CRAS Jardim Carapina e rede intersetorial do território: integração entre assistência social e saúde para atenção integral à população

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LUDMARA MORAES DA SILVA

Ludmara Moraes da Silva

LUDMARA MORAES DA SILVA

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A experiência foi desenvolvida no território do CRAS Jardim Carapina, no município da Serra, em articulação com as unidades de saúde do território e outros equipamentos da rede intersetorial, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale, realizada em parceria com Cedaps (Centro de Promoção da Saúde).
A matriz foi construída com o objetivo de transformar a proposta de trabalho conjunto em uma prática contínua, organizada e eficiente, capaz de garantir atenção integral à população, unindo ações da assistência social e da saúde para melhorar a qualidade de vida, prevenir riscos e promover direitos.
Ao longo do processo, foram realizadas ações com diferentes públicos, como gestantes, mulheres, famílias em não cumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família, pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar, famílias de crianças com autismo e população em geral. Entre as principais iniciativas, destacam-se o Encontro de Gestantes, as Reuniões de Rede Intersetorial, as Oficinas de Não Cumprimento de Condicionalidades do PBF, o evento “Dia Delas”, a Oficina de Segurança Alimentar e Nutricional, o CRAS em Rede e a roda de conversa sobre autismo.
A experiência evidencia a potência da articulação entre saúde, assistência social e demais setores para ampliar o acesso da população aos serviços e qualificar o cuidado ofertado no território.

A experiência surgiu da necessidade de superar barreiras estruturais, institucionais e humanas que dificultavam a consolidação do trabalho conjunto entre os serviços do território. Havia o desafio de transformar a articulação entre saúde e assistência social em uma prática efetiva, contínua e organizada, capaz de responder de forma mais articulada e integral às necessidades da população.
Também se identificou a necessidade de melhorar a comunicação entre as equipes, alinhar responsabilidades, ampliar a identificação precoce de vulnerabilidades e fortalecer o acesso da população às políticas públicas. Nesse contexto, a matriz intersetorial passou a ser uma estratégia concreta para organizar agendas comuns, promover encaminhamentos mais qualificados, compartilhar responsabilidades e construir respostas articuladas para diferentes demandas sociais e de saúde.

A experiência produziu resultados importantes tanto para as equipes quanto para a população. No âmbito institucional, observou-se melhor organização das atividades, maior integração entre os serviços, definição mais clara de responsabilidades, comunicação mais eficiente e uso mais qualificado dos recursos disponíveis. No atendimento à população, o principal resultado percebidos foram maior efetividade nos atendimentos, melhor acompanhamento das famílias, identificação mais precoce de vulnerabilidades e incentivo ao acesso às políticas públicas.
As ações intersetoriais também ampliaram o alcance dos serviços no território, fortalecendo o cuidado com gestantes, mulheres, famílias em insegurança alimentar, pessoas em não cumprimento de condicionalidades do Bolsa Família e famílias que demandam orientação sobre autismo. Iniciativas como o CRAS em Rede e as reuniões intersetoriais contribuíram para aproximar a população dos serviços e fortalecer a rede de proteção social no território.

Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com reuniões periódicas entre CRAS, unidades de saúde e demais serviços do território, de forma a alinhar objetivos, responsabilidades e fluxos de trabalho. É importante construir um calendário conjunto de ações e manter canais permanentes de comunicação entre os profissionais, utilizando tanto articulações institucionais formais quanto estratégias mais ágeis, como contatos telefônicos e grupos de WhatsApp. Também é fundamental envolver lideranças comunitárias, escolas, serviços especializados e outras políticas públicas, garantindo que as ações sejam planejadas a partir das necessidades reais da população. Outra orientação importante é diversificar os formatos de ação, combinando atividades educativas, atendimentos, oficinas, ações comunitárias e espaços de escuta e troca de experiências. A experiência mostra que a intersetorialidade se fortalece quando há planejamento compartilhado, compromisso entre os setores e foco na promoção de direitos e no cuidado integral das famílias.

autor Principal

LUDMARA MORAES DA SILVA

lmoraesdasilva@yahoo.com.br

Coordenadora do CRAS

Coautores

PRICILA , LILIAN MARTINS BOTELHO, DANYELLA VAZZOLER DE NADAI, ROSANIA CONRADO RAMOS, MICHELLY CRISTINA DE NADAI, CRISLANE BESSA GOMES, JAMILLA DO PRADO SULDINE, ROSILENE DA SILVA FLORES, JOSELINA SALES DOS SANTES, LIDIA DE PAULA JACOB, GILDERLITA MARIA DANTAS DE ALMEIDA MOREIRA, CLAUDIA FARIAS DOS SANTOS LACERDA, NILCELEA PEREIRA SANT ANA

A prática foi aplicada em

Serra

Espírito Santo

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Maestro Antônio Cícero, 111 - Caçaroca, Serra - ES, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

LUDMARA MORAES DA SILVA

Conta vinculada

30 abr 2026

CADASTRO

30 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

17 abr 2026

inicio

22 abr 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos