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A fibromialgia é uma patologia crônica, com fisiopatologia ainda desconhecida, caracterizada por dores musculoesqueléticas, além de sintomas que incluem o sono não reparador, fadiga e hipersensibilidade ao toque e ainda tem relação com a saúde mental como estresse, ansiedade, depressão, entres outros. (Bender; Faria e Fajardo, 2022)
O tratamento da fibromialgia deve ocorrer de forma multidisciplinar, de acordo com a sintomatologia, podendo este ser farmacológico e não farmacológico, como através da acupuntura e outras terapias (De Paula, et al, 2024).
A acupuntura pode ser utilizada em diversos grupos de pacientes e serviços de saúde, sendo uma importante ferramenta na atenção primária, gerando efeitos benéficos, não se limitando à analgesia, além de ter um ótimo custo-benefício, reduzindo gastos em atendimentos ambulatoriais e hospitalares, provenientes de crises álgicas em pacientes com fibromialgia (Pereira et al, 2021). De acordo com Santana, 2023, Alongamentos e exercícios promovem a redução da dor e de novas lesões, trazendo melhora no funcionamento do sistema cardiovascular, da qualidade de vida e da consciência corporal dos indivíduos.
O grupo intitulado “Viver sem Dor” é um grupo composto por mulheres diagnosticadas com fibromialgia, que promove encontros semanais dentro de uma unidade básica de saúde, no município de Brejo do Cruz, e são realizadas atividades físicas em grupo, além de acupuntura, auriculoterapia e atendimentos multidisciplinares, como escuta psicológica e orientação nutricional, com o intuito de promover melhora na qualidade de vida das pacientes em atendimento. Para que fosse possível realizar essa análise, foi aplicado um questionário validado, o Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), para mensurar o impacto da fibromialgia na qualidade de vida, avaliando variáveis como dor, capacidade funcional, fadiga, sono e bem-estar geral.
Segundo o Ministério da Saúde, a fibromialgia é uma patologia que atinge cerca de 2% a 3% da população do Brasil, sendo mais prevalente entre mulheres de 30 a 50 anos. Em janeiro do corrente ano, a fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência através da lei nº 15.176/2025.
Por se tratar de uma patologia de etiologia ainda desconhecida, mas que atinge aspectos físicos e mentais, interferindo diretamente na qualidade de vida dos pacientes acometidos, justifica-se a realização desse projeto, que tem por objetivos avaliar a prática de atividade física em grupo, associada à acupuntura sistêmica, auriculoterapia, acompanhamento psicológico e nutricional no tratamento de pacientes com Fibromialgia. Além de identificar as principais queixas relacionadas à fibromialgia., verificar condições de saúde prévias relatadas pelos usuários e analisar a percepção de melhorias na saúde após a prática das terapias combinadas.
Na avaliação inicial, por meio do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), observou-se que as participantes apresentavam comprometimento moderado à elevado da qualidade de vida, com score médio de 78,46.
Durante o período de intervenção, verificou-se redução significativa no score total do FIQ, com média de 43, considerado de baixo à moderado, indicando melhora na qualidade de vida das participantes.
Além disso, observou-se diminuição dos níveis de dor, melhora na capacidade funcional, redução da fadiga e melhora na qualidade do sono A análise comparativa entre os momentos pré e pós-intervenção demonstrou diferença estatisticamente significativa em múltiplos domínios avaliados pelo instrumento.
Os resultados deste estudo indicam que a intervenção em grupo, composta por exercícios físicos, alongamentos, acupuntura, auriculoterapia, apoio psicológico e nutricional, mostrou-se eficaz na promoção da melhora da qualidade de vida de mulheres com fibromialgia, evidenciando o potencial das práticas integrativas associadas ao exercício no manejo dessa condição.
O exercício físico mostrou-se um mecanismo valioso na redução da fadiga, assim, estimular esses pacientes a praticar exercícios, com progressão gradual, é fundamental no alívio da dor, além da orientação para reaplicarem os exercícios de baixo impacto em casa, para melhora dos resultados.
O suporte nutricional é fundamental, pois a nutrição anti-inflamatória, ajuda na redução da dor e da fadiga. O apoio psicológico ajuda esse público à lidar com as alterações emocionais associadas à doença e a acupuntura promove alívio da dor, e bem estar do paciente acometido, sendo assim, é importante ampliar o acesso a essas terapias, com a criação de um protocolo que vise o seu uso combinado ou individualizado no tratamento da fibromialgia.
Este plano visa abordar as múltiplas dimensões da fibromialgia, utilizando a sinergia dos exercícios e a modulação da dor pela acupuntura sistêmica e auriculoterapia, tudo em um ambiente de apoio mútuo. O grupo analisado foi o primeiro implementado com esta finalidade no município e a quantidade de participantes na amostra foi limitado para que fosse possível o manejo e atenção individualizada dentro do grupo, porém já existe uma lista de espera considerável de pacientes interessadas para novas turmas.
Portanto, sugere-se que intervenções semelhantes possam ser incorporadas como estratégia complementar no tratamento da fibromialgia. No entanto, recomenda-se a realização com amostras maiores e acompanhamento a longo prazo para confirmação dos achados
Brejo do Cruz - PB, 58890-000, Brasil
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