favor seguir os ajustes necessários abaixo:
O projeto Conexão Atípica constitui uma estratégia inovadora no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), voltada ao cuidado integral de familiares e cuidadores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa foi desenvolvida a partir da análise situacional do território, que evidenciou o aumento da demanda de famílias atípicas e a necessidade de ações estruturadas de apoio emocional, orientação qualificada e fortalecimento de redes de suporte, frente à sobrecarga e vulnerabilidades vivenciadas por esses cuidadores.Alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a integralidade, equidade, humanização e trabalho em rede, o projeto reconhece a família como elemento central no processo de cuidado. Nesse sentido, tem como objetivo promover acolhimento, escuta qualificada, troca de experiências, fortalecimento da autoestima e incentivo ao autocuidado, contribuindo para a melhoria da saúde mental dos cuidadores e, consequentemente, para a qualificação do cuidado ofertado às pessoas com TEA. Busca ainda ampliar o acesso à informação sobre direitos, serviços e estratégias de cuidado, promovendo autonomia e protagonismo dos participantes.A intervenção é operacionalizada por meio de encontros mensais, com duração média de duas horas, conduzidos pela equipe eMulti, em articulação com profissionais de diferentes áreas, como saúde, assistência social e educação, garantindo uma abordagem interdisciplinar e intersetorial. A metodologia adotada é participativa e centrada no usuário, utilizando rodas de conversa, práticas integrativas, dinâmicas de grupo e ações de promoção do bem-estar e da saúde mental. Como diferencial para ampliação do acesso, o projeto oferece suporte ao cuidado das crianças durante os encontros, favorecendo a adesão e permanência dos participantes.A implementação ocorreu de forma planejada e articulada com as equipes da APS, incluindo diagnóstico territorial, organização do processo de trabalho, mobilização ativa das famílias e definição de fluxos de acompanhamento. Os encontros são estruturados por temáticas relevantes, garantindo continuidade, vínculo e acompanhamento longitudinal.Entre os principais resultados observados, destacam-se o fortalecimento da saúde emocional dos cuidadores, a elevação da autoestima, a redução do isolamento social, a ampliação do conhecimento sobre o TEA e os direitos, além da construção e fortalecimento de redes de apoio no território. Evidencia-se também o fortalecimento do vínculo entre usuários e serviços de saúde, bem como a maior articulação com a rede intersetorial.A experiência demonstra potencial de replicabilidade em outros territórios, por se tratar de uma tecnologia leve, de baixo custo e alto impacto, baseada na valorização da escuta, do vínculo e do cuidado compartilhado. Assim, o projeto Conexão Atípica consolida-se como uma prática exitosa na APS, contribuindo para a promoção da equidade, da inclusão social e da melhoria da qualidade de vida das famílias atípicas.
O aumento significativo de famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no território evidenciou a ausência de espaços estruturados de acolhimento e apoio aos cuidadores. Embora o município tenha se organizado para atender às pessoas com TEA, não havia suporte direcionado às famílias e/ou cuidadores. Observou-se sobrecarga emocional, isolamento social e dificuldade de acesso à informação, indicando a necessidade de qualificar as ações da Atenção Primária com foco no cuidado integral.
Com a implementação do projeto, já é possível observar resultados significativos junto aos participantes. Destaca-se o fortalecimento emocional dos familiares e cuidadores, evidenciado pela maior abertura para o compartilhamento de vivências e pelo apoio mútuo construído ao longo dos encontros. Verifica-se também a ampliação do conhecimento acerca dos direitos, dos serviços disponíveis e das estratégias de cuidado, contribuindo para maior segurança e autonomia no cotidiano. Outro avanço importante refere-se à construção e consolidação de uma rede de apoio entre os participantes, fortalecendo vínculos e promovendo o sentimento de pertencimento.Observou-se, ainda, melhora na qualidade de vida dos cuidadores, refletindo positivamente no cuidado ofertado aos familiares com TEA. Além disso, houve um maior vínculo das famílias com os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) e com a rede intersetorial, facilitando o acesso e a continuidade do cuidado. Ressalta-se, ainda, que a oferta de práticas de autocuidado tem gerado impactos concretos no cotidiano das participantes, sendo observado que algumas mães, após o contato com as atividades apresentadas no projeto, passaram a se matricular em aulas e serviços ofertados no território, ampliando o cuidado consigo mesmas e fortalecendo sua autonomia.Por fim, evidencia-se o estímulo ao protagonismo dos participantes, que passam a se reconhecer como sujeitos ativos na busca por seus direitos e no desenvolvimento de estratégias de cuidado mais eficazes.
Recomenda-se iniciar com diagnóstico do território e envolver a equipe da APS desde o planejamento. É fundamental garantir espaço acolhedor, escuta qualificada e metodologia participativa. Trabalhar temas diversificados, incluindo autocuidado relacionado à beleza e valorização da autoestima, contribui para o engajamento e fortalecimento do protagonismo dos cuidadores. A personalização de itens e atividades demonstra que cada participante é reconhecido em sua individualidade, fortalecendo o vínculo e o sentimento de pertencimento. A articulação intersetorial amplia o acesso a serviços e direitos. Ofertar suporte para as crianças favorece a adesão. Por fim, manter a regularidade dos encontros e realizar avaliação contínua assegura a sustentabilidade e replicabilidade da prática.
Avenida Antônio Carlos, 757, Alvinópolis - MG, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO