Olá,

Visitante

o Comitê de Prevenção ao Óbito Materno, Infantil e Fetal como Potencializador da Vigilância e Intervenções em Saúde na 28ª Região de Saúde do Rio Grande do Sul

A redução da mortalidade materna, infantil e fetal é um grande desafio para os municípios. Sua análise e acompanhamento ainda não foram totalmente incorporados às rotinas dos serviços ou até inexistem, sobretudo em relação ao óbito fetal. o presente trabalho demonstra a atuação do Comitê Regional de Prevenção ao Óbito Materno, Infantil e Fetal, na investigação dos referidos óbitos, na 28ª Região de Saúde do Rio Grande do Sul, no período de 2007 a 2017. Tal atuação possui importância significativa no apoio prestado aos municípios na coleta, consolidação, análise e disseminação dos dados, visando o planejamento e implementação de medidas para prevenção e controle dos agravos, principalmente de causas evitáveis, situações fora do padrão ou repetitivas. Com o acompanhamento sistemático dos dados, é possível a produção de estatísticas vitais passíveis de subsidiar ações intersetoriais que busquem a qualidade e a integralidade da assistência ao ciclo gravídico-puerperal na Rede Cegonha.

Caracterizar as atividades realizadas pelo Comitê Regional da 28º Região de Saúde do Rio Grande do Sul como potencializador da Vigilância Epidemiológica e de intervenções em saúde. Trata-se de estudo exploratório descritivo com dados originados das atas das reuniões e do acesso aos bancos de dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), BI e DATASUS. como critério de inclusão foi estabelecido a inserção de todos os Óbitos Maternos, Infantis e Fetais ocorridos na 28ª Região de Saúde do RS, no período de 2007 a 2017, com Declaração de Óbito no SIM. as variáveis selecionadas foram o número de nascimentos, data do óbito e data da conclusão da ficha síntese. as informações foram compiladas em tabela Excel® para visualização do quantitativo de ações executadas regionalmente. como medidas descritivas foram utilizadas frequências absolutas e relativas. Garantido sigilo e confidencialidade em todas as etapas do estudo.

Os dados apontam estabilidade da taxa de mortalidade materna, leve declínio na taxa de mortalidade infantil e elevação no indicador de mortalidade fetal. Ocorreu a melhora significativa do indicador de investigação dos óbitos, passando de 7,3% em 2007 para 100% em 2017 para os óbitos infantis e fetais e de 0% em 2007 para 100% em 2017 nos óbitos maternos. Fica evidente a importância do ciclo de vigilância dos óbitos desenvolvido pelo Comitê Regional, pois os dados gerados são importante fonte de planejamento e desenvolvimento de ações de intervenção, controle e monitoramento das demandas em saúde nas equipes que compõem a rede intersetorial e contribuindo para a integralidade do cuidado o fortalecimento da atenção.A vigilância dos óbitos maternos, infantis e fetais realizada pelo Comitê Regional é uma importante estratégia na promoção de intervenções em saúde. Proporciona visibilidade às taxas de mortalidade, promove a avaliação crítica dos eventos, contribui para qualificação do registro dos óbitos, possibilita o aumento da sensibilidade aos casos e a adoção de medidas para sua prevenção, principalmente os de causa potencialmente evitável, por todos os pontos de atenção da Rede Cegonha.

Principal

Louana Theisen

louana-theisen@saude.rs.gov.br

Coautores

Andrielle Teixeira Oliveira, Marta Regina Mueller,

A prática foi aplicada em

Santa Cruz do Sul

Rio Grande do Sul

Sul

Instituição

Rua Encantado, 87 Apto 604 Bairro Avenida Cep 96815-240 Santa Cruz Do Sul - Rs

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

Arita Bergmann

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

23 set 2023

e atualizada em

23 set 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

nenhuma

Você pode se interessar também

Práticas
Vigilância e Controle da Febre Amarela na Coordenadoria Regional de Saúde Sul do Município de São Paulo
São Paulo
Práticas
Sucessus 2018: Nossa Equipe É Show! – Valorização do Trabalhador do SUS e das Experiências Inovadoras no Cuidado em Saúde na Região de Vila Prudente/Sapopemba, Município de Sp
São Paulo
Práticas
Experiência de des institucionalização: o Resgate da Cidadania e da Dignidade no Relato de Profissionais e Pacientes
São Paulo
Práticas
Educação Permanente em Saúde Diária como Estratégia de Sustentação na Integração Entre Equipes Técnicas Distintas – Atenção Básica e Vigilâncias
São Paulo
Práticas
Avaliação Interdisciplinar e Diagnóstico Diferencial – Mobilização na Busca de uma Linha de Cuidado Assertiva no Cer de São Bernardo do Campo
São Paulo
Práticas
Intervenção do Farmacêutico do Nasf no Uso Irracional de Antiinflamatórios Não Esteroidais (Aines), uma Experiência da Ubs União
São Paulo
Práticas
Tecendo Redes: uma Experiência de Articulação do Trabalho em Rede Intersetorial em um Território de Saúde no Município de Assis/Sp
São Paulo
Práticas
Empoderamento Social em Defesa do SUS no Município de des calvado – Sp
São Paulo
Práticas
A Experiência de Implantação da Política de Saúde Integral para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Lgbt) na Região Central do Município de São Paulo
São Paulo
Práticas
des envolvimento da Gestão de Custos no SUS em São José do Rio Preto
São Paulo