Apesar dos avanços proporcionados pela terapia antirretroviral, pessoas vivendo com HIV (PVHIV) ainda enfrentam complicações neurológicas decorrentes de infecções oportunistas, como a neurotoxoplasmose. Além dos impactos funcionais, persiste o estigma social e a discriminação, fatores que dificultam a adesão ao tratamento, a participação em serviços de saúde e a reintegração social.
Esta experiência teve como objetivo geral: Promover reabilitação multiprofissional integrada a estratégias de enfrentamento ao estigma e de promoção dos direitos humanos de PVHIV. Ja os objetivos específicos foram melhorar a funcionalidade motora, cognitiva e comunicacional dos usuários, favorecer a independência nas atividades de vida diária, reduzir perdas de seguimento por meio do fortalecimento do vínculo terapêutico e promover espaços de acolhimento e diálogo sobre direitos humanos e igualdade.
Apesar dos avanços proporcionados pela terapia antirretroviral, pessoas vivendo com HIV (PVHIV) ainda enfrentam complicações neurológicas decorrentes de infecções oportunistas, como a neurotoxoplasmose. Além dos impactos funcionais, persiste o estigma social e a discriminação, fatores que dificultam a adesão ao tratamento, a participação em serviços de saúde e a reintegração social.
As ações desenvolvidas no âmbito do Serviço de Atenção Especializada – Casa Dia têm proporcionado resultados relevantes para os usuários e suas famílias. Observa-se uma melhora funcional significativa dos pacientes acompanhados, reflexo do cuidado multiprofissional e das estratégias terapêuticas voltadas à promoção da autonomia e da qualidade de vida. Esse processo também contribuiu para a redução da evasão do tratamento, favorecida pelo fortalecimento do vínculo terapêutico, que cria um ambiente de confiança e continuidade no cuidado.
Outro aspecto importante refere-se aos relatos de usuários que expressam maior segurança e confiança para retomar atividades sociais, educacionais e laborais, o que representa um impacto direto na inclusão e participação social. Esse avanço evidencia não apenas ganhos individuais, mas também a ampliação das oportunidades de integração comunitária.
A participação de familiares nas ações de cuidado tem se mostrado crescente, favorecendo a construção de um ambiente mais acolhedor e livre de preconceito. O envolvimento da rede de apoio é fundamental para a adesão ao tratamento e para a quebra de barreiras sociais, fortalecendo a perspectiva de cuidado integral e compartilhado.
Por fim, destaca-se a consolidação do SAE – Casa Dia como um espaço de acolhimento, que ultrapassa a dimensão clínica e se consolida como local de promoção de igualdade e respeito. O serviço tem se configurado não apenas como referência terapêutica, mas também como espaço de diálogo e enfrentamento ao estigma, contribuindo para o fortalecimento da cidadania e para a valorização da diversidade
A implementação do programa de Reabilitação Multiprofissional revelou lições valiosas. A abordagem integrada, centrada no cuidado humanizado, mostrou-se essencial para fortalecer vínculos terapêuticos e promover adesão ao tratamento. Estratégias como grupos de apoio, educação em saúde e uso de tecnologias assistivas ampliaram a participação social e reduziram o estigma. Contudo, desafios como a necessidade de maior sensibilização da comunidade, superação de barreiras estruturais e garantia de continuidade do cuidado evidenciam que a promoção de direitos requer articulação permanente entre equipe, usuários e rede de apoio, consolidando o serviço como espaço de acolhimento, cidadania e respeito à diversidade.
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