favor seguir as recomendações abaixo:
A implantação das ovitrampas no município de Volta Redonda configurou-se como uma estratégia essencial para o aprimoramento das ações de vigilância entomológica e controle do Aedes aegypti. As armadilhas, destinadas à coleta de ovos do vetor, possibilitaram a obtenção de dados mais precisos quanto à distribuição espacial e aos índices de infestação, permitindo a identificação de áreas prioritárias (hotspots) para intervenção.
Com base na análise sistemática dos resultados gerados, foi instituída a realização de forças-tarefa semanais nos bairros com maiores índices de positividade. Essas ações foram planejadas de forma integrada, contando com a atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e a colaboração dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), fortalecendo a articulação entre a Vigilância Ambiental e a Atenção Primária à Saúde.
As intervenções desenvolvidas abrangeram atividades educativas e operacionais, incluindo orientações à população em salas de espera das unidades de saúde, mobilização social por meio de carro de som, vistorias domiciliares com foco na identificação e eliminação de criadouros, além do recolhimento de materiais inservíveis. Adicionalmente, foram mapeados pontos críticos com potencial de proliferação do vetor, possibilitando a adoção de medidas direcionadas para mitigação e resolução dos problemas identificados.
Destaca-se que a estratégia adotada promoveu maior integração entre as equipes, ampliou o alcance das ações de educação em saúde e contribuiu para o fortalecimento do vínculo com a comunidade. Dessa forma, as ações passaram a apresentar maior efetividade, com intervenções mais oportunas, direcionadas e sustentáveis no enfrentamento das arboviroses no município.
No período consolidado durante a semana 48 e 49, indicou elevada infestação do Aedes aegypti em Volta Redonda, com 59% de positividade das armadilhas (IPO), e 69 índice de densidade de ovos (IDO) na primeira semana e, 67% de IPO, IDO 70 na segunda semana. Foram analisados 850 armadilhas, contabilizando ao todo 37.314 ovos. Sendo que 132 armadilhas apresentaram mais de 100 ovos. Conseguimos identificar locais de grandes circulações que apresentaram contagem significativa de ovos de Aedes aegypti, e concentram grande fluxo de pessoas, como unidades de saúde, escolas e outras repartições públicas, aumentando o risco de transmissão de arboviroses, portanto, representaram pontos estratégicos que requereram ações imediatas de controle vetorial.
Os resultados reforçam a importância das ovitrampas como ferramenta estratégica de vigilância entomológica, orientando ações focalizadas de controle vetorial e prevenção.
Como principais vantagens, destaca-se a alta sensibilidade do método, permitindo identificar a circulação do mosquito antes mesmo da observação de formas imaturas em criadouros convencionais. Além disso, trata-se de uma ferramenta de baixo custo, de fácil instalação e manutenção, o que favorece sua aplicação em larga escala. As ovitrampas também contribuem para o direcionamento mais eficiente das ações de controle, subsidiando o planejamento das equipes de campo com base em dados mais precisos.
De modo geral, as ovitrampas configuram-se como uma importante ferramenta complementar às ações de vigilância e controle vetorial, sendo fundamental o investimento contínuo em capacitação das equipes e na organização operacional para potencializar seus resultados no município.
A partir dos resultados obtidos com o monitoramento por ovitrampas no ano de 2025, foram desenvolvidas ações direcionadas conforme a positividade e a densidade de ovos identificadas nas áreas monitoradas, com o objetivo de otimizar o controle do vetor e reduzir o risco de transmissão de arboviroses.
Foram realizadas:
• Estratificação de risco no território, possibilitando a priorização de áreas com maior índice de positividade;
• Intensificação das visitas domiciiares;
• VD das áreas quentes reforçando com olhar mais critico dentro do grid;
• Mobilização com entrega de telas para caixa d’água sem tampas.
• Acompanhamento para resolução de pontos críticos;
• Panfletagem e conscientização dos moradores;
• Educação e saúde nas escolas e CRAS, com teatro e palestras.
• Trabalho com a SMI (Secretaria Municipal de Infraestrutura), com uso de caçambas, caminhões recolhimento de pneus e inservíveis.
• Trabalho com a SECOM (Comunicação), com a utilização do drone, vídeo educativo.
• Força tarefa nos bairros com índice alto para as armadilhas;
• Sala de espera dentro das Unidades de Saúde dos bairros;
• Varredura nos bairros que não eram prioritários.
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