Fortalecimento da rede intersetorial entre CRAS Laranjeiras e unidades de saúde do território: integração entre assistência social e saúde para ampliar acesso, prevenção e proteção social

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Angelica Sabina Toras de Lucena Figueiredo

angelicalucena2020@gmail.com

Angelica Sabina Toras de Lucena Figueiredo

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A experiência foi desenvolvida no território do CRAS Laranjeiras, no município da Serra/ES, em articulação com diferentes unidades de saúde e outros serviços da rede intersetorial, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale, realizada em parceria com Cedaps (Centro de Promoção da Saúde).
O conjunto das ações realizadas revela um movimento consistente de aproximação entre assistência social e saúde, com foco no fortalecimento da rede, na ampliação do acesso da população aos serviços e na qualificação dos encaminhamentos e das ações conjuntas. Nesse processo, foram desenvolvidas atividades com mulheres, estudantes, usuários das unidades de saúde, profissionais da rede e comunidade em geral.

Entre as ações realizadas, destacam-se roda de conversa sobre autocuidado e prevenção do câncer do colo do útero, atividades educativas sobre tabagismo, ação de conscientização sobre dignidade menstrual, formação ampliada para profissionais da rede, criação de micro rede intersetorial em Pitanga e rodas de conversa para divulgação dos serviços do CRAS e do CadÚnico em novos territórios de abrangência. A experiência demonstrou a potência do trabalho em rede para fortalecer vínculos entre serviços, ampliar o acesso à informação e produzir respostas mais articuladas às necessidades do território.

A experiência surgiu da necessidade de fortalecer a articulação entre CRAS, unidades de saúde e demais serviços do território, diante da percepção de que muitas demandas da população exigiam respostas mais integradas e menos fragmentadas. Também foi identificado que parte dos profissionais ainda conhecia de forma limitada os serviços, fluxos e atribuições uns dos outros, o que dificultava encaminhamentos mais qualificados e o aproveitamento do potencial da rede.
Além disso, o território apresentava demandas relacionadas à saúde da mulher, tabagismo, vulnerabilidades sociais, acesso a benefícios e necessidade de maior aproximação entre os serviços públicos e a comunidade. Nesse contexto, a experiência se configurou como uma oportunidade de fortalecer a intersetorialidade, ampliar o diálogo entre os setores e construir estratégias conjuntas de cuidado, prevenção e promoção de direitos.

A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS e unidades de saúde, promovendo maior alinhamento entre os serviços e melhor planejamento das ações no território. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a maior proximidade entre os usuários e a rede pública, o aumento do acesso a informações sobre prevenção, autocuidado e direitos socioassistenciais, além do fortalecimento do vínculo entre comunidade e serviços. Também foram observados avanços na sensibilização dos profissionais quanto à importância do trabalho em rede, na construção de espaços de formação e troca entre assistência social e saúde e na organização de ações mais conectadas às necessidades locais.

A experiência favoreceu ainda a qualificação dos encaminhamentos, a ampliação das ações educativas e a constituição de estratégias mais integradas para o cuidado da população, incluindo mulheres, estudantes, famílias em situação de vulnerabilidade e usuários de territórios recém-incorporados à abrangência do CRAS.

Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com reuniões de alinhamento entre CRAS, unidades de saúde e demais atores estratégicos do território, de forma a mapear demandas, apresentar serviços, esclarecer atribuições e pactuar fluxos de encaminhamento. É importante investir em formações intersetoriais, pois o conhecimento mútuo entre os profissionais fortalece a cooperação e reduz barreiras institucionais. Também é fundamental levar as ações para espaços comunitários, escolas e unidades de saúde, ampliando o acesso da população à informação e aos serviços.

Outra recomendação é valorizar ações simples, mas bem planejadas, como rodas de conversa, salas de espera, formações e reuniões de microrede, pois elas podem produzir efeitos importantes na aproximação entre os serviços e na construção de respostas mais integrais. A experiência mostra que a intersetorialidade se fortalece quando há diálogo contínuo, planejamento compartilhado e compromisso concreto com as necessidades do território.

autor Principal

Angelica Sabina Toras de Lucena Figueiredo

angelicalucena2020@gmail.com

Coordenadora do CRAS

Coautores

Ana Paula Teixeira Fernandes, Felicio Mação, Monica Nascimento Dias

A prática foi aplicada em

Serra

Espírito Santo

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Av. Norte Sul, 3783 - Colina de Laranjeiras, Serra - ES, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Angelica Sabina Toras de Lucena Figueiredo

Conta vinculada

30 abr 2026

CADASTRO

30 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

27 mar 2026

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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