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Projeto sem limites pra vencer: JIU-JITSU como prática terapêutica e inclusiva na saúde mental

Ricardo Martins de Sales

atencaobasica.saude@cordeiro.rj.gov.br

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O Projeto “Sem Limites pra Vencer” foi desenvolvido para ampliar estratégias de cuidado em saúde mental, incorporando práticas corporais terapêuticas que promovam inclusão, autonomia, bem-estar emocional e fortalecimento de vínculos sociais.
A proposta utiliza o Jiu-Jitsu adaptado como ferramenta terapêutica, articulando corpo, mente e convivência social, com apoio de enfermagem, psicologia, educação física e práticas integrativas. As oficinas têm duração de uma hora, acontecem semanalmente e recebem cerca de oito participantes por grupo, respeitando diferentes níveis de habilidade.
A experiência ocorre no município de Cordeiro – RJ, em parceria com a rede pública de saúde, especialmente CAPS e ambulatórios, de forma contínua.
O público-alvo inclui usuários do CAPS e ambulatórios de saúde mental, pessoas neuroatípicas (como TEA, TDAH, dislexia, entre outros), jovens e adultos em sofrimento psíquico, além de familiares e cuidadores, em turmas específicas, fortalecendo a rede de apoio.
A motivação do projeto é a necessidade de práticas humanizadas, inclusivas e intersetoriais, alinhadas ao modelo psicossocial. O Jiu-Jitsu adaptado atua como instrumento de transformação, promovendo autoestima, disciplina, vínculos sociais e senso de pertencimento, contribuindo para uma abordagem integral da saúde mental e para a promoção da saúde de forma significativa.

Objetivo Geral Projeto Sem Limites para Vencer:
Promover a saúde mental e a inclusão de pessoas neuroatípicas e usuários dos serviços de saúde mental, por meio da prática terapêutica e adaptada do Jiu-Jitsu.

Objetivos Específicos do Projeto sem Limites para Vencer:
– Estimular o autocuidado, a autoestima e a autonomia dos participantes;
– Criar espaços de convivência saudável, segura e inclusiva;
– Oferecer prática corporal estruturada, acessível e adaptada às singularidades de cada sujeito;
– Reduzir sintomas relacionados à ansiedade, estresse, depressão e sofrimento psíquico;
– Envolver cuidadores e familiares como parte integrante do processo terapêutico;
– Despertar o senso de pertencimento e cidadania dos participantes;
– Incentivar o trabalho em equipe intersetorial e multiprofissional.

Formato das oficinas do Projeto Sem Limites para Vencer:
As oficinas ocorrerão com frequência semanal, com duração média de 1 hora por encontro, organizadas em grupos de aproximadamente 08 participantes, respeitando os limites individuais e garantindo atenção personalizada. As atividades serão conduzidas por um professor de Jiu-Jitsu com cadastro ativo na Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), devidamente capacitado para atuação em contextos terapêuticos e de inclusão, em parceria com a equipe multiprofissional da saúde mental.
Cada oficina será estruturada em quatro momentos principais:
● Acolhimento inicial, com breve conversa e escuta ativa, favorecendo a criação de um ambiente seguro e de confiança;
● Jogos cooperativos e lúdicos, para aquecimento físico, socialização e estímulo à coordenação motora;
● Prática técnica adaptada, com exercícios acessíveis e respeitosos às capacidades de cada participante, integrando fundamentos do Jiu-Jitsu como postura, equilíbrio, respiração e defesa pessoal;
● Roda de encerramento com partilhas, promovendo a verbalização de sentimentos, fortalecimento dos vínculos grupais e escuta coletiva.
As atividades serão continuamente adaptadas conforme as necessidades do grupo, com foco no fortalecimento emocional, na autorregulação e na construção de um espaço terapêutico leve, disciplinado e acolhedor.
A implementação das oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado no contexto da saúde mental tem como horizonte a promoção de efeitos positivos e transformadores na vida dos participantes, de seus familiares e da rede de cuidado à qual pertencem. Os resultados apresentados transcendem a dimensão física do movimento, alcançando aspectos emocionais, relacionais e sociais de maneira integrada.

Principais resultados da experiência:
Melhora na autoestima e na regulação emocional dos participantes: espera-se que a vivência no tatame proporcione aos praticantes um sentimento progressivo de valorização pessoal, reconhecimento de suas capacidades e confiança em si mesmos.
Redução de sintomas de ansiedade, estresse e depressão: A prática do Jiu-Jitsu, ao associar movimento consciente, disciplina e interação grupal, favorece o reequilíbrio neuroquímico, promove bem-estar e contribui para a diminuição do uso de medicações em alguns casos, sob orientação multiprofissional.
Fortalecimento de vínculos sociais e familiares: a dinâmica coletiva das oficinas promove a convivência respeitosa, a cooperação, o reconhecimento da alteridade e a criação de novos laços entre os participantes.
Inclusão efetiva de pessoas neuroatípicas nos espaços terapêuticos e comunitários: por meio de estratégias adaptadas, respeitando as singularidades de cada sujeito, busca-se garantir o acesso igualitário ao direito de participação em práticas significativas.
Desenvolvimento de habilidades socioemocionais e funcionais: a prática do Jiu-Jitsu contribui para o aprimoramento de aspectos como atenção, memória corporal, organização motora, escuta ativa, perseverança e capacidade de lidar com regras e frustrações.
Estímulo à corresponsabilização e ao protagonismo dos sujeitos no cuidado de si e dos outros: ao compreender-se como parte de uma comunidade de prática, cada participante é convidado a cuidar não apenas de seu próprio processo, mas também do grupo como um todo.

O presente projeto nasce da convicção de que o cuidado em saúde mental precisa ser compreendido como um ato profundamente humano, que vai além da medicalização dos sintomas e da lógica da exclusão. Cuidar é também acolher o outro em sua singularidade, respeitar seus ritmos, criar espaços onde o afeto, o corpo e a escuta possam coexistir como ferramentas legítimas de transformação. Em uma sociedade que muitas vezes silencia, isola ou rotula aqueles que pensam, sentem e se expressam de forma diferente, propor oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado é um gesto de resistência ética, política e amorosa.
Lutar, neste projeto, não é sobre violência, mas sobre enfrentar a vida com dignidade, inclusão e reconhecimento. É reencontrar o corpo como aliado, o grupo como suporte e o movimento como linguagem. E cuidar é responsabilidade compartilhada – da família, da comunidade e do Estado – um ato político e espiritual que exige presença, compromisso e afeto.
Ao integrar a prática do Jiu-Jitsu adaptado às ações da Coordenação de Saúde Mental do município de Cordeiro – RJ, este projeto reafirma o compromisso com uma saúde pública que respeita as diferenças, valoriza os saberes populares e aposta na potência criadora de cada ser humano. Trata-se de uma proposta que deseja florescer nas brechas da institucionalidade, humanizando o cuidado e inspirando novas formas de relação.

No município de Cordeiro – RJ, observou-se a necessidade de estratégias que integrem corpo, movimento e convivência social, especialmente para pessoas neuroatípicas, que enfrentam barreiras de acesso a atividades adaptadas e coletivas.
O isolamento, a estigmatização e a dificuldade de inserção comunitária reforçam a importância de espaços que promovam autoestima, autonomia e senso de pertencimento.
Nesse contexto, o Jiu-Jitsu adaptado surge como ferramenta terapêutica inovadora, articulando prática corporal, desenvolvimento emocional e interação social. O projeto “Sem Limites pra Vencer” propõe-se, assim, a ampliar e humanizar o cuidado em saúde mental, fortalecendo redes de apoio e promovendo inclusão efetiva.

A implementação das oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado no contexto da saúde mental tem como horizonte a promoção de efeitos positivos e transformadores na vida dos participantes, de seus familiares e da rede de cuidado à qual pertencem. Os resultados apresentados transcendem a dimensão física do movimento, alcançando aspectos emocionais, relacionais e sociais de maneira integrada.
Principais resultados da experiência:
• Melhora na autoestima e na regulação emocional dos participantes: espera-se que a vivência no tatame proporcione aos praticantes um sentimento progressivo de valorização pessoal, reconhecimento de suas capacidades e confiança em si mesmos.
● Redução de sintomas de ansiedade, estresse e depressão: A prática do Jiu-Jitsu, ao associar movimento consciente, disciplina e interação grupal, favorece o reequilíbrio neuroquímico, promove bem-estar e contribui para a diminuição do uso de medicações em alguns casos, sob orientação multiprofissional.
● Fortalecimento de vínculos sociais e familiares: a dinâmica coletiva das oficinas promove a convivência respeitosa, a cooperação, o reconhecimento da alteridade e a criação de novos laços entre os participantes.
● Inclusão efetiva de pessoas neuroatípicas nos espaços terapêuticos e comunitários: por meio de estratégias adaptadas, respeitando as singularidades de cada sujeito, busca-se garantir o acesso igualitário ao direito de participação em práticas significativas.
● Desenvolvimento de habilidades socioemocionais e funcionais: a prática do Jiu-Jitsu contribui para o aprimoramento de aspectos como atenção, memória corporal, organização motora, escuta ativa, perseverança e capacidade de lidar com regras e frustrações.
● Estímulo à corresponsabilização e ao protagonismo dos sujeitos no cuidado de si e dos outros: ao compreender-se como parte de uma comunidade de prática, cada participante é convidado a cuidar não apenas de seu próprio processo, mas também do grupo como um todo.

Dicas e orientações para replicar a prática:
Equipe qualificada: instrutores de Jiu-Jitsu registrados e apoio multiprofissional em saúde mental.
Atividades adaptadas: respeitar limites individuais e ajustar técnicas conforme necessidades.
Ambiente acolhedor: criar espaço seguro, com escuta ativa e estímulo à socialização.
Parcerias locais: integrar CAPS, ambulatórios, escolas e associações para fortalecer a rede de apoio.
Envolvimento familiar: incluir cuidadores em momentos específicos, promovendo corresponsabilização e vínculos.

autor Principal

Ricardo Martins de Sales

ricardosales.saude@cordeiro.rj.gov.br

Secretário Municipal de Saúde

Coautores

Ricardo Martins de Sales, Roberto Montechiari Werneck

A prática foi aplicada em

Cordeiro

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Nacib Simao, 1325 - Parada Santo Expedito, Cordeiro - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Laurie Dias Alves Horato

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

09 set 2025

inicio

31 dez 2028

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos