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A experiência intersetorial foi desenvolvida por meio da articulação entre o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Cohab) e as unidades de Atenção Primária à Saúde do território, envolvendo o Centro de Saúde Cohab Anil, Centro de Saúde Genésio Ramos Filho e Centro de Saúde Salomão Fiquene. Contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A iniciativa surgiu da necessidade de fortalecer a comunicação entre as políticas públicas de Saúde e Assistência Social, qualificando o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social e ampliando o acesso da população aos serviços ofertados pela rede pública. A partir do Ciclo Saúde e Proteção Social e da construção das matrizes intersetoriais, as equipes passaram a desenvolver um planejamento integrado, com definição de ações conjuntas, fluxos de encaminhamento e acompanhamento compartilhado dos usuários.
Foram realizadas diversas atividades voltadas para gestantes, idosos, mulheres, trabalhadores da saúde e comunidade em geral, abordando temas como saúde mental, planejamento familiar, envelhecimento saudável, direitos da pessoa idosa, serviços socioassistenciais e promoção da saúde. Entre as ações de destaque estão o evento alusivo ao Junho Violeta, realizado em parceria com a Fundação Educacional Marechal Eurico Gaspar Dutra (FUNDUTRA), e a ação comunitária na Vila Isabel Cafeteira, que integrou serviços de saúde e assistência social em um mesmo espaço.
A experiência teve como objetivos fortalecer a rede de proteção social do território, promover a integralidade do cuidado, ampliar o acesso aos serviços públicos, qualificar os encaminhamentos entre os setores e construir estratégias conjuntas para enfrentamento das vulnerabilidades sociais. O desenvolvimento das ações ocorreu por meio de reuniões técnicas, visitas institucionais, contatos permanentes entre as equipes e planejamento compartilhado, consolidando uma prática colaborativa voltada às necessidades reais da população.
As equipes identificaram que muitos usuários e famílias atendidos no território apresentavam demandas simultâneas de saúde e assistência social, porém os serviços atuavam de forma pouco integrada, dificultando a continuidade do cuidado e o acompanhamento das situações de vulnerabilidade. Havia necessidade de fortalecer a comunicação entre os setores, qualificar os fluxos de encaminhamento e ampliar o acesso da população aos serviços públicos. Diante desse cenário, surgiu a oportunidade de construir uma atuação intersetorial mais efetiva, capaz de promover atendimento integral, compartilhamento de responsabilidades e fortalecimento da rede de proteção social, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade social extrema.
A experiência intersetorial possibilitou o fortalecimento da articulação entre as equipes da Saúde e da Assistência Social, ampliando o diálogo institucional, a cooperação entre os profissionais e a construção de estratégias conjuntas de atendimento à população. Entre os principais resultados observados destacam-se a ampliação do acesso aos serviços públicos, o aumento das ações compartilhadas no território, a qualificação dos encaminhamentos e do acompanhamento dos usuários, além do fortalecimento da rede de proteção social. As ações integradas permitiram ofertar, em um mesmo espaço, serviços socioassistenciais e de saúde, favorecendo a resolutividade das demandas apresentadas pela população. Também contribuíram para a identificação precoce de situações de vulnerabilidade, para o fortalecimento dos vínculos comunitários e para a promoção da integralidade do cuidado. Como inovação, destaca-se a construção de canais permanentes de diálogo entre as equipes, o planejamento conjunto das atividades e a consolidação de uma prática intersetorial baseada na corresponsabilidade e no compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
A principal recomendação para equipes interessadas em implementar práticas semelhantes é investir na construção de relações permanentes de diálogo e cooperação entre os diferentes setores que atuam no território. A intersetorialidade não ocorre apenas por meio de ações pontuais, mas exige planejamento compartilhado, definição de responsabilidades, comunicação contínua e acompanhamento conjunto das demandas da população.É importante estabelecer cronogramas integrados, realizar reuniões periódicas entre as equipes, promover visitas institucionais e construir fluxos de encaminhamento claros e acessíveis. Além disso, recomenda-se que as ações sejam planejadas a partir das necessidades identificadas no território, valorizando a participação dos usuários e das instituições parceiras. A experiência demonstrou que o trabalho articulado entre Saúde e Assistência Social fortalece a rede de proteção social, amplia o acesso aos direitos e torna o atendimento mais integral, humanizado e resolutivo.
Rua 13 Padre Antônio Vieira, Qd. 21, s/n - COHAB Anil IV, São Luís - MA
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