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A experiência relata o processo de fortalecimento da intersetorialidade entre a Assistência Social e a Atenção Primária à Saúde no município de Itapecuru-Mirim, por meio da construção e implementação de um instrumento de trabalho, a Matriz Intersetorial, envolvendo o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Sede, diversas equipes da Estratégia Saúde da Família, equipe multiprofissional, Secretaria de Educação, SEBRAE, Casa da Mulher Maranhense, Patrulha Maria da Penha e outros serviços territoriais.
A iniciativa foi desenvolvida com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. A proposta teve como foco principal ampliar a articulação entre as equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), fortalecendo o planejamento conjunto, a comunicação entre os serviços e a organização de ações intersetoriais nos territórios de maior vulnerabilidade social.
A Matriz Intersetorial foi elaborada inicialmente em outubro de 2025 e remodelada em abril de 2026, com ações desenvolvidas entre dezembro de 2025 e maio de 2026, a partir do diagnóstico das necessidades locais e da identificação de desafios relacionados à fragmentação das ações, à dificuldade de comunicação entre os serviços e à necessidade de ampliar o acesso da população às políticas públicas.
Entre os principais objetivos estiveram a estruturação de uma rede intersetorial permanente entre Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Unidades Básicas de Saúde da Sede do municipio, a construção de fluxos de comunicação e encaminhamento e a realização de ações compartilhadas no território.
O público participante contemplou famílias em situação de vulnerabilidade social, gestantes, mulheres, idosos, crianças, adolescentes e usuários acompanhados pelos serviços socioassistenciais e de saúde.
As ações desenvolvidas incluíram visitas domiciliares compartilhadas, grupos socioeducativos, ações comunitárias, atualização do Cadastro Único, vacinação, testes rápidos, orientações em saúde, escuta qualificada, fortalecimento do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF RENASCER), rodas de conversa, ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes e atividades de promoção da saúde da mulher, como ação intersetorial “Cuidar: Março Delas”. Também foi criado grupo de WhatsApp intersetorial entre Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) para facilitar a comunicação entre os profissionais e fortalecer o planejamento das ações intersetoriais na comunidade.
As experiências ocorreram tanto em áreas urbanas quanto rurais, promovendo maior aproximação entre os serviços públicos e a população, especialmente nos territórios mais vulnerabilizados. As ações intersetoriais possibilitaram ampliar a escuta qualificada, fortalecer vínculos comunitários, qualificar o acompanhamento das famílias e o acesso da população aos serviços e direitos sociais.
A implementação da Matriz Intersetorial contribuiu para consolidar práticas colaborativas entre as equipes, favorecendo a territorialização das ações, o reconhecimento das demandas locais e a construção de respostas mais integradas às necessidades da população, alinhadas aos princípios da integralidade, equidade, participação social e cuidado integral do SUS e do SUAS.
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A experiência surgiu a partir da necessidade de ampliar a articulação e a comunicação entre as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), considerando os desafios relacionados à fragmentação das ações e à dificuldade de construção de estratégias conjuntas nos territórios. Identificou-se a oportunidade de fortalecer o planejamento intersetorial entre Saúde e Assistência Social, estruturando fluxos de comunicação, planejamento e execução compartilhada das ações, com foco na organização da rede de cuidado, na qualificação do acompanhamento das famílias e na ampliação do acesso da população aos serviços e direitos sociais.
A implementação da Matriz Intersetorial fortaleceu a articulação entre as políticas de Saúde e Assistência Social, promovendo maior integração entre as equipes e ampliando a atuação da rede de proteção social nos territórios, com destaque para a qualificação do acompanhamento das famílias em situação de vulnerabilidade.
As ações desenvolvidas contribuíram para aproximar os serviços públicos das comunidades urbanas e rurais, além de favorecer o reconhecimento das demandas e especificidades dos territórios. Esse processo fortaleceu o planejamento conjunto entre as equipes e qualificou as respostas ofertadas às necessidades da população.
A experiência também possibilitou o fortalecimento da interação entre as políticas públicas como estratégia de enfrentamento das desigualdades sociais, promoção da garantia de direitos e consolidação do cuidado integral, contribuindo para uma melhor leitura das vulnerabilidades sociais e para o fortalecimento dos vínculos entre serviços e comunidade.
Para implantação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar o processo pelo diagnóstico participativo do território, envolvendo profissionais da Saúde, Assistência Social e demais atores locais. É fundamental construir espaços permanentes de diálogo, planejamento e avaliação conjunta entre as equipes, fortalecendo vínculos institucionais e fluxos de comunicação entre os serviços.
Também é importante garantir apoio da gestão municipal, definir pontos focais de referência, utilizar instrumentos de planejamento compartilhado e valorizar as especificidades de cada território. A realização de visitas compartilhadas, reuniões periódicas e ações comunitárias contribui para fortalecer a intersetorialidade e ampliar o cuidado integral às famílias. Além disso, recomenda-se investir na educação permanente das equipes para consolidar práticas colaborativas e sustentáveis entre SUS e SUAS.
Praça Cônego Albino Campos, 420. Centro
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