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A presente experiência foi desenvolvida no município de Santa Helena, Maranhão, território pertencente à Amazônia Legal, caracterizado por áreas rurais extensas e comunidades ribeirinhas com difícil acesso, especialmente no período chuvoso. Essas condições impactam diretamente a oferta e o acesso aos serviços de saúde, favorecendo a manutenção da cadeia de transmissão da malária.
A experiência teve como objetivo fortalecer as ações de vigilância, prevenção e controle da malária em comunidades ribeirinhas, por meio da integração entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde. Buscou-se ampliar o diagnóstico precoce, reduzir a subnotificação de casos e promover a educação em saúde como estratégia essencial para o controle da doença.
As ações foram implementadas nas comunidades de Guariramã, Armíndio e Vila Nova, áreas com histórico de alta incidência de casos. Foram realizadas visitas domiciliares integradas entre Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), busca ativa de sintomáticos, coleta de lâminas para diagnóstico (gota espessa), orientações em saúde, reuniões com a equipe da Atenção Primária, além de mobilização comunitária.
Como estratégias complementares, foram realizadas ações educativas, distribuição de repelentes e planejamento de medidas de controle vetorial, como a borrifação intradomiciliar. A atuação integrada entre equipes possibilitou maior alcance das ações e fortalecimento do vínculo com a população.
A justificativa da experiência está na necessidade de superar barreiras geográficas, culturais e operacionais, garantindo o acesso ao diagnóstico e tratamento oportuno, além de promover o cuidado integral em saúde em territórios vulneráveis.
A ocorrência de casos de malária em comunidades ribeirinhas de difícil acesso, associada à baixa adesão da população ao diagnóstico precoce, resistência à realização de exames, subnotificação de casos e presença de criadouros naturais do vetor, evidenciou a necessidade de fortalecer as ações de vigilância no território. Além disso, a fragmentação das ações entre Vigilância e Atenção Primária limitava o alcance das intervenções, tornando necessária a integração das equipes para ampliar o acesso, qualificar o cuidado e reduzir a transmissão da doença.
A implementação da prática possibilitou maior aproximação das equipes com a comunidade, fortalecimento do vínculo com a população e ampliação do acesso ao diagnóstico precoce por meio da busca ativa. Houve aumento na identificação de casos suspeitos, melhoria na notificação e maior adesão às orientações em saúde. A integração entre ACE e ACS fortaleceu o trabalho em equipe e tornou as ações mais resolutivas. Como inovação, destaca-se a atuação conjunta no território e a adaptação das estratégias à realidade ribeirinha. A experiência reforçou a importância da educação em saúde e da presença ativa das equipes para o controle da malária.
Recomenda-se a integração efetiva entre Vigilância em Saúde e Atenção Primária como estratégia fundamental para o enfrentamento de doenças em territórios vulneráveis. É essencial adaptar as ações à realidade local, considerando as dificuldades de acesso e aspectos culturais da população. Investir em educação em saúde, fortalecer o vínculo com a comunidade e realizar busca ativa de forma contínua são medidas fundamentais. Além disso, o planejamento conjunto das equipes e o apoio da gestão contribuem para a sustentabilidade das ações e melhores resultados no controle da doença.
R. José Burnet, 61, Santa Helena - MA, 65208-000, Brasil
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