Qualidade de vida por meio da atividade coletiva: grupo operativo da melhor idade

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Vitor Emanuel Alves Soares

Natalia Rodrigues

Natalia de Araújo Campos Rodrigues

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A promoção da qualidade de vida da população idosa no município de Galileia (MG) configura-se como estratégia essencial para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis. A obesidade, associada ao sedentarismo e a hábitos alimentares inadequados, contribui para o aumento do risco de diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, impactando diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde (APS), como grupos operativos voltados à prática de atividade física e educação em saúde, apresentam potencial para promover melhorias na saúde física, mental e social nos idosos. Além disso, tais estratégias contribuem para a redução do isolamento social e fortalecimento do vínculo com os serviços de saúde. A presente experiência descreve a implementação de um grupo de promoção da saúde e analisa seu impacto na qualidade de vida dos participantes, complementada com dados antropométrica dos mesmos. Com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, com ênfase nos idosos, por meio da prática regular de atividade física associada a ações multiprofissionais de educação em saúde. Assim, trata-se de um relato de experiência com componente analítico, desenvolvido no município de Galileia, Minas Gerais, por meio do grupo operativo “Melhor Idade”, vinculado às Estratégias de Saúde da Família e implantado em 2014. As atividades físicas ocorreram três vezes por semana na zona urbana e duas vezes por semana na zona rural, conduzidas por profissional de Educação Física. Mensalmente, foram realizadas ações educativas com participação de profissionais da APS, eMULTI, saúde bucal e assistência farmacêutica dentre outros profisisonais, além da mensuração de aferição de pressão arterial e glicemia capilar. Para análise do estado nutricional, foram coletados dados antropométricos (peso e altura) em junho e dezembro de 2025. Adicionalmente, com o objetivo de avaliar a qualidade de vida, foi aplicado o instrumento WHOQOL-BREF em abril de 2026. Os resultados foram analisados de forma descritiva.

O problema central que motivou a intensificação das ações foi o alto índice de sedentarismo e prevalência de doenças crônicas na população idosa local, além de idosos apresentando sinais de isolamento social e doenças mentais. Identificou-se a oportunidade de aperfeiçoar o grupo “Melhor Idade” integrando avaliações científicas de qualidade de vida (instrumento WHOQOL-BREF) e monitoramento antropométrico sistemático. A necessidade de descentralizar o atendimento também foi um fator chave, levando as atividades para a zona rural, garantindo equidade no acesso à saúde.

O grupo é composto por 98 usuários, sendo 62 idosos. Dentre estes, 36 participaram da avaliação antropométrica. Em relação ao estado nutricional, 50% dos participantes apresentaram perda ponderal. Em relação a aplicação do WHOQOL-BREF, dos 34 idosos avaliados previamente, 17 estavam presentes no momento da coleta. Para fins comparativos, foi realizada busca ativa de idosos da comunidade que não participavam do grupo, totalizando 17 participantes no grupo controle. Na análise da qualidade de vida, os idosos participantes do grupo apresentaram escores superiores em todos os domínios do WHOQOL-BREF quando comparados aos não participantes. No domínio físico, os participantes obtiveram média de 71,42, enquanto os não participantes apresentaram 52,31. No domínio psicológico, os valores foram 75,98 e 62,25, respectivamente. Nas relações sociais, 72,54 entre participantes e 63,72 entre não participantes. No domínio meio ambiente, os escores foram 75,36 para participantes e 54,41 para não participantes.

Para a implementação de práticas similares, é necessário a realização de reuniões com a equipe multiprofissional para a organização e planejamento das ações, garantir a regularidade das atividades (mínimo de 3x por semana) para criar o hábito no idoso, manter uma equipe multiprofissional engajada e realizar busca ativa constante para evitar a evasão. Utilizar instrumentos validados de avaliação (como o WHOQOL-BREF) para avaliar a qualidade de vida e realizar mensuração de dados antropométricos para monitoramento dos resultados dos praticantes são importantes ferramentas para a avaliação das atividades executadas.

autor Principal

Vitor Emanuel Alves Soares

Vitornutri@outlook.com

Nutricionista

Coautores

Natalia de Araújo Campos Rodrigues, Cristiane Ferreira dos Santos

A prática foi aplicada em

Galiléia

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

R. Ari Machado, 599 - Centro, Galiléia - MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Natalia de Araújo Campos Rodrigues

Conta vinculada

06 maio 2026

CADASTRO

07 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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