Perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico de indivíduos atendidos em serviço público de saúde voltado à profilaxia pré-exposição para o HIV na baixada fluminense (RJ)

ALINE RAMALHO

aline ramalho

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ALINE SANTOS RAMALHO TEIXEIRA BENEVENUTO

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Este estudo avaliou o perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico dos usuários de PrEP do ambulatório do Hospital Geral de Nova Iguaçu através de um questionário semi estruturado aplicado em uma amostra de conveniência. Esse questionário foi preenchido pelos próprios usuários de forma anônima garantindo assim confidencialidade dos dados .
Com esses dados traçamos um perfil do usuário de nosso serviço de PrEP, para assim conhecer esse usuário, melhorar o serviço, desenhar projetos para ampliação, corrigir fluxos, melhorando a assistência e capilaridade desta tecnologia.

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO, EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DE INDIVÍDUOS ATENDIDOS EM SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE VOLTADO À PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO PARA O HIV-PrEP, NA BAIXADA FLUMINENSE, RIO DE JANEIRO, BRASIL
Este estudo avaliou o perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico dos usuários de PrEP do ambulatório do Hospital Geral de Nova Iguaçu através de um questionário semi estruturado aplicado em uma amostra de conveniência. Esse questionário foi preenchido pelos próprios usuários de forma anônima garantindo assim confidencialidade dos dados .
Com esses dados traçamos um perfil do usuário de nosso serviço de PrEP, para assim conhecer esse usuário, melhorar o serviço, desenhar projetos para ampliação, corrigir fluxos, melhorando a assistência e capilaridade desta tecnologia.
Conhecer o perfil das pessoas usuárias de PrEP é de suma importância para os gestores locais, municipais, estaduais e para o Ministério da Saúde, pois, para eliminar qualquer agravo em saúde, é preciso conhecer os grupos de risco e as pessoas já afetadas pelo problema, seus comportamentos e suas características. Por conta disto, a proposta desta dissertação foi desenvolver um estudo sobre o serviço de PrEP referência na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, área de importância estratégica para este agravo, pois é uma região fragilizada socialmente, extremamente populosa e com vários problemas de acesso a saúde. Com um estudo epidemiológico dos usuários de PrEP da Baixada Fluminense poderemos avaliar quem são os atores envolvidos, os que já são participantes como usuários desta política pública e os que ainda não conseguiram ser trazidos para este cuidado.

Analisar o perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico de indivíduos atendidos no serviço voltado à profilaxia pré-exposição (PrEP) para o HIV do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI).

Descrever o perfil sociodemográfico, clínico e epidemiológico dos pacientes atendidos no serviço de PrEP do HGNI;

Elaborar um conjunto de recomendações para a equipe de PrEP do HGNI visando ampliar o acesso de subgrupos populacionais que não estejam representados em nosso estudo e que possa servir também para outros serviços com as mesmas características.

Participaram deste estudo 151 pessoas que procuraram o serviço para uma consulta de primeira vez ou de acompanhamento, durante o período de estudo. Como mostra a Tabela 1, os respondentes foram predominantemente do sexo masculino (97.3%). A faixa etária predominante foi de 25 a 39 anos (64%). As pessoas que se auto classificaram como tendo cor de pele preta e parda predominaram em nosso estudo, somados os dois grupos representam 66,6% de nossa amostra. Na avaliação quanto a escolaridade, observamos que 87,3% estudaram 12 ou mais anos e, destes, cerca de 47% têm ensino médio completo e 30,0 % ensino superior completo. Quanto às atividades laborativas, 61,6% têm emprego formal e 21,9% são autônomos, somente 6% estão desempregados. Com relação à renda mensal, 31% relataram receber entre R$1.200,00 e R$2.000,00 por mês, 15,9% entre R$2.001,00 a R$3.000 ao mês e 21,2% referiram ganhar mais de R$ 4000. Sobre a composição domiciliar e as características de moradia, 40% dos participantes referiu morar sozinho e 54,1% com 2 a 4 pessoas. 76,2% das pessoas registraram morar em casas de 5-9 cômodos. A maioria dos participantes (58,7%)mora em Nova Iguaçu e os demais são moradores de cidades vizinhas, especialmente aquelas da Baixada Fluminense, com destaque para o município de Belford Roxo.
ao abordar a orientação e práticas sexuais, grande parte dos usuários referiu ser “gay”, tendo 88,7% dos respondentes informando ter relações com homens. Em termos de número de parceiros e das práticas sexuais, cerca de 40% tiveram até 2 parceiros e 41,7% tiveram de 3-5 parcerias sexuais nos últimos 3 meses. Quanto às práticas sexuais, boa parte da amostra (56,3%) referiu praticar sexo oral e anal. Quase a metade da amostra afirmou serem ativos e passivos durante a relação sexual. Cerca de 30% dos indivíduos encontram seus parceiros exclusivamente em sites de relacionamento online, entretanto, quando incluímos pessoas que também têm outras estratégias de busca de parcerias, este percentual sobe para 43%.
Quando questionados sobre ter tido nos últimos 3 meses uma parceria sexual HIV positiva, 17,4% responderam que haviam tido. Chama a atenção a grande parcela de indivíduos que afirmou não saber sobre o status sorológico do parceiro (38,9%). Cerca de metade dos indivíduos (51,7%) reportou ter relacionamentos afetivo-sexuais abertos, pois seus parceiros haviam tido outros parceiros. Sobre sexo em troca de benefícios ou dinheiro, 30 dos 151 ao abordar a orientação e práticas sexuais, grande parte dos usuários referiu ser “gay”, tendo 88,7% dos respondentes informando ter relações com homens. Em termos de número de parceiros e das práticas sexuais, cerca de 40% tiveram até 2 parceiros e 41,7% tiveram de 3-5 parcerias sexuais nos últimos 3 meses. Quanto às práticas sexuais, boa parte da amostra (56,3%) referiu praticar sexo oral e anal. Quase a metade da amostra afirmou serem ativos e passivos durante a relação sexual. Cerca de 30% dos indivíduos encontram seus parceiros exclusivamente em sites de relacionamento online, entretanto, quando incluímos pessoas que também têm outras estratégias de busca de parcerias, este percentual sobe para 43%.
Quando questionados sobre ter tido nos últimos 3 meses uma parceria sexual HIV positiva, 17,4% responderam que haviam tido. Chama a atenção a grande parcela de indivíduos que afirmou não saber sobre o status sorológico do parceiro (38,9%). Cerca de metade dos indivíduos (51,7%) reportou ter relacionamentos afetivo-sexuais abertos, pois seus parceiros haviam tido outros parceiros. Sobre sexo em troca de benefícios ou dinheiro, 30 dos 151 ao abordar a orientação e práticas sexuais, grande parte dos usuários referiu ser “gay”, tendo 88,7% dos respondentes informando ter relações com homens. Em termos de número de parceiros e das práticas sexuais, cerca de 40% tiveram até 2 parceiros e 41,7% tiveram de 3-5 parcerias sexuais nos últimos 3 meses. Quanto às práticas sexuais, boa parte da amostra (56,3%) referiu praticar sexo oral e anal. Quase a metade da amostra afirmou serem ativos e passivos durante a relação sexual. Cerca de 30% dos indivíduos encontram seus parceiros exclusivamente em sites de relacionamento online, entretanto, quando incluímos pessoas que também têm outras estratégias de busca de parcerias, este percentual sobe para 43%.
Quando questionados sobre ter tido nos últimos 3 meses uma parceria sexual HIV positiva, 17,4% responderam que haviam tido. Chama a atenção a grande parcela de indivíduos que afirmou não saber sobre o status sorológico do parceiro (38,9%). Cerca de metade dos indivíduos (51,7%) reportou ter relacionamentos afetivo-sexuais abertos, pois seus parceiros haviam tido outros parceiros. Sobre sexo em troca de benefícios ou dinheiro, 30 dos 151ao abordar a orientação e práticas sexuais, grande parte dos usuários referiu ser “gay”, tendo 88,7% dos respondentes informando ter relações com homens. Em termos de número de parceiros e das práticas sexuais, cerca de 40% tiveram até 2 parceiros e 41,7% tiveram de 3-5 parcerias sexuais nos últimos 3 meses. Quanto às práticas sexuais, boa parte da amostra (56,3%) referiu praticar sexo oral e anal. Quase a metade da amostra afirmou serem ativos e passivos durante a relação sexual. Cerca de 30% dos indivíduos encontram seus parceiros exclusivamente em sites de relacionamento online, entretanto, quando incluímos pessoas que também têm outras estratégias de busca de parcerias, este percentual sobe para 43%. Quando questionados sobre ter tido nos últimos 3 meses uma parceria sexual HIV positiva, 17,4% responderam que haviam tido. Chama a atenção a grande parcela de indivíduos que afirmou não saber sobre o status sorológico do parceiro (38,9%). Cerca de metade dos indivíduos (51,7%) reportou ter relacionamentos afetivo-sexuais abertos, pois seus parceiros haviam tido outros parceiros. Sobre sexo em troca de benefícios ou dinheiro, 30 dos 151respondentes responderam sim, o que corresponde a 19,9% da amostra. Destes, cerca de 80% referiram que fizeram no máximo 2 vezes nos últimos 6 meses.
Sobre uso de métodos de prevenção para IST, 31% referiram usar sempre, 31% a maioria das vezes. Vendo de outro modo, quase 70% da amostra relatou não usar “sempre”. Em relação aos métodos de prevenção que usa ou já usou, praticamente toda a amostra já utilizou a camisinha masculina, sendo que 33,1% referiram usar apenas a camisinha e 47% referiram utilizar camisinha e PrEP. Quando somamos os percentuais das combinações que incluem a PrEP, percebe-se que 60,8% dos participantes já faziam uso de PrEP no momento da consulta. Focalizando apenas os últimos três meses, percebe-se que ainda é alto o percentual que teve mais de uma relação sexual sem uso de camisinha.
53% dos nossos usuários referiu ter tido alguma IST, sendo a Sífilis a IST mais prevalente, já que 58 participantes (38,4%) referiram ter tido sífilis pelo menos uma vez na vida, exclusivamente ou associada a outras ISTs. Todos os respondentes tinham realizado testes de ISTs no último ano, sendo que cerca de metade dos participantes havia feito de 3 a 5 vezes. Conversas sobre IST e HIV fazem parte de uma rotina com os parceiros afetivos/sexuais para 35,8% dos nossos respondentes. Quase a totalidade dos pacientes já haviam ouvido falar de PEP e já tinham ouvido explicações sobre PrEP. Quando questionados sobre conhecerem os termos “carga viral indetectável e intransmissível”, 90,7% responderam que já haviam ouvido falar. Quando indagados sobre uso de bebida alcoólica, 75,5% registraram que bebiam.atualmente, sendo a cerveja e os destilados as bebidas mais consumidas. Cerca de 63% referiram tomar cerveja, enquanto 52% relataram fazer uso de destilados isoladamente ou em combinação com outras bebidas. Em termos de frequência do consumo, a maior parte referiu beber no máximo algumas vezes ao mês.
Questionados sobre uso de drogas, a maconha foi a droga ilícita mais utilizada, atualmente (14,7%) ou alguma vez na vida (46,0%). Apenas 5 participantes referiram usar outras drogas no momento da pesquisa, enquanto 15 pacientes já haviam experimentado cocaína, 3 indivíduos registraram ter usado metanfetamina e 5 usado GHB. Cerca de 92% negaram uso de poppers. Na pergunta sobre uso de aditivos, existia a possibilidade de os respondentes indicarem o consumo de outras substâncias e somente 2% relataram uso de LSD, lança perfume, MDMA, Ayhuasca e Extasy (bala/balinha). Praticamente ¾ dos indivíduos negaram uso de medicamentos para ereção e somente 5% faz uso frequente destes medicamentos.

