Antes de encaminhar, vamos conversar: teleconsultoria transformando filas em fluxos na APS

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Lisia Geórgia Oliveira Lacerda Penna

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Kethelyn Pires de Paula

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A crescente demanda por consultas especializadas e exames complementares constitui um dos principais desafios do Sistema Único de Saúde, especialmente na Atenção Primária, onde a ausência de critérios clínicos bem definidos para encaminhamentos contribui diretamente para o aumento das filas e sobrecarga da rede assistencial.

No município de Ipanema/MG, com aproximadamente 20 mil habitantes, observava-se elevado número de encaminhamentos para especialistas e solicitações de exames que, em muitos casos, não eram necessários naquele momento clínico ou poderiam ser resolvidos na própria unidade de saúde. Esse cenário resultava em demora no acesso para pacientes com indicação real, uso ineficiente dos recursos e fragilidade na coordenação do cuidado.

Diante dessa realidade, foi implantado um protocolo institucional de triagem assistencial com uso da teleconsultoria, estruturado como ferramenta de apoio à decisão clínica e qualificação dos encaminhamentos. A estratégia consistiu em integrar a teleconsultoria ao processo de trabalho das equipes da Atenção Primária, estabelecendo-a como etapa prévia obrigatória antes da solicitação de exames ou encaminhamento para atenção especializada.

A implementação ocorreu a partir de abril de 2025, com adesão das equipes das Estratégias Saúde da Família, mediante alinhamento técnico, definição de fluxos assistenciais e organização dos critérios de uso da ferramenta. O protocolo orienta que, diante da necessidade de encaminhamento ou solicitação de exames, o profissional realize previamente a teleconsultoria com especialista, utilizando plataformas já disponíveis na rede, possibilitando validação da conduta, ajuste do manejo clínico ou resolução do caso na própria unidade.

A iniciativa tem como objetivo organizar o fluxo assistencial, reduzir encaminhamentos desnecessários, qualificar a tomada de decisão clínica, otimizar o uso dos recursos disponíveis e melhorar o acesso da população aos serviços especializados.

A experiência configura-se como estratégia de gestão do cuidado, ao promover maior resolutividade da Atenção Primária, racionalização dos recursos e reorganização do acesso, contribuindo diretamente para a redução das filas e melhoria da eficiência do sistema de saúde.

O município de Ipanema/MG enfrentava elevado número de encaminhamentos para especialistas e solicitações de exames sem critérios clínicos bem definidos, gerando aumento das filas, demora no acesso para pacientes com indicação real e uso ineficiente dos recursos disponíveis. Esse cenário evidenciou a necessidade de reorganizar o fluxo assistencial e qualificar a tomada de decisão na Atenção Primária, fortalecendo a resolutividade do cuidado e a coordenação do acesso aos serviços especializados.

A implantação do protocolo com uso da teleconsultoria resultou em redução de aproximadamente 70% nas solicitações de exames sem indicação clínica imediata e de 80% nos encaminhamentos para especialistas. A resolutividade da Atenção Primária aumentou, permitindo que cerca de 85% dos casos fossem solucionados na própria unidade. Observou-se ainda redução de aproximadamente 60% na demanda reprimida e diminuição significativa do tempo de espera para consultas especializadas. Como inovação, a teleconsultoria passou a ser utilizada como ferramenta de apoio à decisão clínica, qualificando os encaminhamentos e promovendo maior eficiência no uso dos recursos. A experiência reforçou a importância da organização dos fluxos assistenciais e da tomada de decisão baseada em critérios clínicos.

Para implementação de prática semelhante, recomenda-se iniciar com alinhamento entre as equipes da Atenção Primária, definindo fluxos claros e critérios para uso da teleconsultoria como ferramenta de apoio, e não como barreira de acesso. É fundamental garantir adesão dos profissionais, com capacitação e acompanhamento contínuo, além de utilizar plataformas já disponíveis na rede para facilitar a execução. O monitoramento dos resultados deve ser realizado de forma periódica, permitindo ajustes no processo e fortalecimento da estratégia. Também é importante sensibilizar as equipes quanto ao impacto da qualificação dos encaminhamentos na redução de filas e na melhoria do acesso aos serviços especializados.

autor Principal

Lisia Geórgia Oliveira Lacerda Penna

saudeipanema@gmail.com

enfermeira

Coautores

Carolina Coura e Silva, Cristiane Costa Vieira de Araujo, Graciliane de Miranda Nantes Kuhlmann, Ingrid Almeida Rosa Vilela, Kethelyn Pires de Paula, Lisia Geórgia Oliveira Lacerda Penna, Oneide Alves Lourenco, Rodrigo Soares de Oliveira Fialho, Stephanie Macedo de Oliveira, Yasmin Louzano Nogueira

A prática foi aplicada em

Ipanema

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Doutor Jadir da Silva, Ipanema - MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Kethelyn Pires de Paula

Conta vinculada

05 maio 2026

CADASTRO

05 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

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Condição da prática

Andamento

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