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SOBERANIA POPULAR NO SUS: A CONSOLIDAÇÃO DOS CONSELHOS LOCAIS DE SAÚDE EM NITERÓI.

Raphael Borges Gomes

Raphael Borges

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A prática de Institucionalização e Fortalecimento dos Conselhos Locais de Saúde em Niterói consiste na descentralização da participação social para além do Conselho Municipal de Saúde ja garantido pela Legislação, deslocando o eixo propositivo/decisório da gestão pública para os territórios onde a vida acontece. Em um cenário de 52 bairros com marcadas diferenças socioespaciais, a iniciativa estabeleceu uma rede de cogestão entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Conselho Municipal de Saúde (CMS), a Secretaria de Participação Social (SEMPAS) e a sociedade. O processo teve início em 2021, em meio aos desafios da pandemia de COVID-19, com a criação de conselhos em unidades estratégicas como o Hospital Oceânico Gilson Cantarino e, de forma inovadora, no Consultório na Rua. Este último permitiu que populações historicamente invisibilizadas (cidadãos em situação de rua) passassem a formular diretrizes para as políticas públicas, integrando suas necessidades ao Plano Municipal de Saúde Participativo (PMSP 22-25). Atualmente, a prática conta com 17 conselhos ativos, abrangendo desde Policlínicas Regionais até Unidades de Médico de Família. Com a expansão prevista para 2026 em unidades de alta complexidade e maternidade, Niterói consolida uma governança que não apenas entrega serviços de saúde, mas promove o exercício de cidadania através da justiça distributiva e do respeito aos direitos humanos. Esta prática demonstra que o Sistema Único de Saúde (SUS) é, em sua essência, a ferramenta mais potente de democracia direta e inclusão social em solo brasileiro.

Fortalecer a democracia participativa e a cogestão no SUS Niterói através da capilarização do controle social nos territórios.
Qualificar conselheiros locais para o exercício da cidadania ativa; institucionalizar a escuta qualificada como insumo para o Planejamento Municipal de Saúde; e garantir a sustentabilidade da participação social via marcos regulatórios permanentes.

Graças à prática, conseguimos institucionalizar o controle social em 17 territórios estratégicos, impactando diretamente a governança da saúde em Niterói. O principal resultado é a transição de uma gestão centralizada para um modelo de cogestão territorializada, onde as demandas das comunidades da cidade são processadas em tempo real. Estima-se que a prática beneficie toda a população usuária do SUS no município, com foco especial nos grupos mais vulneráveis atendidos pelas Unidades de Médico de Família e pelo Consultório na Rua.
O impacto nas políticas públicas é concreto: as diretrizes emanadas dos Conselhos Locais foram o alicerce para a construção dos Planos Municipais de Saúde Participativo (22-25) e (26-29), garantindo que o orçamento público responda a necessidades reais, como a expansão de serviços de saúde mental e saúde da mulher. Na administração da Fundação Municipal de Saúde, a prática otimizou o funcionamento das unidades ao reduzir conflitos e aumentar a transparência na aplicação de recursos.
A implementação contribuiu decisivamente para a permanência da democracia participativa ao criar uma camada de proteção institucional (via Resoluções SMS/CMS) que independe de trocas de gestão

O acompanhamento e a sustentabilidade da prática foram assegurados através de sua institucionalização normativa e do suporte técnico contínuo da SMS. A continuidade é garantida por resoluções do CMS publicadas em Diário Oficial, tornando os Conselhos Locais parte integrante da estrutura organizacional do SUS em Niterói. O monitoramento ocorre via acompanhamento das atas das reuniões mensais e pelos indicadores do Plano Municipal de Saúde Participativo.
Os desafios, como a rotatividade de lideranças, são enfrentados com a Qualificação Permanente em parceria com a SEMPAS, CNS etc. O feedback dos territórios é integrado ao planejamento anual, permitindo que a prática se adapte a novas demandas, como a expansão prevista para 2026 em unidades críticas (Maternidade e Hospital Psiquiátrico). Essa adaptabilidade garante que a prática não seja estática, mas um organismo vivo que evolui conforme as necessidades epidemiológicas e sociais de Niterói, assegurando resiliência institucional e social.

autor Principal

Raphael Borges Gomes

raphael_borges@yahoo.com

Sanitarista

Coautores

Raphael Borges Gomes, Luiza Elena Lopes, André Luiz Coutinho, Maria Eduarda Guedes

A prática foi aplicada em

Niterói

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Av. Ernani do Amaral Peixoto - Centro, Niterói - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Raphael Borges Gomes

Conta vinculada

24 mar 2026

CADASTRO

24 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

01 jan 2021

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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