autor da pratica

Cineclube Terapêutico: adolescentes em cena

Stefany Camacho de Oliveira Joia

Jackeline Andrade

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Jackeline Andrade Barbosa da Silva

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O Cineclube Terapêutico: adolescentes em cena foi desenvolvido pelas psicólogas Stefany Camacho de Oliveira Joia e Jackeline Andrade Barbosa da Silva no Ambulatório Municipal de Saúde Mental de São Pedro da Aldeia (RJ). A proposta surgiu a partir da escuta clínica de adolescentes em sofrimento psíquico que apresentavam, entre suas principais queixas, dificuldades de comunicação, socialização, sentimentos de solidão e baixa autoestima.

Diante dessas demandas, identificadas no território e nos atendimentos individuais, foi estruturado um grupo terapêutico voltado para adolescentes de 14 a 17 anos encaminhados pela rede de saúde, educação e justiça. O projeto buscou construir um espaço coletivo de acolhimento, expressão subjetiva, fortalecimento de vínculos e compartilhamento de experiências.

As atividades ocorreram predominantemente no espaço institucional do ambulatório, com algumas ações externas pontuais, como a participação na Bienal do Livro, iniciativa pensada para estimular o acesso à cultura e incentivar a leitura. A experiência contou com o apoio da equipe multiprofissional do serviço, fortalecendo a proposta de cuidado ampliado e interdisciplinar.

A prática se insere nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente nos princípios de integralidade, territorialidade, intersetorialidade e promoção da saúde mental, ao propor estratégias coletivas de cuidado e fortalecimento de vínculos sociais para adolescentes em contexto de vulnerabilidade.

Objetivos
Promover um espaço terapêutico grupal voltado ao acolhimento e à escuta de adolescentes em sofrimento psíquico.
Estimular o desenvolvimento de habilidades de comunicação, socialização e fortalecimento da autoestima.
Favorecer a construção e manutenção de vínculos entre pares.
Utilizar a arte, o cinema e a cultura como mediadores de processos terapêuticos e de expressão subjetiva.
Contribuir para a promoção da saúde mental e prevenção de agravos entre adolescentes do território.
Metodologia

O projeto fundamenta-se em referenciais da psicanálise e da psicologia grupal, compreendendo a adolescência como um período marcado por intensas transformações subjetivas, reconstruções identitárias e elaboração de conflitos internos e relacionais.

Os grupos ocorrem quinzenalmente, em formato presencial, nos turnos da manhã e da tarde, permitindo maior acessibilidade e acompanhamento próximo dos participantes. Cada encontro possui duração aproximada de duas horas.

O primeiro ciclo do grupo ocorreu entre março e julho de 2025, sendo organizados dois grupos a partir de critérios como disponibilidade de horário e interesse em participar das atividades coletivas. Como disparadores para as discussões foram utilizados filmes, animações e produções audiovisuais, que serviram como mediadores simbólicos para abordar temas como emoções, autoconhecimento, relações familiares, autoestima, sonhos, amadurecimento, entrada na vida adulta, uso da tecnologia e redes sociais.
As atividades incluíram rodas de conversa, reflexões coletivas e propostas de escrita terapêutica, favorecendo a elaboração subjetiva das experiências e o compartilhamento entre os participantes.
Ao final do primeiro ciclo foram realizados registros avaliativos sobre a adesão dos adolescentes e encontros devolutivos com os responsáveis. A partir das observações clínicas, identificou-se a importância de ampliar a participação familiar no processo terapêutico.

Dessa forma, no segundo ciclo do projeto, iniciado em setembro de 2025, foi incluído um encontro inicial com os responsáveis, em formato de orientação parental, reforçando a corresponsabilidade das famílias no cuidado e na continuidade das estratégias construídas no grupo. A organização dos novos grupos também considerou critérios como idade, gênero, disponibilidade de horários e afinidade entre os participantes, identificada por meio de dinâmicas de socialização.

