favor seguir as recomendações abaixo:
O Projeto “Sem Limites pra Vencer” foi desenvolvido para ampliar estratégias de cuidado em saúde mental, incorporando práticas corporais terapêuticas que promovam inclusão, autonomia, bem-estar emocional e fortalecimento de vínculos sociais.
A proposta utiliza o Jiu-Jitsu adaptado como ferramenta terapêutica, articulando corpo, mente e convivência social, com apoio de enfermagem, psicologia, educação física e práticas integrativas. As oficinas têm duração de uma hora, acontecem semanalmente e recebem cerca de oito participantes por grupo, respeitando diferentes níveis de habilidade.
A experiência ocorre no município de Cordeiro – RJ, em parceria com a rede pública de saúde, especialmente CAPS e ambulatórios, de forma contínua.
O público-alvo inclui usuários do CAPS e ambulatórios de saúde mental, pessoas neuroatípicas (como TEA, TDAH, dislexia, entre outros), jovens e adultos em sofrimento psíquico, além de familiares e cuidadores, em turmas específicas, fortalecendo a rede de apoio.
A motivação do projeto é a necessidade de práticas humanizadas, inclusivas e intersetoriais, alinhadas ao modelo psicossocial. O Jiu-Jitsu adaptado atua como instrumento de transformação, promovendo autoestima, disciplina, vínculos sociais e senso de pertencimento, contribuindo para uma abordagem integral da saúde mental e para a promoção da saúde de forma significativa.
Objetivo Geral Projeto Sem Limites para Vencer:
Promover a saúde mental e a inclusão de pessoas neuroatípicas e usuários dos serviços de saúde mental, por meio da prática terapêutica e adaptada do Jiu-Jitsu.
Objetivos Específicos do Projeto sem Limites para Vencer:
– Estimular o autocuidado, a autoestima e a autonomia dos participantes;
– Criar espaços de convivência saudável, segura e inclusiva;
– Oferecer prática corporal estruturada, acessível e adaptada às singularidades de cada sujeito;
– Reduzir sintomas relacionados à ansiedade, estresse, depressão e sofrimento psíquico;
– Envolver cuidadores e familiares como parte integrante do processo terapêutico;
– Despertar o senso de pertencimento e cidadania dos participantes;
– Incentivar o trabalho em equipe intersetorial e multiprofissional.
Formato das oficinas do Projeto Sem Limites para Vencer:
As oficinas ocorrerão com frequência semanal, com duração média de 1 hora por encontro, organizadas em grupos de aproximadamente 08 participantes, respeitando os limites individuais e garantindo atenção personalizada. As atividades serão conduzidas por um professor de Jiu-Jitsu com cadastro ativo na Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), devidamente capacitado para atuação em contextos terapêuticos e de inclusão, em parceria com a equipe multiprofissional da saúde mental.
Cada oficina será estruturada em quatro momentos principais:
● Acolhimento inicial, com breve conversa e escuta ativa, favorecendo a criação de um ambiente seguro e de confiança;
● Jogos cooperativos e lúdicos, para aquecimento físico, socialização e estímulo à coordenação motora;
● Prática técnica adaptada, com exercícios acessíveis e respeitosos às capacidades de cada participante, integrando fundamentos do Jiu-Jitsu como postura, equilíbrio, respiração e defesa pessoal;
● Roda de encerramento com partilhas, promovendo a verbalização de sentimentos, fortalecimento dos vínculos grupais e escuta coletiva.
As atividades serão continuamente adaptadas conforme as necessidades do grupo, com foco no fortalecimento emocional, na autorregulação e na construção de um espaço terapêutico leve, disciplinado e acolhedor.
A implementação das oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado no contexto da saúde mental tem como horizonte a promoção de efeitos positivos e transformadores na vida dos participantes, de seus familiares e da rede de cuidado à qual pertencem. Os resultados apresentados transcendem a dimensão física do movimento, alcançando aspectos emocionais, relacionais e sociais de maneira integrada.
Principais resultados da experiência:
Melhora na autoestima e na regulação emocional dos participantes: espera-se que a vivência no tatame proporcione aos praticantes um sentimento progressivo de valorização pessoal, reconhecimento de suas capacidades e confiança em si mesmos.
Redução de sintomas de ansiedade, estresse e depressão: A prática do Jiu-Jitsu, ao associar movimento consciente, disciplina e interação grupal, favorece o reequilíbrio neuroquímico, promove bem-estar e contribui para a diminuição do uso de medicações em alguns casos, sob orientação multiprofissional.
Fortalecimento de vínculos sociais e familiares: a dinâmica coletiva das oficinas promove a convivência respeitosa, a cooperação, o reconhecimento da alteridade e a criação de novos laços entre os participantes.
Inclusão efetiva de pessoas neuroatípicas nos espaços terapêuticos e comunitários: por meio de estratégias adaptadas, respeitando as singularidades de cada sujeito, busca-se garantir o acesso igualitário ao direito de participação em práticas significativas.
Desenvolvimento de habilidades socioemocionais e funcionais: a prática do Jiu-Jitsu contribui para o aprimoramento de aspectos como atenção, memória corporal, organização motora, escuta ativa, perseverança e capacidade de lidar com regras e frustrações.
Estímulo à corresponsabilização e ao protagonismo dos sujeitos no cuidado de si e dos outros: ao compreender-se como parte de uma comunidade de prática, cada participante é convidado a cuidar não apenas de seu próprio processo, mas também do grupo como um todo.
O presente projeto nasce da convicção de que o cuidado em saúde mental precisa ser compreendido como um ato profundamente humano, que vai além da medicalização dos sintomas e da lógica da exclusão. Cuidar é também acolher o outro em sua singularidade, respeitar seus ritmos, criar espaços onde o afeto, o corpo e a escuta possam coexistir como ferramentas legítimas de transformação. Em uma sociedade que muitas vezes silencia, isola ou rotula aqueles que pensam, sentem e se expressam de forma diferente, propor oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado é um gesto de resistência ética, política e amorosa.
Lutar, neste projeto, não é sobre violência, mas sobre enfrentar a vida com dignidade, inclusão e reconhecimento. É reencontrar o corpo como aliado, o grupo como suporte e o movimento como linguagem. E cuidar é responsabilidade compartilhada – da família, da comunidade e do Estado – um ato político e espiritual que exige presença, compromisso e afeto.
Ao integrar a prática do Jiu-Jitsu adaptado às ações da Coordenação de Saúde Mental do município de Cordeiro – RJ, este projeto reafirma o compromisso com uma saúde pública que respeita as diferenças, valoriza os saberes populares e aposta na potência criadora de cada ser humano. Trata-se de uma proposta que deseja florescer nas brechas da institucionalidade, humanizando o cuidado e inspirando novas formas de relação.
No município de Cordeiro – RJ, observou-se a necessidade de estratégias que integrem corpo, movimento e convivência social, especialmente para pessoas neuroatípicas, que enfrentam barreiras de acesso a atividades adaptadas e coletivas.
O isolamento, a estigmatização e a dificuldade de inserção comunitária reforçam a importância de espaços que promovam autoestima, autonomia e senso de pertencimento.
Nesse contexto, o Jiu-Jitsu adaptado surge como ferramenta terapêutica inovadora, articulando prática corporal, desenvolvimento emocional e interação social. O projeto “Sem Limites pra Vencer” propõe-se, assim, a ampliar e humanizar o cuidado em saúde mental, fortalecendo redes de apoio e promovendo inclusão efetiva.
A implementação das oficinas terapêuticas de Jiu-Jitsu adaptado no contexto da saúde mental tem como horizonte a promoção de efeitos positivos e transformadores na vida dos participantes, de seus familiares e da rede de cuidado à qual pertencem. Os resultados apresentados transcendem a dimensão física do movimento, alcançando aspectos emocionais, relacionais e sociais de maneira integrada.
Principais resultados da experiência:
• Melhora na autoestima e na regulação emocional dos participantes: espera-se que a vivência no tatame proporcione aos praticantes um sentimento progressivo de valorização pessoal, reconhecimento de suas capacidades e confiança em si mesmos.
● Redução de sintomas de ansiedade, estresse e depressão: A prática do Jiu-Jitsu, ao associar movimento consciente, disciplina e interação grupal, favorece o reequilíbrio neuroquímico, promove bem-estar e contribui para a diminuição do uso de medicações em alguns casos, sob orientação multiprofissional.
● Fortalecimento de vínculos sociais e familiares: a dinâmica coletiva das oficinas promove a convivência respeitosa, a cooperação, o reconhecimento da alteridade e a criação de novos laços entre os participantes.
● Inclusão efetiva de pessoas neuroatípicas nos espaços terapêuticos e comunitários: por meio de estratégias adaptadas, respeitando as singularidades de cada sujeito, busca-se garantir o acesso igualitário ao direito de participação em práticas significativas.
● Desenvolvimento de habilidades socioemocionais e funcionais: a prática do Jiu-Jitsu contribui para o aprimoramento de aspectos como atenção, memória corporal, organização motora, escuta ativa, perseverança e capacidade de lidar com regras e frustrações.
● Estímulo à corresponsabilização e ao protagonismo dos sujeitos no cuidado de si e dos outros: ao compreender-se como parte de uma comunidade de prática, cada participante é convidado a cuidar não apenas de seu próprio processo, mas também do grupo como um todo.
Dicas e orientações para replicar a prática:
Equipe qualificada: instrutores de Jiu-Jitsu registrados e apoio multiprofissional em saúde mental.
Atividades adaptadas: respeitar limites individuais e ajustar técnicas conforme necessidades.
Ambiente acolhedor: criar espaço seguro, com escuta ativa e estímulo à socialização.
Parcerias locais: integrar CAPS, ambulatórios, escolas e associações para fortalecer a rede de apoio.
Envolvimento familiar: incluir cuidadores em momentos específicos, promovendo corresponsabilização e vínculos.
Rua Nacib Simao, 1325 - Parada Santo Expedito, Cordeiro - RJ, Brasil
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