A experiência desenvolvida na região central de São Paulo teve como base análises territoriais e intervenções comunitárias em espaços vinculados ao trabalho sexual, como saunas, cinemas pornôs e pontos de rua. A iniciativa teve como foco populações com maior vulnerabilidade e barreiras de acesso à prevenção do HIV no SUS, incluindo pessoas trans e travestis, trabalhadoras do sexo e usuários de substâncias psicoativas.
Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, foram realizados mais de nove mil atendimentos, com aumento de 61% na demanda mensal após as intervenções, destacando-se o crescimento entre pessoas trans e travestis. Também foram promovidas testagens, oficinas e formações em prevenção combinada.
Os resultados demonstram que estratégias de intervenção comunitária e navegação por pares ampliam o acesso às tecnologias de prevenção, fortalecem o vínculo ao cuidado e qualificam o enfrentamento de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em contextos de alta vulnerabilidade.
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Por: Ana Karolina Carvalho (jornalista e bolsista IdeiaSUS Fiocruz)