favor seguir as recomendações abaixo:
A experiência consiste na reorganização do processo de trabalho da Vigilância em Saúde Ambiental em Barra Mansa (RJ), por meio da integração territorial dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) às Unidades Básicas de Saúde (UBS), em atuação articulada com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
O modelo adota territorialização fixa por microárea, inserindo o ACE na rotina da Atenção Básica, com participação em reuniões de equipe, ações educativas e planejamento conjunto. Essa estratégia fortalece o vínculo com a população, amplia o acesso domiciliar, especialmente em imóveis com histórico de recusa, e qualifica o fluxo de informações para resposta oportuna a situações de risco, como casos suspeitos de arboviroses.
Implantado de forma gradual, com equipe piloto e expansão progressiva, o projeto alcançou cobertura quase municipal sem aumento direto de custos, sustentado pela reorganização do processo de trabalho, fortalecimento da governança e integração efetiva entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica.
O município enfrentava limitações no controle das arboviroses, marcadas por elevado número de imóveis fechados e recusas, além de fragmentação entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica. O modelo operacional vigente, baseado em cobertura por bairros e alta rotatividade das equipes, fragilizava o vínculo com a população, comprometia a responsabilização territorial e reduzia a efetividade das ações. Esse cenário evidenciou a necessidade de reorganizar o processo de trabalho com foco na territorialização, integração e resposta mais ágil às demandas do território.
A prática resultou na redução consistente de pendências em visitas domiciliares e no aumento progressivo da cobertura, com melhoria expressiva na qualidade das ações. Destacam-se o fortalecimento do vínculo com a comunidade, maior aceitação das visitas, ampliação do acesso a imóveis anteriormente inacessíveis e resposta mais ágil a casos suspeitos. Houve ainda integração efetiva entre ACE e ACS, qualificação do fluxo de informações e mudanças positivas na cultura organizacional, com maior autonomia, responsabilização territorial e redução de conflitos operacionais.
Recomenda-se iniciar com projeto piloto, permitindo ajustes antes da expansão. A definição de microáreas fixas para os ACE é essencial para fortalecer vínculo e responsabilização territorial. A integração efetiva com os ACS potencializa o acesso domiciliar e a resolutividade das ações. É fundamental garantir supervisão técnica ativa, alinhamento com a Atenção Básica e fluxos claros de comunicação. Também se recomenda prever condições mínimas de estrutura nas UBS para suporte às atividades dos profissionais.
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