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A experiência intersetorial teve como objetivo fortalecer a articulação entre as políticas públicas de Saúde e Assistência Social, promovendo ações integradas de prevenção, promoção da saúde e garantia de direitos sociais e contou com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A iniciativa foi implementada a partir da identificação de demandas comuns presentes no território, especialmente relacionadas à prevenção de agravos à saúde, acesso à informação, fortalecimento dos vínculos comunitários e qualificação do atendimento aos usuários. As equipes passaram a desenvolver planejamento conjunto, construção de agendas compartilhadas e realização de atividades intersetoriais voltadas para diferentes públicos, como famílias acompanhadas pelo PAIF, gestantes, mães, usuários do Cadastro Único, conselheiros de saúde e população em geral.
Entre as ações desenvolvidas destacam-se rodas de conversa sobre arboviroses, imunização, saúde mental, oficinas educativas, capacitações e participação em eventos comunitários. Uma das ações de destaque ocorreu em março de 2026, no CRAS João de Deus, com a realização de uma roda de conversa sobre prevenção das arboviroses, abordando dengue, zika e chikungunya, com usuários que aguardavam atendimento para atualização ou cadastro no CadÚnico.
A experiência foi fortalecida pelo Ciclo Saúde Proteção Social, que contribuiu para a ampliação do diálogo entre os serviços, qualificação das equipes e fortalecimento da rede territorial. O trabalho intersetorial permitiu otimizar recursos, ampliar o alcance das ações e promover respostas mais efetivas às necessidades coletivas da população.
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A experiência surgiu diante das dificuldades enfrentadas pelas equipes de Saúde e Assistência Social para responder de forma isolada às demandas coletivas presentes no território. Problemas relacionados à prevenção de doenças, acesso à informação, garantia de direitos e resolução de situações sociais complexas exigiam maior articulação entre os serviços públicos. Identificou-se a necessidade de criar espaços permanentes de diálogo, planejamento e atuação conjunta entre CRAS e UBS, possibilitando a construção de estratégias integradas capazes de ampliar o alcance das ações, otimizar recursos e oferecer respostas mais qualificadas às necessidades da população.
Entre os principais resultados observados destacam-se a ampliação do acesso dos usuários às informações sobre saúde e direitos sociais, a melhoria dos canais de comunicação entre os serviços, o aumento da participação da população nas atividades coletivas e o acesso mais adequado aos serviços ofertados. As ações contribuíram para a redução do tempo de espera na resolução de demandas, solução mais ágil de problemas pontuais e maior satisfação dos usuários. Também foram construídas agendas comuns de trabalho, ampliando o planejamento integrado e a continuidade das atividades. Como inovação, a experiência consolidou práticas de educação em saúde realizadas em espaços da assistência social, potencializando o alcance das ações preventivas e fortalecendo a corresponsabilidade entre as políticas públicas. Entre os principais aprendizados destaca-se a importância da comunicação permanente, do planejamento compartilhado e da valorização das redes territoriais para a efetivação da intersetorialidade.
Recomenda-se iniciar o processo por meio da construção de espaços permanentes de diálogo entre as equipes da Saúde e da Assistência Social, identificando demandas comuns do território e definindo prioridades compartilhadas. A criação de agendas conjuntas, reuniões periódicas de planejamento e definição clara das responsabilidades de cada serviço são estratégias fundamentais para garantir a continuidade das ações. Também é importante envolver outros atores da rede territorial, como educação, segurança pública, conselhos de direitos e lideranças comunitárias, ampliando o alcance das iniciativas. O monitoramento dos resultados, por meio de indicadores simples como número de participantes, encaminhamentos realizados e satisfação dos usuários, contribui para demonstrar os benefícios da intersetorialidade e fortalecer o compromisso das equipes. A experiência evidencia que a cooperação entre políticas públicas gera respostas mais efetivas, qualificadas e humanizadas para a população.
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