O Cineclube Terapêutico: adolescentes em cena foi desenvolvido pelas psicólogas Stefany Camacho de Oliveira Joia e Jackeline Andrade Barbosa da Silva no Ambulatório Municipal de Saúde Mental de São Pedro da Aldeia (RJ). A proposta surgiu a partir da escuta clínica de adolescentes em sofrimento psíquico que apresentavam, entre suas principais queixas, dificuldades de comunicação, socialização, sentimentos de solidão e baixa autoestima.

Diante dessas demandas, identificadas no território e nos atendimentos individuais, foi estruturado um grupo terapêutico voltado para adolescentes de 14 a 17 anos encaminhados pela rede de saúde, educação e justiça. O projeto buscou construir um espaço coletivo de acolhimento, expressão subjetiva, fortalecimento de vínculos e compartilhamento de experiências.

Ao longo dos encontros foi possível observar avanços significativos no processo terapêutico dos adolescentes participantes. Entre os principais resultados alcançados destacam-se:

maior disponibilidade para socialização e interação entre pares;
formação e fortalecimento de vínculos interpessoais;
criação de um espaço seguro de compartilhamento de experiências;
melhora da autoestima e da expressão emocional;
desenvolvimento de estratégias de enfrentamento para situações de sofrimento psíquico;
ampliação das habilidades de comunicação.

Em muitos casos, os objetivos terapêuticos iniciais foram alcançados, possibilitando a construção de processos de alta terapêutica.

Do ponto de vista institucional, a experiência contribuiu para o fortalecimento do trabalho em equipe, ampliando a comunicação entre profissionais e promovendo maior integração entre usuários e serviço.

Inicialmente, recomenda-se que a proposta surja da escuta das demandas do território e dos próprios usuários, considerando as principais dificuldades vivenciadas pelos adolescentes atendidos. A identificação dessas demandas contribui para que o grupo tenha maior adesão e relevância clínica.

Outro aspecto importante é a organização prévia dos grupos, levando em consideração critérios como faixa etária, disponibilidade de horários, afinidade entre participantes e interesse em participar de atividades coletivas. A construção de um ambiente seguro e acolhedor favorece a confiança entre os integrantes e a continuidade da participação.

A utilização de recursos culturais e artísticos como mediadores terapêuticos mostrou-se uma estratégia eficaz para estimular a participação dos adolescentes. Filmes, animações, músicas, produções audiovisuais ou outras expressões artísticas podem funcionar como disparadores simbólicos para discussões sobre emoções, relações, identidade e projetos de vida, tornando os encontros mais dinâmicos e acessíveis.

Também se destaca a importância de manter flexibilidade metodológica, permitindo que os encontros sejam adaptados às necessidades e aos interesses do grupo ao longo do processo. A escuta atenta dos participantes deve orientar a condução das atividades.

A participação da família ou responsáveis pode ser um fator relevante para fortalecer o cuidado. Momentos de orientação parental ou encontros devolutivos ajudam a ampliar a compreensão das demandas dos adolescentes e favorecem a continuidade das estratégias construídas no espaço terapêutico.

Recomenda-se ainda o registro sistemático das atividades e das observações clínicas, possibilitando avaliação contínua da prática, produção de relatórios e compartilhamento da experiência com outros profissionais e serviços.

Por fim, destaca-se que práticas como essa podem ser desenvolvidas com recursos relativamente simples, valorizando principalmente tecnologias leves do cuidado — como escuta qualificada, vínculo e construção coletiva de sentidos — o que amplia sua possibilidade de aplicação em diferentes contextos da rede pública de saúde.

A experiência reforça que iniciativas grupais mediadas pela cultura podem contribuir significativamente para a promoção da saúde mental de adolescentes, fortalecendo vínculos, ampliando espaços de expressão e estimulando o protagonismo juvenil no território.

autor Principal

Stefany Camacho de Oliveira Joia

psi.stefanycamacho@gmail.com

Psicóloga

Coautores

Stefany Camacho de Oliveira Joia, Jackeline Andrade Barbosa da Silva

A prática foi aplicada em

São Pedro da Aldeia

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Rita Pereira, 82 - Centro, São Pedro da Aldeia - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Jackeline Andrade Barbosa da Silva

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

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fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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