de Gouveia, 1015, Santa Vitória - MG, Brasil
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