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No contexto pós-pandemia de COVID-19, observou-se um aumento significativo da demanda por atendimentos psicológicos infantis na Atenção Primária à Saúde, refletido principalmente no crescimento da fila de espera para acompanhamento psicológico. Esse cenário evidenciou a necessidade de estratégias mais resolutivas, acessíveis e compatíveis com a realidade do SUS. Diante dessa demanda crescente, foi estruturada uma proposta de intervenção por meio de psicoterapia infantil em grupo, com foco no desenvolvimento de habilidades sociais. A iniciativa possibilitou o atendimento simultâneo de várias crianças, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental e reduzindo o tempo de espera para acompanhamento psicológico. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da Atenção Primária, articulado com a equipe multiprofissional e com o território, priorizando crianças com dificuldades de interação social, regulação emocional e comportamentos adaptativos. A proposta fundamenta-se em abordagens baseadas em evidências, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), utilizando estratégias lúdicas e psicoeducativas adequadas ao público infantil, com foco no treino de habilidades sociais, reconhecimento de emoções, resolução de conflitos e fortalecimento de vínculos. Este trabalho busca demonstrar a efetividade do cuidado em grupo como estratégia para qualificar a atenção em saúde mental infantil, destacando seu impacto na ampliação do acesso, na redução da fila de espera e no desenvolvimento de competências socioemocionais essenciais para a infância.
Promover o desenvolvimento de habilidades sociais em crianças na Atenção Primária à Saúde, por meio de intervenções grupais baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental infantil. Desenvolver habilidades sociais, como comunicação, cooperação, empatia e resolução de conflitos, favorecer o reconhecimento e a regulação das emoções, reduzir comportamentos desadaptativos relacionados à interação social, fortalecer vínculos interpessoais entre as crianças, utilizar estratégias lúdicas e psicoeducativas no processo terapêutico, ampliar o acesso ao atendimento psicológico infantil na Atenção Primária, reduzir e buscar zerar a fila de espera para atendimentos em saúde mental infantil, otimizar a oferta de cuidado por meio de intervenções grupais, apoiar famílias no manejo de comportamentos e no desenvolvimento socioemocional das crianças.
Diante do aumento expressivo da demanda por atendimento psicológico infantil na rede pública de saúde e do crescimento contínuo da fila de espera, tornou-se urgente a implementação de estratégias inovadoras e resolutivas em saúde mental. Observando o sofrimento emocional crescente das crianças e o impacto direto no contexto familiar, escolar e social, identificamos a necessidade de criar o atendimento psicológico em grupo como uma alternativa terapêutica humanizada, acessível e eficaz. A iniciativa possibilitou ampliar significativamente o acesso ao cuidado psicológico, fortalecer habilidades socioemocionais, promover acolhimento coletivo e reduzir o tempo de espera, garantindo uma assistência mais integral, preventiva e alinhada aos princípios do SUS e da saúde mental baseada em evidências.
A implementação dos grupos de psicoterapia infantil voltados ao desenvolvimento de habilidades sociais resultou em avanços significativos tanto no cuidado às crianças quanto na organização do serviço de saúde. Do ponto de vista clínico, observou-se: * Melhora nas habilidades sociais, com maior capacidade de interação, comunicação e cooperação entre as crianças * Aumento da tolerância à frustração e melhor manejo de conflitos* Maior reconhecimento e expressão adequada das emoções * Redução de comportamentos desadaptativos, como agressividade, isolamento e dificuldades de convivência * Fortalecimento de vínculos entre as crianças, favorecendo o senso de pertencimento No contexto familiar, os responsáveis relataram: * Melhora no comportamento das crianças no ambiente doméstico * Maior facilidade na convivência e na comunicação familiar * Aplicação das estratégias aprendidas no grupo no cotidiano No âmbito do serviço, destacam-se resultados relevantes: * Redução significativa e, em alguns casos, zeramento da fila de espera para atendimento psicológico infantil * Ampliação do acesso ao cuidado em saúde mental * Otimização da agenda profissional, com atendimento simultâneo de várias crianças * Maior resolutividade da Atenção Primária em saúde mental infantil Além disso, o formato grupal possibilitou o resgate de crianças que aguardavam atendimento há longos períodos, garantindo cuidado oportuno e prevenindo agravamento de quadros. Os resultados evidenciam que a intervenção grupal é uma estratégia eficaz, de baixo custo e com alto potencial de impacto, promovendo não apenas o desenvolvimento socioemocional das crianças, mas também melhorias na organização do serviço e no acesso ao cuidado.
Realizar inicialmente um levantamento da demanda reprimida e do perfil das crianças aguardando atendimento psicológico.
* Organizar os grupos por faixa etária e necessidades semelhantes, favorecendo maior vínculo e melhor condução terapêutica.
* Utilizar abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, com atividades lúdicas, dinâmicas e recursos adaptados à infância.
* Incluir a família no processo terapêutico, oferecendo orientações aos responsáveis para fortalecer os resultados fora do ambiente clínico.
* Estabelecer parceria com escolas, CRAS, Conselho Tutelar e equipes da Atenção Primária para construção de uma rede de cuidado integrada.
* Criar protocolos simples de avaliação e acompanhamento da evolução das crianças, permitindo monitorar resultados e impacto do projeto.
* Investir em um ambiente acolhedor, seguro e humanizado, favorecendo a participação e a expressão emocional das crianças.
* Desenvolver encontros periódicos e contínuos, garantindo vínculo, previsibilidade e fortalecimento das habilidades socioemocionais.
* Sensibilizar a equipe multiprofissional sobre a importância do atendimento em grupo como estratégia de ampliação do acesso à saúde mental.
* Registrar indicadores como redução da fila de espera, adesão das famílias e melhora comportamental das crianças, demonstrando a efetividade da iniciativa para a gestão pública.
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