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A experiência descreve a implantação do Centro de Convivência e Cultura na comunidade rural de Engenheiro Schnoor, no município de Araçuaí-MG, como estratégia de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O projeto foi desenvolvido a partir da necessidade de ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental em território rural, marcado por barreiras geográficas, vulnerabilidade social e escassez de dispositivos comunitários.
O Centro de Convivência foi estruturado como espaço aberto, territorial e não institucionalizante, fundamentado nos princípios do cuidado em liberdade, redução de danos e inclusão social, conforme diretrizes da Lei nº 10.216/2001 e da RAPS (Portaria nº 3.088/2011).
As ações incluem oficinas de arte com materiais recicláveis, atividades coletivas, espaços de escuta qualificada e acolhimento, além de atividades corporais e culturais como balé para crianças, práticas de atividade física para idosos (projeto “Mexa-se”) e artes marciais para adolescentes e jovens. O trabalho ocorre de forma integrada com a Atenção Primária, CAPS e assistência social.
A experiência promove a inclusão social, fortalecimento de vínculos e ampliação do acesso da população rural aos serviços de saúde mental, consolidando-se como estratégia de cuidado territorial no SUS.
A iniciativa surge diante das dificuldades de acesso da população rural aos serviços de saúde mental, especialmente na comunidade de Engenheiro Schnoor, distante da sede municipal. Observava-se aumento de demandas relacionadas ao sofrimento psíquico, uso de álcool e outras drogas e fragilidade de vínculos sociais, sem oferta suficiente de dispositivos comunitários no território.
Esse cenário evidenciou a necessidade de estratégias que ultrapassassem o modelo tradicional de cuidado, ampliando o acesso por meio de ações territoriais, inclusivas e baseadas no cuidado em liberdade, possibilitando maior aproximação entre os serviços e a realidade dos usuários.
A experiência possibilitou a ampliação do acesso da população rural às ações de saúde mental, com participação ativa de usuários de diferentes faixas etárias nas atividades ofertadas. Observou-se fortalecimento dos vínculos comunitários, aumento da adesão ao cuidado e redução de situações de crise no território.
Destaca-se a diversidade de ações desenvolvidas, promovendo inclusão social e participação intergeracional. Houve também melhoria na articulação entre Atenção Primária, CAPS e assistência social, fortalecendo o trabalho em rede.
A prática foi reconhecida como exitosa, sendo selecionada e apresentada no II Encontro Mineiro de Centros de Convivência, realizado em Contagem-MG, evidenciando seu potencial de replicação em outros territórios.
Recomenda-se que iniciativas semelhantes sejam implantadas considerando as especificidades do território, especialmente em áreas rurais. É fundamental garantir atuação integrada entre os serviços da rede, valorizando o trabalho intersetorial e a construção de vínculos com a comunidade.
A utilização de tecnologias leves, como arte, cultura e atividades coletivas, facilita a adesão dos usuários e fortalece o cuidado em liberdade. Além disso, o registro sistemático das atividades e da participação dos usuários contribui para o monitoramento e qualificação contínua das ações.
Avenida Galdência Silva, S/N, Engenheiro Schnoor, Bairro: Zona Rural, Araçuaí, MG, 39602-000
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