Como visto ao longo de toda pesquisa, prevenção é um assunto complexo. As práticas se relacionam com diferentes fatores, dentre os quais os sociais, comportamentais, os relacionados à psiquê e ao momento vivido pelos individuos, dentree outros. Por isto a importância da mandala de prevenção preconizada pela OMS e demais instituições. Um grande avanço para prevenção foi a descoberta já citada em nosso texto que I=I , indetectável é igual a intransmissível. Isso possibilitou as PVHIV uma vida mais “ leve” quando se fala de relacionamentos e vida sexual. Também possibilitou gerar a recomendação de que todos as PVHIV fossem tratadas, diminuindo assim a cadeia de transmissão do vírus. Estudos sobre sobre comportamentos e perfil sociodemográfico dos usuários de PrEP são fundamentais para basear o planejamento de ações de prevenção que tenham amplo alcance e que tenham a adesão das populações mais vulneráveis.
Após nosso estudo, houve a possibilidade de avaliar quem eram nossos usuários e ações visando a ampliação da cobertura da PrEP na cidade de Nova Iguaçu e cidades vizinhas foram programadas. Avaliamos também nosssas potencialidades e nossas dificuldades. Com essa análise pudemos traçar metas e projetos com maior potencial para ampliar e qualificar o serviço em nosso município. Como desdobramentos desta pesquisa, já temos várias ações em andamento e outras já programada. Uma das ações é o projeto no corre da prevenção onde teremos um ônibus levando a PrEP para áreas vulnerabilizadas do municío de Nova Iguaçu- um consultório móvel de PrEP.
Por fim, em um local tão densamente povoado, vulnerabilizado e extenso em território, como a Baixada Fluminense, é necessário somar estratégias e não contar somente com um único plano de ação para fortalecer políticas públicas de prevenção do HIV. Caso contrário, metas não são atingidas e os resultados não são como o esperado. Somar forças entre instituições; realizar troca de saberes; fortalecer o conhecimento popular; trabalhar na promoção da saúde; ouvir e se reunir com as lideranças da comunidade; chamar os atores que estão envolvidos para discussões de melhores estratégias a serem empregadas; mapear o território junto com as lideranças procurando onde se encontra o público-alvo, bem como seus horários de melhor acesso; tudo isso está envolvido na ampliação da PrEP no Brasil. Tais iniciativas visam a ampliação da oferta e do acesso. Encarar a expansão da PrEP como meta de diminuição do número de contaminações de HIV por ano em nosso país é fundamental para o enfrentamento do HIV. Precisamos promover saúde ao invés de tratar doenças.

autor Principal

ALINE RAMALHO

alineramalhopesquisa@gmail.com

diretor do departamento de IST, HIV e Pesquisa do HGNI

Coautores

Aline Ramalho, Cláudia Leite de Moraes, Yasmin Araujo, Jacob Milnor, Camilla Formoso, Cíntia Paiva, Katrini Guidolini Martinelli

A prática foi aplicada em

Nova Iguaçu

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Av. Henrique Duque Estrada Meyer - Posse, Nova Iguaçu - RJ, 26030-380, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

ALINE SANTOS RAMALHO TEIXEIRA BENEVENUTO

Conta vinculada

11 nov 2025

CADASTRO

11 nov 2025

ATUALIZAÇÃO

01 ago 2024

inicio

13 abr 2025

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos