favor seguir as recomendações abaixo:
Relato de experiência desenvolvido em município do Sudeste do Brasil, a partir da implantação, em 2023, de um comitê multiprofissional e intersetorial de investigação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e HTLV, agravos que ainda representam importante desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo diante da disponibilidade de tecnologias efetivas de prevenção. O comitê realiza reuniões sistemáticas para análise de casos, identificação de fragilidades na linha de cuidado e proposição de ações corretivas, com participação da vigilância em saúde, atenção primária, maternidades e serviços especializados, promovendo a integração entre gestão, vigilância e assistência. A atuação do comitê promoveu mudanças estruturantes na rede de atenção, destacando-se a ampliação da adesão ao tratamento da sífilis gestacional, a recomendação de testagem para HIV, sífilis, hepatite B e HTLV nos três trimestres da gestação, a qualificação da testagem rápida, a realização de ações de educação permanente e o fortalecimento da integração entre vigilância e assistência. No período, o município alcançou a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV (2023) e avançou na organização para certificação da eliminação da hepatite B, evidenciando o potencial do comitê como dispositivo indutor de políticas públicas e mudanças estruturantes no SUS.
A transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e HTLV ainda representa importante desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo diante da disponibilidade de tecnologias efetivas de prevenção. No município, esse cenário evidenciava fragilidades na linha de cuidado, especialmente na articulação entre vigilância em saúde, atenção primária, maternidades e serviços especializados, impactando a identificação oportuna de falhas no cuidado e a adoção de medidas corretivas.
A atuação do comitê promoveu mudanças estruturantes na rede de atenção, com impactos na qualificação do cuidado e na integração entre vigilância e assistência. Destacam-se a ampliação da adesão ao tratamento da sífilis gestacional, com incorporação da prescrição de anestésico associada à penicilina pela enfermagem; a emissão de ofício interno recomendando a testagem para HIV, sífilis, hepatite B e HTLV nos três trimestres da gestação; a qualificação da testagem rápida por meio de instrumento padronizado de avaliação; a realização de ações de educação permanente para equipes de maternidades e pediatrias públicas e privadas; e o fortalecimento da integração entre vigilância e assistência. No período, o município alcançou a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV (2023) e avançou na organização para certificação da eliminação da hepatite B.
Recomenda-se a institucionalização de espaços regulares e intersetoriais para análise de casos de transmissão vertical, com participação articulada entre vigilância em saúde, atenção primária, maternidades e serviços especializados. É fundamental o apoio da gestão para garantir a sustentabilidade das ações, bem como a utilização das análises realizadas pelo comitê para subsidiar a tomada de decisão e a qualificação dos processos de trabalho. Destaca-se ainda a importância da educação permanente das equipes e do fortalecimento da integração entre os pontos de atenção, de modo a favorecer a identificação oportuna de fragilidades na linha de cuidado e a implementação de ações corretivas. A experiência apresenta potencial de adaptação a diferentes contextos do SUS.
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