Fortalecimento da articulação entre CRAS Nova Rosa da Penha II e USF do território: indução do trabalho em rede e qualificação da intersetorialidade

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Silma Rocha de Souza Silva, Gisely Oliveira Villarroel, Regina Tori Terra Almeida, Nívia do Rosário Santos, Gilsiane da Penha Santos, Flávia Santos Ramos, Eliane Cristo Alvarino

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Silma Rocha de Souza

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A experiência foi desenvolvida no território de Nova Rosa da Penha II, no município de Cariacica/ES, a partir da articulação entre o CRAS Nova Rosa da Penha II e a Unidade de Saúde da Família Sebastião Gonçalves, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale, realizada em parceria com Cedaps (Centro de Promoção da Saúde). A matriz intersetorial foi construída diante da necessidade de conhecer melhor as necessidades sociais das famílias do território, especialmente das famílias venezuelanas, e fortalecer o diálogo entre assistência social, saúde, educação e demais serviços da rede. Entre as ações registradas no material, destacam-se a Caminhada Maio Laranja, mobilização pública em defesa dos direitos de crianças e adolescentes; as reuniões bimestrais de rede, voltadas ao alinhamento das ações e à identificação de demandas do território; a palestra do Setembro Amarelo, realizada na UBS com participação de profissionais e usuários do CRAS; e as oficinas com famílias, abordando temas como Educação de Jovens e Adultos e CadÚnico. A experiência demonstrou a importância do trabalho intersetorial como estratégia para qualificar o atendimento, ampliar o diálogo entre os serviços e fortalecer a proteção social no território

#saudeprotecaosocial
#articulacaoSUS-SUAS
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A experiência surgiu a partir da coexistência, no território, de situações de vulnerabilidade social associadas a agravos de saúde, somadas a barreiras de acesso e falhas no fluxo de encaminhamento entre os serviços. Também foi identificada a necessidade de compreender melhor as demandas sociais de famílias em situação de maior vulnerabilidade, como as famílias venezuelanas acompanhadas no território, e de fortalecer o diálogo entre CRAS e UBS de referência. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como oportunidade para provocar o debate sobre o trabalho em rede, criar espaços de comunicação entre os serviços e estimular a construção de estratégias mais integradas de cuidado, proteção social e encaminhamento no território.

A experiência contribuiu prioritariamente para a qualificação das equipes e para a indução do debate intersetorial no território. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a identificação conjunta das principais demandas locais, a abertura de espaços de comunicação para debate dos desafios enfrentados pelo CRAS e pela UBS e o despertar, entre os profissionais, da necessidade de uma atuação integrada, superando a visão fragmentada dos serviços. A experiência também fortaleceu o reconhecimento da importância do planejamento em rede e da construção de uma nova visão sobre o trabalho intersetorial. Ao mesmo tempo, o próprio material registra que a ampliação prática dessa articulação encontrou barreiras operacionais, como sobrecarga das equipes, insuficiência de recursos humanos e ausência de planejamento integrado e sistemático entre saúde e assistência social, o que limitou a continuidade e a qualidade desejadas para a parceria. Ainda assim, a experiência teve relevância por estimular aproximação entre os serviços e por consolidar bases para futuras ações intersetoriais mais estruturadas.

Como orientação para outras equipes, destaca-se a importância de integrar formalmente a articulação intersetorial à carga horária das equipes, protegendo tempo específico para reuniões de rede e planejamento conjunto. Também é fundamental estipular metas compartilhadas, formalizar e monitorar planos territoriais e utilizar ferramentas metodológicas integradas para leitura socioterritorial conjunta. Outra recomendação importante é desenhar fluxos de encaminhamento mais ágeis entre os serviços, de modo que as demandas emergenciais não absorvam todo o espaço de planejamento e articulação. A experiência mostra que a intersetorialidade não se sustenta apenas pela boa vontade dos profissionais, mas exige organização institucional, definição de rotinas e compromisso coletivo com o trabalho em rede.

autor Principal

Silma Rocha de Souza Silva, Gisely Oliveira Villarroel, Regina Tori Terra Almeida, Nívia do Rosário Santos, Gilsiane da Penha Santos, Flávia Santos Ramos, Eliane Cristo Alvarino

silma.silva@cariacica.es.gov.br

COORDENADORA DE UNIDADES INSTITUCIONAIS - CRAS

Coautores

Gisely Oliveira Villarroel, Regina Tori Terra Almeida, Nívea do Rosário Santos, Gilsiane da Penha Santos, Flávia Santos Ramos, Eliane Cristo Alvarino

A prática foi aplicada em

Cariacica

Espírito Santo

Sudeste

Esta prática está vinculada a

CRAS de Nova Rosa da Penha - Rua Setenta e Quatro - Nova Rosa da Penha, Cariacica - ES, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Silma Rocha de Souza

Conta vinculada

26 maio 2026

CADASTRO

26 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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