NUTRIDINHOS: OFICINA TERAPÊUTICA NUTRICIONAL TRATANDO SELETIVIDADE ALIMENTAR EM CRIANÇAS COM TEA

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LAIS MARTINS BARROS SILVA

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LAIS MARTINS BARROS SILVA

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A seletividade alimentar é uma questão prevalente nas crianças atípicas, trazendo consigo importantes condições que impactam o crescimento e o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional destas crianças, com prejuízos ainda no âmbito escolar e familiar, gerando preocupações e dificuldades legítimas para as crianças e suas famílias. Clinicamente, inúmeras crianças apresentam problemas intestinais, hepáticos, físicos e até psicológicos pelo fato de possuírem uma dieta restrita e padronizada. É imprescindível, desta forma, uma intervenção nutricional que seja aplicável, considerando as limitações sensoriais destas crianças, e ao mesmo tempo eficiente, entregando o que é necessário para a melhora destes quadros. O CAPSi localizado no município de Cuité, atende crianças dos 3 aos 18 anos, sendo um serviço regional com 700 usuários ativos, dos quais a maior parcela tem diagnóstico de TEA e TDAH. A partir do atendimento clínico nutricional, observou-se grande frequência de referência, pelas famílias, da seletividade alimentar como causa principal de prejuízos nutricionais e até clínicos. Diante disto, foi planejada e desenvolvida uma Terapia Nutricional que considerasse os dados clínicos das crianças, mas que trabalhasse os aspectos neurocognitivos, emocionais, sensoriais e nutricionais que estão além do alcance de uma consulta. Nomeada de “Nutridinhos”, a oficina nasce da necessidade de um tratamento com arcabouço clínico, mas de efeito terapêutico, propiciando a experimentação e tratando a neofobia. Desde sua implantação somaram-se muitos resultados relatados pelas mães e pelas próprias crianças, que celebram e relatam nas oficinas o novo alimento inserido na alimentação. A melhora na seletividade, por sua vez, gera ganhos que vão desde a socialização para a criança que agora aceita a refeição da escola ou da família, até aos aspectos clínicos que respondem positivamente ao melhor padrão alimentar.

Objetivo geral: Tratamento da seletividade alimentar considerando seus aspectos não apenas clínicos, mas emocionais, sensoriais, sociais e nutricionais de forma eficiente e participativa. Objetivos específicos: Atenuação da sensibilidade sensorial à texturas dificilmente aceitas por este público, como pastosas e fibrosas através de sua exposição controlada. Atuação de forma orgânica no enrijecimento cognitivo e sensorial, provocando independência e exploração de acordo com os limites individuais. Provocação de curiosidade pelo novo, combatendo a neofobia e estimulando sentidos que estão ligados ao paladar, como tato e olfato como caminho até a possibilidade da experimentação. Exposição contínua para estabelecer relação de intimidade e familiaridade com os alimentos. Implementação da boa relação com a alimentação, considerando seu aspecto emocional, o que pode prevenir quadros de compulsão alimentar e outros transtornos alimentares a que este público possa estar mais vulnerável. Melhoria do padrão alimentar e por fim adequação à uma alimentação condizente com as necessidades nutricionais individuais. Promoção de confiança e segurança sensorial suficiente para estimulá-los aos desafios sensoriais em outros aspectos da vida.

Os resultados iniciaram pela aceitação de frutas, a exemplo do melão e da manga, que são de difícil adesão por este público, a primeira, pelo fato de possuir uma textura e sabor considerados medianos, a segunda pela textura fibrosa. Este dado tem importância clínica, uma vez que uma é uma rica em nutrientes e pobre em calorias, que pode ajudar bastante no processo de emagrecimento e a outra é um grande passo na questão sensorial e clínica, pois alimentos fibrosos são excelentes para o intestino, principalmente deste público que tende a consumir menos fibras em geral. Houve também aceitação de alimentos produzidos de frutas, como doces e bolos produzidos a partir de banana, uma fruta rica nutricionalmente, mas que geralmente é polarizada na aceitação deste grupo, já que tem textura pastosa, uma das mais rejeitadas pelo público atípico. Observou-se ainda melhora na aceitação de cores e ingredientes “não convencionais” como é o caso do suco de cenoura, o que é de grande relevância, considerando que muitas mães precisam ocultar este alimento nas refeições para que seja consumido, pela sua cor e textura marcantes. É imprescindível destacar que, estes resultados sugerem não apenas a aceitação do alimento em si, mas de uma nova textura, aspecto e aparência, sendo estes representantes de categorias inteiras outrora rejeitadas e que agora passam a ser consumidas. Isto proporciona uma melhor aplicabilidade de intervenções clínicas e melhora no perfil nutricional e de saúde como um todo. É também uma quebra de padrão de enrijecimento e sensibilidade sensorial que impacta não apenas nos aspectos nutricionais, mas de vida destas crianças. Há ainda o fato de ser desenvolvida por todo o grupo, o que gerou resultados na socialização de crianças com dificuldades de interações e a degustação da receita junto aos pais e colegas, que fortaleceu os vínculos emocionais da alimentação promovendo seu aspecto social.

A necessidade de um tratamento com arcabouço clínico, mas de efeito terapêutico, propiciando a experimentação e tratando a neofobia. Desde sua implantação somaram-se muitos resultados relatados pelas mães e pelas próprias crianças, que celebram e relatam nas oficinas o novo alimento inserido na alimentação. A melhora na seletividade, por sua vez, gera ganhos que vão desde a socialização para a criança que agora aceita a refeição da escola ou da família, até aos aspectos clínicos que respondem positivamente ao melhor padrão alimentar.

autor Principal

LAIS MARTINS BARROS SILVA

laih_martins@hotmail.com

Nutricionista

Coautores

Laís Martins Barros Silva

A prática foi aplicada em

Cuité

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

CAPSi

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

LAIS MARTINS BARROS SILVA

Conta vinculada

08 maio 2026

CADASTRO

08 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

01 out 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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