Integração entre CRAS Altamiro Borba e UBS do território: ações intersetoriais de prevenção, cuidado e promoção da saúde em Parauapebas (PA)

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Marcilene Santiago Negrão Modesto

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Marcilene Santiago Negrão Modesto

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A experiência foi desenvolvida no município de Parauapebas/PA, a partir da articulação entre o CRAS Altamiro Borba, as UBS Jardim Canadá, Altamira, Palmares I e Jerônimo de Freitas, com participação do projeto Jovem Mobiliza, no contexto do Ciclo Saúde e Proteção Social (CSPS). A matriz intersetorial foi construída com o propósito de melhorar a oferta de serviços à comunidade e potencializar a integração entre as equipes da saúde e da assistência social. As ações envolveram planejamento conjunto, pactuação com escolas e outros parceiros do território, definição de pontos focais e desenvolvimento de atividades voltadas à prevenção, promoção da saúde e fortalecimento da rede de proteção social. Entre as experiências realizadas, destacam-se a roda de conversa sobre Janeiro Branco com servidores do CRAS, baile temático para idosos com oferta de vacinação, ações educativas nas escolas sobre prevenção da gravidez na adolescência, atividade comunitária de prevenção às ISTs, ações de promoção do bem-estar com idosos e o Dia D da campanha Março Lilás e Amarelo, com oferta articulada de serviços de saúde e assistência social. A experiência demonstrou a potência do trabalho intersetorial para ampliar o acesso, fortalecer vínculos entre equipes e usuários, e qualificar as respostas oferecidas às demandas do território.

A experiência surgiu da necessidade de qualificar a oferta de serviços à comunidade e superar a fragmentação entre as políticas de saúde e assistência social no território. Observou-se que diversas demandas dos usuários, especialmente de adolescentes, mulheres, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade, exigiam respostas mais articuladas, com melhor comunicação entre os serviços e maior integração entre as equipes. Também foi identificada a necessidade de ampliar ações preventivas e educativas, sobretudo em torno da gravidez na adolescência, da saúde mental, da saúde da mulher e da promoção do envelhecimento saudável. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como uma estratégia para alinhar responsabilidades, fortalecer o planejamento conjunto e promover um cuidado mais integral, eficiente e conectado às necessidades reais da população.

A experiência contribuiu de forma significativa para o fortalecimento da intersetorialidade entre UBS e CRAS. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a melhoria da comunicação entre as equipes, o fortalecimento dos vínculos entre os profissionais, o aumento da corresponsabilidade nas ações do território e a maior clareza sobre os serviços e responsabilidades de cada política pública. A matriz possibilitou o desenvolvimento de ações compartilhadas, reduziu retrabalho, ampliou a resolutividade das intervenções e favoreceu um atendimento mais qualificado aos usuários. Também foram observados ganhos na articulação entre SUS e SUAS, na atenção integral a populações vulneráveis, no fluxo de referência e contrarreferência e no fortalecimento da rede de proteção social. Além disso, as atividades educativas realizadas nas escolas e no território ampliaram o diálogo com adolescentes, mulheres, idosos e comunidade em geral, fortalecendo a prevenção, o acesso à informação e a aproximação entre serviços e população.

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com reuniões de alinhamento entre CRAS, UBS e demais parceiros do território, definindo objetivos comuns, público prioritário, fluxos de comunicação e responsabilidades compartilhadas. É importante investir em planejamento conjunto e manter canais permanentes de diálogo entre os serviços, inclusive por meios simples e ágeis, como grupos de WhatsApp e reuniões virtuais, quando isso facilita a articulação. Também é fundamental envolver escolas, lideranças locais e outros equipamentos da rede, especialmente quando as ações forem voltadas a adolescentes, mulheres ou famílias em situação de vulnerabilidade. Outra recomendação é combinar ações educativas, preventivas e assistenciais, para que o usuário encontre respostas mais completas em um mesmo processo de cuidado. A experiência mostra que o trabalho intersetorial se fortalece quando há compromisso institucional, comunicação contínua, valorização da troca de saberes e foco na realidade concreta do território.

autor Principal

Marcilene Santiago Negrão Modesto

marci_modesto@yahoo.com.br

Assistente Social

Coautores

Náyra Maia Marques Sanches, Raquel Brito dos Santos; Auracélia Simplício S. Araújo; Lediane da Paz Carneiro Gomes; Érica Vanessa da Silva Araújo; Adriel Bezerra de Oliveira; Nayra Bianca Alves Santos; Lorrany Cyntia Coimbra Neri; Leide Daiane Costa de Passos; Juliano Sousa; João Paulo Aquino; Carlos Eduardo.

A prática foi aplicada em

Parauapebas

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

R. E, 481 - Cidade Nova, Parauapebas - PA, 68515-000, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Marcilene Santiago Negrão Modesto

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

28 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 out 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos