Protagonistas das emoções: promovendo o reconhecimento e acolhimento emocional na infância no SUS

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Fernanda Ferreira Linhares

fernandaferreira1998@outlook.com

Fernanda Ferreira Linhares

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Segundo Picoli e Garcia (2025) o público infantil cada vez mais tem ganhado a atenção dos profissionais das mais diversas áreas do saber, inclusive dos profissionais da saúde mental. É um público que tem apresentadodemandas psicoemocionais frequentes necessitando de suporte profissional cada vez mais cedo, dentre elas: ansiedade, medo, dificuldade de socialização, agressividade e baixo limiar de frustração. As crianças estão em uma fase extremamente crucial para o seu desenvolvimento. A validação, o acolhimento e a atitude diante suas emoções e sentimentos são de grande relevância e merecem total atenção dos adultos, tanto cuidadores e responsáveis, quanto profissionais que trabalham com esse público (SOUZA, FERREIRA & SOUZA, 2021). À medida que a criança cresce, ela amadurece e adquire ferramentas e capacidades psicológicas, cognitivas e emocionais para gerenciar e lidar com suas demandas sociais, e para isso é imprescindível que ela aprenda o porquê sente determinada emoção em dado contexto, qual sentimento está de acordo com o que está vivenciando, verificando e buscando o modo mais adequado e saudável para agir (SOUZA, FERREIRA & SOUZA, 2021).
OBJETIVO GERAL: Desenvolver nas crianças a capacidade de identificar suas emoções, compreendendo o porquê ocorrem e de que forma elas mesmas podem acolhê-las, diminuindo o sofrimento psicoemocional que pode gerar diante tal dificuldade.

No tocando as demandas mencionadas, foi identificado um alto índice na população infantil do município de Brejo do Cruz, na paraíba, principalmente a ansiedade infantil. Diante desse cenário, o presente trabalho possui um valor social de extrema relevância, visto que está baseado na criação de um grupo terapêutico infantil, com crianças em idade escolar de 6 a 12 anos, sendo mediado por três profissionais da psicologia com experiência em desenvolvimento infantil. Para melhor adaptação, as crianças foram divididas em dois subgrupos, Grupo I: 6 a 8 anos e Grupo II: 9 a 12 anos. Os encontros ocorrem em uma sala adaptada na Policlínica Francisca Roque Braga do referido município com um total de treze encontros.

Como apontado por Souza, Ferreira e Souza (2021) o período relacionado a infância corresponde a uma etapa do desenvolvimento marcada pelo novo, por aquilo que a criança ainda não conhece por completo ou que é totalmente desconhecido por ela, por exemplo: emoções em determinados contextos, relações interpessoais no âmbito social, educacional e também familiar. A maneira como ela irá reagir acarretará consequências em seu desenvolvimento. Ao trabalhar inicialmente a partilha de experiências entre os pequenos para que fossem se familiarizando com suas emoções se sentimentos gerou vínculo e simpatia entre eles. No filme Divertidamente, de forma lúdica e interativa, as crianças puderam conhecer as emoções, como elas se manifestam e alguns motivos que as desencadeiam. As técnicas de relaxamento, respiração e meditação se mostrando extremamente benéficas trazendo a criança para o aqui e agora Mindfulness (ALMEIDA, 2025). A musicalização foi outra intervenção que gerou nascrianças a capacidade de expressar seus sentimentos de forma corporal, auditiva e gesticular. Um dado relevante que corrobora com os resultados obtidos pode ser analisado em um discurso de uma mãe de uma das crianças. Relato da mãe: “Notei que ele, após inserção no grupo terapêutico, apresentou maior segurança, autonomia e abertura as novas experiências”. A criança está desbravando o mundo de forma única e subjetiva, sendo que a segurança, a autonomia e a abertura ao novo nem sempre são fáceis e isso se torna bem mais fácil quando é possível para ela compreender melhor seus sentimentos e adapta-los aos seus diversos contextos vivenciais, levando em consideração que o processo de desenvolvimento é algo contínuo e não meramente fases estáticas separadas (PAPALIA & FELDMAN, 2013).

Em suma, nota-se incialmente a relevância social e psicoemocional que o grupo terapêutico possui na vida das crianças, onde pode se perceber que ao longo das semanas em que as crianças participaram do grupo elas amadureceram dentro das suas realidades e se tornaram mais conscientes do que sente e pensam, tomando novas atitudes mais saudáveis e coerentes com suas realidades, sendo mais protagonistas em suas vidas. O grupo possibilitou também perceber que determinadas demandas também podem ser acolhidas e trabalhadas de forma grupal, sem necessariamente ter o acompanhamento psicológico tradicional (psicoterapia), isso revela um ponto extremamente importante diante desse cenário atual em que demandas e queixas infantis estão sendo rotulados cada vez mais como psicopatologias, inserindo as crianças em consultórios médicos e psicológicos quase que de forma compulsório, algo que precisar ser explorado, estudado e analisado para compreender melhor esse cenário de psicopatologizaçãoinfantil.

autor Principal

Fernanda Ferreira Linhares

fernandaferreira1998@outlook.com

Psicologo

Coautores

Fernanda Ferreira Linhares (autor), Eduardo Alipio da Silva Filho, Fernanda Alves da Silva, Rayane Ramalho Soares Diniz, Hellisson Batista Fernandes, Amandda Saraiva Maia.

A prática foi aplicada em

Brejo do Cruz

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Secretária de saúde - R. Sem Denominacao - Brejo Do Cruz, Brejo do Cruz - PB, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Fernanda Ferreira Linhares

Conta vinculada

13 maio 2026

CADASTRO

13 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

12 jun 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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