Nosso bairro sem dengue: educação em saúde a partir da realidade local e do levantamento rápido de índices para Aedes aegypti em uma escola pública de Santa Helena (MA)

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Isabela Cristina Sousa

bellamachado8@gmail.com

Isabela Cristina Sousa

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A experiência “Nosso Bairro sem Dengue” foi desenvolvida com 36 estudantes das turmas do 2º ano do Ensino Médio do Centro de Ensino Deputado Luís Rocha, em Santa Helena (MA), durante o estudo do conteúdo de Vírus na disciplina de Biologia.
A atividade surgiu a partir da divulgação dos resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado no município, que apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,8%, classificando Santa Helena em situação de médio risco para dengue. Aproveitando a proximidade entre o conteúdo curricular e a realidade local, buscou-se promover uma reflexão crítica sobre as arboviroses e a responsabilidade coletiva na prevenção dessas doenças.
Os estudantes foram organizados em grupos e realizaram observações em seus próprios bairros, registrando por meio de fotografias situações que poderiam favorecer a proliferação do Aedes aegypti. Com base nessas observações, elaboraram apresentações em slides e confeccionaram cartazes educativos produzidos manualmente, contendo orientações e propostas de intervenção para prevenção da dengue.
Durante as apresentações, os alunos discutiram problemas identificados em suas comunidades, como recipientes expostos à chuva, descarte inadequado de resíduos e possíveis criadouros do mosquito. Também propuseram medidas preventivas voltadas à população, fortalecendo o protagonismo estudantil e a educação em saúde.
A experiência possibilitou integrar educação e vigilância em saúde, aproximando os conteúdos escolares da realidade dos estudantes e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, participativos e comprometidos com a promoção da saúde em suas comunidades.

O município de Santa Helena apresentou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,8% no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), sendo classificado em situação de médio risco para dengue. Apesar das ações contínuas de vigilância e controle vetorial, ainda são observadas situações favoráveis à proliferação do mosquito, como descarte inadequado de resíduos, recipientes expostos à chuva e acúmulo de objetos nos quintais.
Ao mesmo tempo, verificou-se a necessidade de aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da realidade vivenciada pelos estudantes, tornando o processo de aprendizagem mais significativo. Diante desse cenário, identificou-se a oportunidade de utilizar os dados epidemiológicos locais como ferramenta pedagógica para promover educação em saúde, estimular o protagonismo estudantil e fortalecer a conscientização sobre a prevenção das arboviroses.

A prática alcançou elevado nível de participação e envolvimento dos estudantes, que passaram a relacionar os conteúdos estudados em sala de aula com situações observadas em seus próprios bairros. Os 36 alunos separaram-se em 6 grupos e realizaram registros fotográficos do território onde vivem, identificando possíveis criadouros do Aedes aegypti e fatores de risco para a ocorrência da dengue.
Os estudantes organizaram as informações coletadas em apresentações em slides e confeccionaram cartazes educativos produzidos manualmente, nos quais apresentaram orientações e propostas de intervenção voltadas à prevenção das arboviroses. As discussões evidenciaram maior compreensão sobre o ciclo do mosquito, os fatores que favorecem sua proliferação e a importância da participação da comunidade no controle da doença.
Como inovação, a atividade utilizou dados reais do LIRAa do município de Santa Helena como ferramenta pedagógica, aproximando a Vigilância em Saúde do ambiente escolar. A experiência favoreceu o protagonismo estudantil, o desenvolvimento do pensamento crítico, a aprendizagem significativa e a integração entre os setores de Educação e Saúde, demonstrando que informações epidemiológicas locais podem ser utilizadas como importantes instrumentos de educação em saúde e mobilização social.

Recomenda-se que práticas de educação em saúde sejam desenvolvidas a partir da realidade vivenciada pelos estudantes, utilizando problemas e informações presentes no próprio território como ponto de partida para a aprendizagem. A integração entre escolas e serviços de saúde fortalece a formação cidadã e amplia o alcance das ações de promoção da saúde.
Sugere-se a utilização de dados epidemiológicos locais, atividades investigativas, registros fotográficos e produção de materiais educativos como estratégias para estimular o protagonismo estudantil e tornar o processo de ensino mais significativo. A experiência demonstrou que a participação ativa dos alunos favorece a compreensão dos problemas de saúde pública e contribui para a construção de soluções voltadas às necessidades da comunidade.

autor Principal

Isabela Cristina Sousa

bellamachado8@gmail.com

Agente de combate às endemias

Coautores

A prática foi aplicada em

Santa Helena

Maranhão

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Travessa Dom Pedro II, Santa Helena - MA, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Isabela Cristina Sousa

Conta vinculada

08 jun 2026

CADASTRO

08 jun 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

13 abr 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

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