De acordo com as portarias que regulamentam os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), como a Portaria GM/MS nº 3.088/2011, não há exigência formal de uma farmácia própria, mas a presença de um farmacêutico é essencial para a dispensação adequada de medicamentos psicotrópicos, sempre com prescrição médica. Em janeiro de 2017, o CAPS I de Queimadas passou a contar com a presença de um farmacêutico, garantindo a distribuição segura das medicações e o acompanhamento terapêutico dos usuários. Antes, a farmácia municipal atendia a todo o município. Com a reorganização, o CAPS passou a ter sua farmácia exclusiva para os pacientes atendidos pelo serviço, permitindo um monitoramento mais seguro e eficaz da farmacoterapia, especialmente para usuários em maior vulnerabilidade. Os pacientes que recebem acompanhamento no CAPS devem ter suas prescrições e medicações exclusivamente no serviço, o que impede a duplicação de tratamentos e a automedicação. A farmácia do CAPS presta suporte às 18 unidades básicas de saúde e 15 âncoras, garantindo uma comunicação sistemática entre as equipes de saúde da família e a equipe multidisciplinar do CAPS. Outro ponto relevante é o trabalho intersetorial entre o CAPS, a Atenção Básica, a Secretaria Municipal de Saúde, o Laboratório e a Policlínica, especialmente com o Ambulatório de Psiquiatria e Psicologia. Esse projeto tem como objetivo geral descrever a experiência da assistência farmacêutica no CAPS I de Queimadas, destacando sua importância na equipe multidisciplinar, e como objetivos específicos descrever o funcionamento da farmácia no CAPS, enfatizando a organização e separação individualizada das medicações, conforme cronograma e prescrições médicas; ressaltar a importância do uso do cartão do usuário para o controle de entrega e retorno, garantindo maior segurança no acompanhamento farmacoterapêutico; avaliar a colaboração entre a farmácia e a equipe de enfermagem na dispensação de medicações fracionadas, injetáveis e para pacientes em atendimento intensivo; destacar a organização das medicações em dispensadores por ordem alfabética, facilitando o controle e a distribuição e enfatizar o trabalho intersetorial entre o CAPS, a Atenção Básica, a Secretaria Municipal de Saúde, o Laboratório, a Policlínica e o Ambulatório de Psiquiatria e Psicologia.
Este relato adota uma abordagem qualitativa, com base na observação direta das práticas da farmácia do CAPS I de Queimadas. Foram analisados os processos de organização, separação e dispensação das medicações, além das ações educativas realizadas nos grupos terapêuticos. A pesquisa também envolveu a análise dos registros nos cartões dos usuários, para avaliar a eficiência do controle de entrega e retorno das medicações, e as interações entre a equipe farmacêutica, enfermagem e os demais profissionais do CAPS. A equipe farmacêutica, composta por um farmacêutico e um técnico, organiza e separa as medicações de acordo com o cronograma e a prescrição médica, entregando-as após a participação dos usuários e seus familiares nos grupos terapêuticos. Esses encontros ocorrem às segundas, terças e quartas-feiras, nos horários das 8h às 9h e das 10h às 11h, reforçando orientações sobre o uso correto das medicações, a adesão ao tratamento, descarte adequado, efeitos colaterais e interações medicamentosas, com especial atenção aos psicotrópicos. Além disso, a assistência farmacêutica trabalha em colaboração com a equipe de enfermagem, garantindo a dispensação de medicações fracionadas e para pacientes em atendimento intensivo.
A implementação da assistência farmacêutica no CAPS I de Queimadas tem mostrado impactos positivos na segurança e eficácia do acompanhamento farmacoterapêutico. A organização e separação individualizada das medicações, de acordo com as prescrições médicas e o cronograma semanal, asseguram um processo seguro e sistemático de distribuição. O uso do cartão do usuário tem sido essencial para monitorar a adesão ao tratamento, facilitando o controle rigoroso das datas de entrega e retorno. A colaboração entre a farmácia e a equipe de enfermagem tem sido fundamental, especialmente na dispensação de medicações fracionadas, o que previne erros e desperdícios. A integração da assistência farmacêutica à equipe multidisciplinar reflete-se também nos Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) e nas discussões de casos clínicos, onde o farmacêutico contribui com ajustes precisos na conduta terapêutica. A atuação intersetorial com a Atenção Básica, a Secretaria Municipal de Saúde, o Laboratório, a Policlínica e o Ambulatório de Psiquiatria e Psicologia tem sido essencial para proporcionar um atendimento integral aos pacientes, garantindo que o tratamento psiquiátrico e psicológico seja coordenado de forma eficaz. A experiência de assistência farmacêutica no CAPS I de Queimadas evidencia sua importância na equipe multidisciplinar, promovendo um tratamento mais seguro e eficaz para os usuários de medicamentos psicotrópicos. O processo de organização e dispensação individualizada das medicações, aliado ao uso do cartão do usuário, garante um acompanhamento mais estruturado e preventivo. A colaboração estreita entre a farmácia e a equipe de enfermagem tem sido essencial para a administração adequada das medicações, especialmente as fracionadas e injetáveis. Além disso, a participação ativa da farmácia nas discussões de casos clínicos e nos planejamentos terapêuticos contribui para uma abordagem mais centrada nas necessidades dos pacientes. O trabalho intersetorial com a Atenção Básica, a Secretaria Municipal de Saúde, o Laboratório, a Policlínica e o Ambulatório de Psiquiatria e Psicologia tem fortalecido o atendimento integral e coordenado aos pacientes, melhorando a continuidade do cuidado. O modelo adotado no CAPS I de Queimadas é uma inovação dentro da Rede de Atenção Psicossocial e pode servir como referência para outros serviços, melhorando a adesão ao tratamento e promovendo um cuidado mais qualificado e humanizado para pacientes com transtornos mentais graves e persistentes.
A presença de um farmacêutico, como ocorreu no CAPS I de Queimadas, é fundamental para garantir a dispensação adequada de medicamentos psicotrópicos e para o acompanhamento terapêutico. A atuação do farmacêutico deve ser integrada à equipe multidisciplinar, o que contribui para a adesão ao tratamento e para a segurança do paciente. Estabelecer um sistema de organização claro e sistemático, como o uso de dispensadores alfabéticos, que ajudem na localização e controle das medicações. Este tipo de organização pode evitar erros de dispensação e facilitar o trabalho da equipe farmacêutica. Incorporar ações educativas regulares, com a participação de pacientes e familiares, para esclarecer dúvidas e reforçar a importância da adesão ao tratamento.
R EUZEBIO FERREIRA DANTAS S/N, QUEIMADAS PB
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