favor seguir as recomendações abaixo:
A laserterapia tem se destacado como uma importante aliada no cuidado de feridas na atenção primária à saúde, especialmente no tratamento de lesões em pés diabéticos. Trata-se de uma tecnologia terapêutica que utiliza luz de baixa intensidade para estimular processos biológicos, promovendo a regeneração tecidual, reduzindo a inflamação e aliviando a dor. No contexto da atenção primária, onde o acompanhamento contínuo e humanizado é essencial, a atuação da enfermeira capacitada na aplicação da laserterapia tem apresentado resultados bastante positivos. Por meio de avaliação criteriosa da ferida e do estado geral do paciente, o profissional de enfermagem consegue indicar e aplicar a técnica de forma segura e eficaz, integrando-a ao plano de cuidados. Pacientes com diabetes frequentemente apresentam dificuldades na cicatrização, devido a fatores como má circulação, neuropatia e risco aumentado de infecções. Nesse cenário, a laserterapia atua acelerando o processo de cicatrização, estimulando a produção de colágeno, melhorando a vascularização local e contribuindo para a recuperação do tecido lesionado. Além dos benefícios clínicos, a utilização dessa técnica na atenção primária contribui para a redução de complicações mais graves, como infecções severas e amputações, impactando diretamente na qualidade de vida dos pacientes. Outro ponto relevante é a diminuição da necessidade de encaminhamentos para níveis mais complexos de atenção, otimizando o sistema de saúde. Dessa forma, a inserção da laserterapia como prática no cuidado de enfermagem demonstra ser uma estratégia inovadora, resolutiva e de grande impacto na saúde pública. Investir na capacitação dos profissionais e na ampliação do acesso a essa tecnologia é fundamental para fortalecer a atenção primária e garantir um cuidado mais eficaz e humanizado às pessoas com diabetes.
O aumento da incidência de feridas crônicas e de difícil cicatrização na Atenção Primária à Saúde tem se configurado como um importante desafio para os serviços de saúde, especialmente em territórios com alta prevalência de doenças crônicas, como o diabetes mellitus. Lesões como o pé diabético, queimaduras, infecções cutâneas — incluindo a esporotricose —, além de feridas traumáticas e pós-procedimentos, frequentemente evoluem de forma lenta, dolorosa e com risco elevado de complicações.
Esse cenário está diretamente relacionado a fatores como o controle inadequado de doenças de base, dificuldades de acesso a tecnologias terapêuticas eficazes, limitações nos recursos disponíveis na atenção básica e, muitas vezes, à demora na implementação de intervenções mais resolutivas. Como consequência, observa-se aumento do tempo de tratamento, maior risco de infecções, afastamento das atividades diárias e impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.
Além disso, a sobrecarga dos serviços de saúde e a necessidade de encaminhamentos para níveis de maior complexidade evidenciam a importância de estratégias que ampliem a resolutividade da Atenção Primária.
Diante dessa realidade, surge a necessidade de incorporar tecnologias acessíveis e eficazes, como a laserterapia de baixa intensidade, com o objetivo de otimizar o processo de cicatrização, reduzir complicações e promover um cuidado mais ágil, humanizado e centrado nas necessidades dos usuários.
Observou-se evolução significativa no processo de cicatrização de feridas em pé diabético, com redução do tempo de recuperação, melhora do aspecto do leito da ferida e diminuição de riscos de complicações, como infecções e amputações. Além disso, a técnica demonstrou eficácia em outros tipos de lesões, incluindo queimaduras térmicas e químicas, como queimaduras por iodo, feridas decorrentes de esporotricose, cortes com sutura e lesões traumáticas diversas. Nesses casos, foi possível identificar melhora acelerada da cicatrização, redução de processos inflamatórios, alívio da dor e maior conforto para os pacientes durante o tratamento. Outro aspecto relevante foi a adesão dos usuários ao cuidado, favorecida pela abordagem humanizada e pelos resultados visíveis ao longo das sessões. A prática também contribuiu para a redução da necessidade de encaminhamentos para níveis de maior complexidade, fortalecendo a resolutividade da Atenção Primária. De forma geral, os resultados obtidos evidenciam que a laserterapia, quando associada ao cuidado clínico adequado, constitui uma ferramenta potente no manejo de feridas, ampliando as possibilidades terapêuticas e promovendo recuperação mais rápida e eficaz em diferentes condições clínicas.
Para a ampliação da laserterapia na Atenção Primária à Saúde, é fundamental investir, inicialmente, na capacitação dos profissionais, especialmente da enfermagem, garantindo que a técnica seja aplicada com segurança, conhecimento científico e sensibilidade no cuidado. A formação continuada fortalece a autonomia das equipes e contribui para a incorporação de práticas inovadoras no cotidiano dos serviços.
Outro ponto essencial é o apoio da gestão municipal, por meio da aquisição de equipamentos adequados e da inclusão da laserterapia nos protocolos assistenciais. A organização do processo de trabalho, com definição de fluxos e critérios de atendimento, também favorece a implementação eficaz da técnica.
Destaca-se ainda a importância de registrar e divulgar as experiências exitosas, como a vivenciada na Estratégia de Saúde da Família do bairro Belvedere, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, que demonstram, na prática, os benefícios da laserterapia na recuperação dos pacientes.
Por fim, recomenda-se o fortalecimento do trabalho em equipe e do cuidado humanizado, aliados ao uso da tecnologia, como estratégia para ampliar o acesso, qualificar a assistência e promover melhores resultados na Atenção Primária, possibilitando que mais territórios se beneficiem dessa prática transformadora.
Rua Luís Camerano, 152 - Belvedere, Barra do Piraí - RJ, Brasil
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