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As mulheres vivenciam dois momentos marcantes ao longo da vida reprodutiva: a menarca, caracterizada pela primeira menstruação, e a menopausa, definida como a última menstruação. Ambos representam fases de grande relevância na trajetória feminina e ainda são permeados por estigmas, tabus e desinformação.
O climatério, período de transição para a menopausa, é marcado por diversas alterações físicas e emocionais, incluindo mudanças corporais, alterações do padrão do sono, instabilidade de humor, ondas de calor e outras manifestações que podem impactar significativamente a qualidade de vida. Observa-se, na prática assistencial, que muitas mulheres vivenciam essa fase sem informações adequadas, apresentando dificuldades para compreender e lidar com essas transformações.
Diante dessa realidade, o grupo foi criado com o objetivo de promover acolhimento, suporte emocional e compartilhamento de informações acerca dos sintomas e mudanças inerentes ao climatério, contribuindo para a desmistificação dessa fase, o empoderamento feminino por meio da educação em saúde e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida das participantes.
Foram realizados seis encontros no polo da Academia da Saúde, no período de 05 de novembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026, conduzidos pela equipe da Estratégia de Saúde da Família Nossa Senhora das Graças. Os encontros ocorreram quinzenalmente, às 18 horas, horário definido com o intuito de possibilitar a participação de mulheres trabalhadoras.
Cada encontro contou com a participação de palestrantes convidados para abordagem dos temas previamente definidos no projeto. Durante todo o período da intervenção, foi ofertada às participantes a prática de auriculoterapia como estratégia complementar de cuidado e promoção do bem-estar.
A condução das atividades baseou-se em metodologias ativas de aprendizagem, utilizando exposições dialogadas e dinâmicas participativas, colocando as mulheres como protagonistas do processo educativo, favorecendo o engajamento, a interação e a troca de experiências.
A divulgação do projeto ocorreu por meio da gravação de um vídeo convite direcionado a mulheres com idade superior a 40 anos, abordando sinais e sintomas relacionados ao climatério e à menopausa. Além disso, foram realizadas ações de sensibilização durante atendimentos individuais pelo médico e pela enfermeira da equipe, bem como durante visitas domiciliares realizadas pelas Técnicas em Agente Comunitário de Saúde (TACS).
Observou-se alta demanda de mulheres com dúvidas sobre o climatério, motivando a criação de grupo para acolhimento, informação e apoio mútuo.
As participantes do grupo descreveram grande satisfação com a participação no projeto, relataram ter sido momentos de grande aprendizado, descontração, entendendo o climatério como uma fase passageira e como estratégias para melhoria da qualidade de vida.
Recomenda-se a realização de diagnóstico prévio das demandas locais, a fim de auxiliar o planejamento das ações propostas. Destaca-se a importância da oferta de um ambiente acolhedor, associado ao uso de linguagem acessível e adequada ao público-alvo. Ressalta-se a necessidade de definição de horários compatíveis com a rotina da comunidade, adoção de metodologias participativas que favoreçam o protagonismo dos participantes, atuação de equipe multiprofissional e implementação de estratégias amplas de divulgação, visando ampliar o alcance, a adesão e a efetividade das atividades desenvolvidas.
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