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Assembleia de adolescentes como estratégia inovadora de cuidado, protagonismo juvenil e disseminação de práticas no SUS em Bom Jesus do Itabapoana (RJ)

Flavia Neves Ribeiro Mathias

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A implantação do Centro de Atenção Psicossocial Maria Clara Pimentel dos Santos, em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), em 2021, representa um avanço na consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no território, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Como inovação no processo de trabalho, instituiu-se a Assembleia de Adolescentes como dispositivo coletivo de cuidado, participação social e cogestão do serviço. A iniciativa responde a demandas complexas do território, como exclusão escolar, violência, sofrimento psíquico e uso de substâncias psicoativas, alinhando-se aos princípios da integralidade, equidade e humanização do Sistema Único de Saúde (SUS).
A experiência contribui para estimular, fortalecer e dar visibilidade às práticas municipais, promovendo a circulação de saberes e o intercâmbio de estratégias exitosas no âmbito do SUS.
Objetivos
• Implementar dispositivo coletivo de escuta qualificada e cuidado em saúde mental para adolescentes;
• Fomentar o protagonismo juvenil e a participação ativa na organização do cuidado;
• Qualificar o processo de trabalho da equipe a partir de práticas horizontais e interdisciplinares;
• Promover autonomia, fortalecimento de vínculos e inclusão social;
• Implementar estratégias de cuidado baseadas na redução de danos;
• Dar visibilidade às práticas exitosas da gestão municipal;
• Estimular o intercâmbio e a replicabilidade de experiências no SUS.
Metodologia / Descrição da Experiência
Trata-se de uma prática de cuidado coletivo, de caráter contínuo, realizada semanalmente no CAPSi, com participação de adolescentes e equipe multiprofissional. A Assembleia opera como espaço de cogestão, pautada na escuta ativa, no diálogo horizontal e na valorização das experiências dos usuários.
Os encontros estruturam-se como dispositivos de análise e intervenção sobre o cotidiano dos adolescentes e do serviço, possibilitando a construção compartilhada de planejamento de atividades e fortalecimento de vínculos.
Como desdobramento da escuta das demandas, foram implantadas ações integradas:
• Oficinas de Terapia Ocupacional, voltadas ao desenvolvimento de autonomia e habilidades para a vida;
• Grupo de Comunicação Efetiva, com foco na qualificação da expressão e interação social.
A incorporação da abordagem de redução de danos qualifica o cuidado de adolescentes em uso de substâncias psicoativas, ampliando o acesso e a adesão às práticas terapêuticas.
A experiência vem sendo compartilhada em espaços institucionais, contribuindo para a disseminação de tecnologias leves de cuidado e fortalecimento da gestão municipal no SUS.

implantação do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) em Bom Jesus do Itabapoana evidenciou desafios estruturais e assistenciais no cuidado em saúde mental de adolescentes no território. Observou-se a presença de demandas complexas, como sofrimento psíquico intenso, exclusão escolar, situações de violência e uso de substâncias psicoativas, associadas a fragilidades nos vínculos familiares e sociais.

Além disso, identificaram-se limites nos modelos tradicionais de cuidado, marcados por práticas verticalizadas, baixa participação dos adolescentes nos processos decisórios e dificuldades na adesão às propostas terapêuticas. Tais fatores impactavam diretamente a efetividade do cuidado, contribuindo para descontinuidade do acompanhamento e respostas pouco resolutivas frente às necessidades dos usuários.

Nesse contexto, emergiu a necessidade de qualificar o processo de trabalho da equipe, ampliando estratégias que favorecessem a escuta qualificada, o protagonismo juvenil e a construção compartilhada do cuidado. Também se destacou a importância de incorporar abordagens mais humanizadas e interdisciplinares, alinhadas aos princípios da integralidade, equidade e participação social no Sistema Único de Saúde.

Como oportunidade de aprimoramento, identificou-se o potencial de criação de dispositivos coletivos que promovessem a cogestão do cuidado, fortalecessem vínculos e ampliassem a autonomia dos adolescentes. A instituição da Assembleia de Adolescentes surge, portanto, como resposta a essas lacunas, configurando-se como estratégia inovadora para reorganização do cuidado, qualificação das práticas em saúde mental e fortalecimento da rede de atenção psicossocial no território.

Adicionalmente, a experiência aponta oportunidades de expansão e qualificação contínua, tais como:

Fortalecimento da articulação intersetorial (educação, assistência social e justiça);
Ampliação de estratégias de reinserção social e escolar;
Consolidação de práticas baseadas na redução de danos;
Disseminação da experiência para outros serviços da rede, favorecendo sua replicabilidade;
Monitoramento sistemático de indicadores e impacto no cuidado.

Resultados e Impactos
A experiência evidencia resultados consistentes e mensuráveis no processo de cuidado:
• Ampliação do acesso e da adesão dos adolescentes ao serviço;
• Fortalecimento do protagonismo juvenil e da participação social;
• Melhoria significativa na comunicação, expressão emocional e convivência social;
• Reintegração a espaços escolares e comunitários;
• Redução de práticas punitivas e qualificação do cuidado em saúde mental;
• Fortalecimento do trabalho em equipe multiprofissional;
• Visibilização da experiência como prática exitosa no âmbito municipal e intermunicipal;
• Potencial de replicabilidade em outros territórios da RAPS.

Para facilitar a implementação de prática similar, recomenda-se investir na escuta qualificada e na construção de espaços horizontais que valorizem o protagonismo juvenil. É fundamental o engajamento da equipe multiprofissional, com abertura para a cogestão e flexibilização dos processos de trabalho. A articulação intersetorial com educação, assistência social e demais pontos da rede fortalece o cuidado integral. Sugere-se iniciar com encontros regulares, garantindo continuidade e vínculo, além de incorporar abordagens como redução de danos. Por fim, é importante registrar, avaliar e compartilhar a experiência, favorecendo sua adaptação e replicabilidade em outros territórios.

autor Principal

Flavia Neves Ribeiro Mathias

flavianrm@hotmail.com

Assistente Social

Coautores

Flavia Neves Ribeiro Mathias

A prática foi aplicada em

Bom Jesus do Itabapoana

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Praça Governador Portela - Centro, Bom Jesus do Itabapoana - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Flavia Neves Ribeiro Mathias

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

24 maio 2023

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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