Articulação intersetorial entre CRAS Vale do Sol e UBS do território: ampliação do acesso e fortalecimento do cuidado integral em área urbana e rural do município de Parauapebas

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Daniele Farias Costa

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Daniele Farias Costa

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A experiência foi desenvolvida no município de Parauapebas/PA, a partir da articulação entre o CRAS Vale do Sol (Tropical) e as unidades de saúde do território, incluindo a zona rural, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A matriz intersetorial foi construída com o objetivo de fortalecer o trabalho conjunto entre assistência social e saúde, ampliar o acesso da população aos serviços e qualificar o cuidado prestado às famílias e grupos em situação de vulnerabilidade. Embora o desafio inicial da matriz tenha sido relacionado à prevenção da gravidez na adolescência, as ações efetivamente desenvolvidas no período analisado concentraram-se, sobretudo, nas demandas imediatas que surgiram do atendimento integrado entre as equipes do CRAS e das UBS, voltadas à população idosa, às mães atípicas e à comunidade em geral, por meio de momentos de lazer com orientação sobre direitos, atividades de educação em saúde, atendimentos socioassistenciais, ações em sala de espera e mobilizações comunitárias com oferta de serviços essenciais. A experiência evidenciou a importância da atuação intersetorial para aproximar os serviços do território, fortalecer vínculos e promover respostas mais articuladas às necessidades sociais e de saúde da população.

A experiência surgiu da necessidade de reduzir barreiras de acesso da população aos serviços públicos e melhorar a articulação entre CRAS e UBS no território, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social e dificuldades de acesso, incluindo comunidades mais distantes e população da zona rural. Observou-se que muitas demandas dos usuários envolviam simultaneamente necessidades sociais e de saúde, exigindo respostas mais integradas, fluxos mais claros e maior cooperação entre os serviços. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como oportunidade para fortalecer os encaminhamentos, ampliar a presença das políticas públicas no território, facilitar o acesso a benefícios e direitos e promover acompanhamento mais compartilhado das famílias, considerando suas necessidades de forma integral.

A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre UBS e CRAS, mesmo com a execução parcial de algumas ações previstas. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se o aumento da interação entre as equipes, maior fluidez no trabalho conjunto, ampliação dos atendimentos e maior assistência aos usuários, que passaram a obter respostas mais rápidas para suas demandas sociais. Também foram observados redução de barreiras de acesso, maior alcance das ações no território, fortalecimento do vínculo familiar, aumento do acesso a benefícios eventuais, maior socialização dos usuários e mais encaminhamentos/acompanhamentos articulados das famílias em situação de vulnerabilidade. A matriz também favoreceu a construção de fluxos mais claros entre os serviços, contribuiu para o planejamento das ações e ajudou a identificar pontos de estrangulamento da rede, qualificando a atuação intersetorial no território.

Para a implementação de experiências semelhantes, recomenda-se iniciar com a identificação das principais vulnerabilidades do território e promover momentos de alinhamento entre CRAS e UBS para definição de prioridades, fluxos de atendimento e responsabilidades compartilhadas. É importante que as ações sejam planejadas de forma realista, reconhecendo as especificidades do território, considerando as condições concretas de acesso da população e a capacidade de articulação da rede local. Também é fundamental levar os serviços para mais perto da comunidade, por meio de ações no território, atividades em sala de espera, atendimentos integrados e momentos educativos que fortaleçam vínculos e ampliem o conhecimento da população sobre seus direitos. Outra orientação importante é manter comunicação contínua entre os serviços, registrar as ações realizadas e avaliar periodicamente os resultados, para que a intersetorialidade deixe de ser pontual e passe a compor o processo cotidiano de trabalho.

autor Principal

Daniele Farias Costa

danielleenf11@gmail.com

Enfermeira

Coautores

Daniele Farias Costa, Lorrany Sousa Lira, Geovane Silva Pinheiro, Angra Sousa Silva, Thayla Abreu de Aguiar, Leilane Souza de Jesus Alves Feitosa, Raimunda Silva Ribeiro Silveira, Thamires Santos Almeida, Aline Jéssica Furtado Serra Ribeiro, Waldete Santarém da Silva, Nakia Sampaio, Vera Passos, Lidenakia Sampaio, Hellem Elyana, Chystielle Gomes, Damião Ferreira da Silva, Danniele Mendes, Silva Rosane, Macia Gomes, Silvia Alves, Selma Araújo, Silvia Rosane, Luane Amorim, Silvias Mendes, Pollyana Veronica, Roseana Rosy de Araújo Gomes, Jorge Silva, Ana Damasceno, Àvila Fabiane, Mônica Alves, Gladys Tinoco, Lidyane Fernandes, Amatrice Araújo, Sônia Oliveira

A prática foi aplicada em

Parauapebas

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

R. E, 481 - Cidade Nova, Parauapebas - PA, 68515-000, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Daniele Farias Costa

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

20 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

16 abr 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos