Equipe multidisciplinar – um olhar psicossocial na atenção à infância e adolescência

Piraí/RJ não se enquadra nos critérios da PORTARIA Nº 336 de 2002 para implantação de CAPSi- Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil, Ponto de Atenção da Rede de Atenção Psicossocial. Onde e como estão nossas crianças e adolescentes que precisam de cuidado em Saúde Mental? Esta questão nos convocou a uma análise diagnóstica, apontou a urgência em instituir uma equipe Multidisiciplinar – Serviço Multidisciplinar de Atenção à Infância e Adolescência, para identificar as necessidades, planejar e executar ações para respostas que ampliasse acesso e garantisse cuidado integral, e na logica da Atenção Psicossocial. O CAPS Reviver, CAPS I atendia ao público infanto-juvenil. A Equipe do Serviço Multidisciplinar de Atenção à Infância e Adolescência conta com 5 psicólogos, 3 Fonoaudiólogos, 1 Fisioterapeuta e 1 Assistente Social, a partir de dezembro de 2023 funciona em sede própria -CEMAIA e salas amplas possibilitam estratégias terapêuticas de cuidado para crianças, adolescentes e seus familiares.
OBJETIVO GERAL: Implantar um serviço pautado na lógica da Atenção Psicossocial para crianças e adolescentes a partir de uma intervenção interdisciplinar, multidiscicplinar e intersetorial, visando o seu desenvolvimento biopsicossocial.
Objetivos Específicos:
-Ampliar o acesso do público alvo ao cuidado em saúde mental.
-Qualificar os processos de avaliação e propostas de intervenção.
-Dar suporte aos Pontos da Rede através de ações de Matriciamento.
-Propor estratégias de cuidado às famílias.
-Promover Educação Permanente em Saúde e Saúde Mental no campo da infância e adolescência.
-Ampliar oferta de propostas terapêuticas em grupo.
-Instituir protocolos e fluxos para organizar acesso e assistência.
-Instituir linha de cuidado ao público TEA.
-Potencializar a APS como ponto inicial de acesso ao cuidado em saúde mental.

Aumento das questões de saúde mental no público infanto-juvenil no período pós-pandemia são marcantes, bem como aumento progressivo de crianças com diagnóstico ou hipótese diagnóstica de TEA, uma vez que restrições impostas como medidas de proteção à COVID 19 dificultaram o acesso às avaliações multidisciplinares. Esta realidade nos convocava a qualificar as ações para este público e atualmente uma média de 45 crianças com este perfil está em atendimento pela equipe.

A série histórica dos registros de atendimento revela que ao longo de cinco anos o número de crianças e adolescentes atendidos pela equipe do SEMAIA aumentou significativamente, de aproximadamente 40 crianças e adolescentes em 2019 para aproximadamente 210 em 2024. A instituição da equipe oportunizou que crianças e adolescentes, antes em tratamento fora do município, sejam acompanhadas no território, com redução de custo de transporte e evita desgaste físico e emocional para familiares e pacientes com as viagens.
A exclusividade dos profissionais para atuação junto ao público alvo deste projeto facilita investimento pessoal e técnico, o que vem possibilitando construção de novas estratégias terapêuticas ampliando a oferta de cuidado para além dos atendimentos individuais: Oficina Brincar Terapêutico; Momento Aconchego; Grupos Terapêuticos de Adolescentes-Projeto Adoles-SER; Oficina de Musicalização; Oficina Reconstrói; Atendimento Multidisciplinar, Atendimento Familiar. As diferentes propostas terapêuticas geram maior número de ofertas de cuidado e assim ampliam acesso e os projetos de cuidado voltados para as famílias fortalecem o vínculo, uma vez que se sentem cuidados e, sobretudo fortalecidos enquanto parceiros do cuidado.

Municípios de pequeno porte precisam fomentar e potencializar ações articuladas ampliando as possibilidades de construções criativas e inovadoras, a partir dos recursos de cada município, para enfrentar os desafios da produção de cuidado integral e Intersetorial no SUS.

Principal

Fatima Regina da Silva Souza

fatima.regina.souza@hotmail.com

Coordenadora de Saúde Mental

Coautores

Fatima Regina da Silva Souza, Julliana de Souza Leandro, Letícia Neves Barbosa,Renata Cardoso da Silva,Viviane Fristch Batista,Mariana Portugal de Andrade,Camila Troccolli Ramos,Mayara da Silva Sá Firmino,Beatriz da Silva Moura Maciel,Karollaynne Miranda Barreiro,Cláudia Pereira de Abreu

A prática foi aplicada em

Piraí

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Fatima Regina da Silva Souza

Conta vinculada

19 fev 2024

CADASTRO

19 fev 2024

ATUALIZAÇÃO

17 fev 2017

inicio

Condição da prática

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