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Esta experiência foi desenvolvida no município de São Luís (MA), por meio da articulação entre a Unidade Básica de Saúde Vereador Batista Matos e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Liberdade. A iniciativa surgiu a partir da necessidade de fortalecer o atendimento às famílias do território, considerando demandas relacionadas à saúde, à garantia de direitos e às desigualdades sociais e raciais vivenciadas pela população acompanhada pelos serviços.
Desenvolvida em um território com características quilombolas, a experiência buscou promover ações integradas entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), reconhecendo a importância de construir estratégias de cuidado que considerem a realidade social, cultural e racial da comunidade. Nesse contexto, a intersetorialidade foi adotada como ferramenta para ampliar o acesso a direitos, fortalecer vínculos comunitários e promover a inclusão social.
As ações ocorreram entre novembro de 2025 e o primeiro semestre de 2026 e envolveram profissionais da Saúde e da Assistência Social na realização de acolhidas, rodas de conversa, mobilização comunitária, atividades educativas e atendimentos integrados. Entre as iniciativas desenvolvidas destacam-se ações voltadas à promoção de direitos, ao fortalecimento da cidadania, ao acompanhamento de gestantes, à prevenção de situações de violência contra crianças e adolescentes e ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Como ação de destaque, foi realizada a roda de conversa “Liberdade Preta: Cuidado, Identidade e Combate ao Racismo”, reunindo famílias acompanhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), participantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e usuários do território. A atividade promoveu reflexões sobre identidade negra, pertencimento, valorização da cultura afro-brasileira, enfrentamento ao racismo e garantia de direitos, criando um espaço de diálogo e escuta sobre experiências vivenciadas pela população negra da comunidade. A ação também articulou orientações e atendimentos em saúde, fortalecendo o acesso aos serviços e contribuindo para a construção de práticas de cuidado mais sensíveis às especificidades do território.
A experiência possibilitou aproximar os usuários dos serviços ofertados pela UBS e pelo CRAS, ampliando o acesso à rede de proteção social e de saúde e fortalecendo o trabalho intersetorial entre as equipes. Além disso, contribuiu para ampliar o debate sobre equidade racial, valorização da identidade negra e enfrentamento ao racismo, fortalecendo ações de cuidado e promoção de direitos voltadas à população atendida.
A iniciativa foi desenvolvida com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
Durante o acompanhamento realizado pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Liberdade, foram identificadas demandas que envolviam simultaneamente necessidades relacionadas à saúde, à assistência social e à garantia de direitos. Também foram observadas situações de vulnerabilidade social que exigiam respostas articuladas entre os serviços, evidenciando a importância do fortalecimento da integração entre SUS e SUAS para qualificar o atendimento às famílias e ampliar o acesso da população às políticas públicas.
A experiência fortaleceu a articulação entre os serviços da Saúde e da Assistência Social, ampliando o diálogo entre as equipes e favorecendo o desenvolvimento de ações conjuntas no território. As atividades realizadas contribuíram para aproximar a população dos serviços públicos, ampliar o acesso a informações sobre direitos e fortalecer espaços de escuta, participação e acolhimento. A ação “Liberdade Preta” também possibilitou reflexões sobre identidade negra, valorização da cultura afro-brasileira e enfrentamento ao racismo, ampliando o debate sobre equidade e inclusão social junto à comunidade atendida.
Recomenda-se fortalecer os espaços de diálogo entre os serviços da Saúde e da Assistência Social, promovendo reuniões periódicas, planejamento compartilhado e construção conjunta das ações. A articulação entre diferentes políticas públicas e atores do território contribui para identificar necessidades comuns, qualificar os atendimentos e ampliar o acesso da população aos serviços e direitos. Também é importante reconhecer e valorizar as características socioculturais de cada comunidade, desenvolvendo ações que dialoguem com a realidade local e fortaleçam a promoção da cidadania, da equidade e da inclusão social
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