Vitória da Conquista livre da transmissão vertical: ações intersetoriais do Centro de Atenção e Apoio à Vida no controle do HIV entre gestantes e crianças

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Kamila Dantas Vicente

KAMILA DANTAS VICENTE

Kamila Dantas Vicente

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Ampliar e qualificar a oferta de diagnóstico e estratégias de vinculação relacionadas ao HIV
e à aids em todo o território nacional, priorizando as populações em situação de maior vulnerabilidade.
A transmissão vertical do HIV é um dos maiores desafios de saúde pública, pois impacta
diretamente a vida da mulher, da criança e da família. No início da década de 2000, Vitória
da Conquista registrava vulnerabilidades importantes: dificuldades de acesso a exames,
falta de integração entre serviços, barreiras relacionadas ao estigma e preconceito e
ausência de fluxos organizados entre a rede básica, a atenção especializada e as
maternidades. Esses obstáculos aumentavam o risco de falhas no pré-natal, atrasos em diagnósticos e insegurança das gestantes. Além disso, a inexistência de prontuário
eletrônico dificultava a continuidade do acompanhamento, comprometendo o registro
clínico e a comunicação entre equipes. Havia também limitações no acesso a insumos de
prevenção e insegurança alimentar para crianças expostas ao HIV. Esse cenário exigiu a
construção de uma resposta estruturada, contínua e inovadora, que unisse diferentes
setores do SUS e da rede privada em torno de um objetivo comum: eliminar a transmissão
vertical, reduzir desigualdades e assegurar que viver com HIV não impedisse o direito a
uma gestação segura e à maternidade digna.

A transmissão vertical do HIV é um dos maiores desafios de saúde pública, pois impacta
diretamente a vida da mulher, da criança e da família. No início da década de 2000, Vitória
da Conquista registrava vulnerabilidades importantes: dificuldades de acesso a exames,
falta de integração entre serviços, barreiras relacionadas ao estigma e preconceito e
ausência de fluxos organizados entre a rede básica, a atenção especializada e as
maternidades. Esses obstáculos aumentavam o risco de falhas no pré-natal, atrasos em
diagnósticos e insegurança das gestantes. Além disso, a inexistência de prontuário
eletrônico dificultava a continuidade do acompanhamento, comprometendo o registro
clínico e a comunicação entre equipes. Havia também limitações no acesso a insumos de
prevenção e insegurança alimentar para crianças expostas ao HIV. Esse cenário exigiu a
construção de uma resposta estruturada, contínua e inovadora, que unisse diferentes
setores do SUS e da rede privada em torno de um objetivo comum: eliminar a transmissão
vertical, reduzir desigualdades e assegurar que viver com HIV não impedisse o direito a
uma gestação segura e à maternidade digna.

Nos últimos 18 anos, 360 gestantes foram acompanhadas e nenhuma transmissão vertical
foi registrada em Vitória da Conquista. Em média, 20 mulheres são seguidas por ano, com
realização de aproximadamente 40 exames e 8 a 10 consultas por gestação. Todas as
crianças expostas receberam fórmula láctea por 12 meses, com centenas de unidades
distribuídas ao longo dos anos. O trabalho da enfermagem foi decisivo: além de iniciar
tratamentos e coordenar exames, as enfermeiras estruturaram o prontuário físico
padronizado, que organiza e integra o cuidado. O envolvimento da farmácia, vigilante
quanto à adesão, e do serviço social, que amplia o acesso a direitos e apoios materiais,
fortaleceu a integralidade da atenção. A equipe multiprofissional, com baixa rotatividade,
acompanha gestantes de forma longitudinal, criando vínculos e assegurando que algumas
mulheres tenham sido seguidas em mais de uma gravidez, sem rupturas no cuidado. Essa
continuidade, somada ao protagonismo da enfermagem e à rede articulada de serviços,
explica os resultados que fizeram do município o único da Bahia a alcançar o selo ouro em
2023.

A experiência fortalece o SUS ao demonstrar que é possível alcançar resultados de
excelência mesmo em municípios fora de grandes capitais. O modelo de cuidado integral
estruturado pelo CAAV contribui para a consolidação da rede de atenção, melhora a
comunicação entre os níveis de assistência e amplia a confiança da população no sistema
público. O prontuário físico padronizado é exemplo de solução prática replicável em locais
que não dispõem de prontuário eletrônico. A eliminação da transmissão vertical, mantida
por 18 anos, gera impacto positivo direto na saúde das crianças, reduzindo custos futuros
com tratamento e internações. O processo intersetorial envolvendo saúde, assistência e
educação reforça o caráter universal e integral do SUS, ampliando sua capacidade de
resposta e acolhimento. Além disso, a articulação com o setor privado evidencia a força do
SUS como referência técnica e segura, atraindo mesmo gestantes com condições de acessar
serviços particulares. O reconhecimento nacional conquistado em 2023 confirma que a
experiência pode inspirar outros municípios brasileiros, tornando-se referência para o
alcance da meta 2030.

autor Principal

Kamila Dantas Vicente

kamila.sae.caav@gmail.com

enfermeira assistencial - sae hiv

Coautores

A prática foi aplicada em

Vitória da Conquista

Bahia

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Praça João Gonçalves - Centro, Vitória da Conquista - BA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Kamila Dantas Vicente

Conta vinculada

26 jun 2026

CADASTRO

26 jun 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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