A intersetorialidade entre CRAS Nova Carajás, UBS Adriano Walter e UBS Novo Brasil: fortalecendo ações de prevenção e promoção no território

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Alexandra Kethy de França

Alexsanrda Kethy de Franca

Alexandra Kethy de França

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A experiência foi desenvolvida no município de Parauapebas/PA, a partir da articulação entre o CRAS Nova Carajás, a UBS Adriano Walter de Oliveira Coelho e a UBS Novo Brasil, no contexto do Ciclo Saúde e Proteção Social (CSPS). A matriz intersetorial foi construída com o objetivo de ampliar a integração entre os setores, fortalecer a aproximação entre as equipes e qualificar ações de educação em saúde e cuidado compartilhado no território. A experiência envolveu reuniões intersetoriais para apresentação dos fluxos e das carteiras de serviços dos equipamentos, ações educativas sobre saúde da mulher e prevenção do câncer, atividades voltadas à valorização da pessoa idosa, intervenções escolares sobre prevenção da gravidez na adolescência no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE) e construção de Projetos Terapêuticos Singulares para situações de violência doméstica e vulnerabilidade social. Ao longo do processo, as equipes passaram a compartilhar mais informações, alinhar estratégias e construir respostas mais integradas às necessidades da população, fortalecendo a rede local de proteção social e saúde.

#saudeprotecaosocial
#articulacaoSUS-SUAS
#interSUS-SUAS

A experiência surgiu da necessidade de fortalecer a intersetorialidade no território, diante da dificuldade de levantamento e compartilhamento de informações sobre vulnerabilidades sociais e da fragmentação das respostas entre saúde e assistência social. Observou-se que adolescentes, mulheres, idosos e famílias em situação de violência ou vulnerabilidade necessitavam de um acompanhamento mais articulado, com fluxos mais claros entre os serviços e maior corresponsabilização entre as equipes. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como uma oportunidade de aproximar CRAS e UBS, organizar o trabalho conjunto, ampliar as ações preventivas e educativas e promover um cuidado mais integral, capaz de considerar simultaneamente as dimensões sociais, familiares e de saúde presentes no território.

A experiência contribuiu de forma significativa para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS e UBS. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a melhoria da integração entre os serviços, a ampliação da troca de informações entre as equipes e o fortalecimento da corresponsabilidade no acompanhamento dos usuários. As reuniões intersetoriais favoreceram maior clareza sobre os fluxos e as carteiras de serviços, reduzindo ações isoladas e qualificando os encaminhamentos. As ações educativas nas escolas ampliaram o diálogo com adolescentes sobre gravidez na adolescência, saúde sexual e reprodutiva, enquanto as atividades com mulheres e idosos fortaleceram o acesso à informação, à prevenção e ao cuidado em saúde. A realização de Projetos Terapêuticos Singulares também representou um avanço importante, ao possibilitar intervenções mais individualizadas e articuladas para famílias em situação de violência doméstica e vulnerabilidade social. Como resultado mais amplo, a experiência produziu atendimento mais integrado, maior eficiência dos serviços, fortalecimento da rede e mais integralidade no cuidado ofertado à comunidade.

Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com reuniões intersetoriais periódicas entre CRAS e UBS, com apresentação dos fluxos, carteiras de serviços e possibilidades de atuação conjunta. É importante definir pontos focais, manter canais permanentes de comunicação e construir ações voltadas ao enfrentamento das vulnerabilidades prioritárias do território, como adolescência, violência, saúde da mulher, envelhecimento e pessoas com deficiência. Também é fundamental envolver escolas e outros atores da rede quando as ações exigirem abordagem comunitária e preventiva. Outra recomendação é utilizar estratégias como estudo de caso e Projeto Terapêutico Singular para situações mais complexas, garantindo atendimento mais integral e personalizado. A experiência demonstra que a intersetorialidade se fortalece quando há diálogo contínuo, planejamento compartilhado, troca de saberes e compromisso coletivo com a proteção integral dos usuários.

autor Principal

Alexandra Kethy de França

Alexandrafrancasocial@gmail.com

Assistente Social

Coautores

Alexandra Kethy de França, Elisabeth Rodrigues Padilha, Luciana Carvalho Rodrigues, Janine Brasil Clordovil, Karla Viana Teixeira Pimentel, Keila Cristina Pinto Piazzera, Lorena Sousa da Silva, Leila da Silva Cabral, Karolyne Victoria Caetano de Souza, Jefson Almeida da Silva, Fernanda Nunes da Silva, Merilândia Pereira, Herica Silva Costa Aranha, Reizane do Carmo Santos, Vera Cristina Magalhães Mesquista, Silvana Pereira Dias, Suely Pereira Dias Queiroz, Vivia Reis Emidia da Rocha Baião, Meirilande Pereira da Silva Conceição, Alailson Alves da Costa Batista, Antonia Iraceli Vieira de Macedo de Sousa, Antonio Francisco Rocha Ferreira, Deyvianne Oliveira Sena Freios, Douglas de Jesus da Cruz, Ederson Teixeira Murada, Giceuvane Lopes Calcante, Jackline Santos Silva, Jalk Carneiro, Leandro Nascimento, Joseane Silva, Jucilene Rocha, Larissa dos Santos, Luma Gomes, Natalina Cunha, Ozeas de Carvalho, Reizane Santos, Sheila Alves, Silvana Dias, Suellen Gomes, Suely Queiroz, Thayna Carvalho, Vera Mesquita, Getulio Dallas Pedrosa de Souza, Alailson Alves, Antonia de Sousa, Juversi de Jesus, Priscila Silva Souza, Leidiane Oliveira, Antonio Francisco Ferreira, Claudia Andreia Almeida ,Jakline Machado de Sousa e Elinalva Ferreira

A prática foi aplicada em

Parauapebas

Pará

Norte

Esta prática está vinculada a

Rua E, no 481 - Cidade Nova, Parauapebas - PA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Alexandra Kethy de França

Conta vinculada

20 abr 2026

CADASTRO

20 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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