Em Betim (MG), a implementação da estratificação de risco na Atenção Primária à Saúde (APS) começou em 2013, inicialmente de forma manual para pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e crianças de risco, apoiando a organização do Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC) na rede básica de saúde.
A estratégia, que permite avaliar riscos clínicos, vulnerabilidades e necessidades de autocuidado, orientando a oferta de cuidados de forma equitativa, ganhou sua versão digital em 2023. O novo modelo, desenvolvido pelas Secretarias Municipais de Saúde e Tecnologia da Informação, foi implantado em julho de 2023, superando as limitações do sistema manual, como risco de erros nos cálculos e dificuldade de monitoramento.
A ferramenta contempla a estratificação de pessoas com HAS, DM, idosos e crianças com risco para transtorno do espectro autista (TEA), utilizando instrumentos específicos para cada público. Sua implantação foi acompanhada por ações de educação permanente em saúde, que já alcançaram cerca de 500 profissionais, e oficinas nas unidades de APS.
A experiência continua sendo ampliada e, diante da necessidade de fortalecer o cuidado às pessoas com sobrepeso e obesidade, está em desenvolvimento uma nova estratificação de risco para esse público, com o objetivo de incorporá-la à prática das equipes e ampliar a qualificação do cuidado na APS.
Se inspire e saiba mais sobre a prática aqui.
Imagens: @prefeiturabetim
Por: Ana Karolina Carvalho (jornalista e bolsista IdeiaSUS Fiocruz)