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A qualificação do cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) ainda se apresenta como um desafio, especialmente no que se refere à reorientação dos processos de trabalho e à articulação entre os pontos da Rede de Atenção Psicossocial. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de fortalecer estratégias de Educação Permanente em Saúde alinhadas às demandas reais dos profissionais e às especificidades do território.
Diante desse cenário, a experiência teve como objetivo construir, de forma colaborativa, uma proposta de curso de qualificação em saúde mental, voltado a profissionais da APS, da equipe multiprofissional (eMulti) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no município de Umbuzeiro–PB, no ano de 2025.
A iniciativa emergiu a partir da identificação de fragilidades no manejo das demandas em saúde mental, dificuldades na condução de situações de crise e limitações na articulação entre os serviços. A proposta foi fundamentada na Educação Permanente em Saúde, priorizando a escuta qualificada dos profissionais e a construção coletiva de soluções. O desenvolvimento ocorreu por meio de grupos focais e momentos de sistematização, que subsidiaram a elaboração de um curso estruturado conforme as necessidades do território, com foco no fortalecimento do apoio matricial, incluindo o CAPS itinerante.
Fragilidades no manejo do cuidado em saúde mental na APS, associadas à insuficiência de formação específica e à baixa articulação entre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, comprometiam a resolutividade do cuidado. Esse cenário evidenciou a necessidade de desenvolver estratégias de Educação Permanente que qualificassem as práticas profissionais e fortalecessem o trabalho em rede.
A experiência resultou na construção e validação de uma proposta de curso de Educação Permanente em Saúde, com carga horária de 30 horas, estruturado em seis módulos formativos articulados a atividades práticas no serviço. O curso contempla eixos como organização do cuidado em saúde mental na APS, manejo de transtornos prevalentes, abordagem de crises e risco suicida, fortalecimento do vínculo e articulação com a rede.
Como benefícios, destacam-se a identificação de necessidades formativas reais, o engajamento dos profissionais e o fortalecimento da integração entre APS, eMulti e CAPS. Como inovação, ressalta-se a construção colaborativa do curso, ancorada em metodologias ativas e problematizadoras, com aplicação direta no cotidiano dos serviços. O CAPS itinerante destacou-se como dispositivo estratégico de apoio matricial e facilitador pedagógico. A experiência evidenciou o potencial da Educação Permanente como indutora de mudanças no processo de trabalho e qualificação do cuidado em saúde mental.
Recomenda-se que a construção de propostas formativas em saúde mental seja orientada pelas necessidades do território, a partir da escuta qualificada dos profissionais. A utilização de metodologias participativas, como grupos focais, favorece a identificação de lacunas e o desenvolvimento de soluções contextualizadas. É fundamental garantir a participação ativa dos trabalhadores na construção do curso, promovendo maior aderência e aplicabilidade. A articulação com dispositivos de apoio matricial, como o CAPS itinerante, potencializa o processo formativo. Além disso, a implementação deve ser acompanhada de avaliação contínua, assegurando a efetividade das ações e a qualificação permanente do cuidado.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE UMBUZEIRO PB
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